Nível de emprego no Reino Unido desacelera

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido divulgou nesta terça-feira (21) dados sobre o mercado de trabalho no país em março.

No entanto, o período analisado engloba parcialmente os efeitos da pandemia de coronavírus. A pesquisa foi finalizada em meados de março, antes de todas as medidas de distanciamento social e fechamento de fábricas e comércios terem sido adotadas.

Tais medidas devem ser mantidas no país até final de maio, o que deve modificar consideravelmente os resultados dos indicadores.

Emprego cresce menos em março

O número de pessoas empregadas no Reino Unido cresceu a um ritmo menos acentuado. O indicador registrou aumento de 0,8% em março, ante 1,1% em fevereiro.

O número de pedidos de seguro-desemprego ficou em 12,1 mil, bem abaixo da previsão do mercado, que era de 172,5 mil. Em fevereiro, foram mais pedidos: 17,3 mil.

“As estatísticas vieram amenas. Mas incluem um período considerável de antes das restrições do coronavírus”, afirmou David Freeman. Ele é estatístico do mercado de trabalho e concedeu entrevista à Al Jazeera.

Segundo analistas, o desemprego no Reino Unido pode subir até 10%, com mais 2 milhões de pessoas perdendo seus postos de trabalho.

“A pequena rachadura pode, em breve, se transformar em um abismo”, disse Paul Dales. Ele é economista-chefe da consultoria Capital Economics. E prevê um desemprego de 9%.

Casos de coronavírus

O número total de mortes registradas até o momento no Reino Unido chega a 16,5 mil. Os infectados somam 124,7 mil.