Mercado de dívida local: Bancos são principais compradores

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Crédito: Divulgação/BC

As empresas brasileiras estão sentindo os desafios que a pandemia do novo coronavírus trouxe ao Brasil. Muitas estão fechadas e sem operar, e os prejuízos econômicos são grandes. Por isso, os bancos são os principais compradores no mercado de dívida local. A reportagem é do Exame.

Em decorrência da pandemia do coronavírus, economistas estão prevendo uma retração econômica de 2% neste ano. E as empresas estão em busca de reforço de liquidez para enfrentar a crise econômica gerada pela pandemia. Por isso, as empresas estão vendendo novos títulos diretamente para os bancos.

Entre as empresas, estão as varejistas Magazine Luiza e Lojas Renner e do setor de energia como Transmissora Aliança de Energia Elétrica e Eneva. Elas venderam títulos locais neste mês, após queda de 60% das novas emissões em março

Marcia Lima que é responsável pelo relacionamento com investidores da Quasar Asset Management, que administra R$ 3 bilhões disse o seguinte:

“O investidor pessoa física tem saído dos investimentos,”.  “Quem está aproveitando essa oportunidade de comprar títulos de boa qualidade de crédito pagando spreads relativamente muito altos têm sido as tesourarias dos bancos.”

O que pode ajudar

Especialistas acreditam que o que pode ajudar é se o Banco Central comprar títulos de empresas para auxiliar na reeducação dos spreads no mercado secundário.

Foi que o afirmou Carlos Lima, responsável pela equipe de gestão de fundos da Quasar Advantage:

“Nos EUA onde o banco central já tem essa permissão, os spreads ainda não voltaram para o patamar inicial, mas já reduziram em mais de 100bps com a atuação do banco central, então a gente espera que isso acabe ocorrendo no nosso mercado,”

Quem vai salvar a economia do Brasil do coronavírus? Uma ação entre governos, bancos e empresas pode ajudar a contornar a recessão econômica que o país vai enfrentar. Sem contar a queda muito forte no PIB. Muitos inclusive acreditam que se não houver um conjunto de ações a crise deverá se estender até 2023.