Mercado de capitais capta R$ 33,7 bi em abril, alta de 70,3%, diz Anbima

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/ANBIMA

As emissões de mercado de capitais somaram em abril uma captação de R$ 33,7 bilhões, o que representa um crescimento de 70,3% em comparação com mês anterior, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Em 2020, o volume captado atingiu o montante de R$ 115,1 bilhões ante R$ 82 bilhões do mesmo período de 2019, um desempenho 40,4 superior.

Segundo a Anbima, as ofertas ofertas que estão em andamento e em análise registram volumes esperados de R$ 6,1 bilhões e R$ 5,6 bilhões até o momento, respectivamente.

O avanço no número de transações no mercado de capitais no mês passado foi puxado por operações de prazos mais curtos.

As notas promissórias, títulos de menor prazo, saltaram de R$ 1,5 bilhão em março para R$ 13,1 bilhões em abril, o equivalente a 38,8% do volume total emitido no mês passado.

O maior volume  de captação em abril foi através de debêntures (R$ 15,6 milhões), o correspondente a 46,3 do total.

De acordo com a Anbima, a maior emissão foi da Rede D’Or São Luiz no valor de R$ 6,7 bilhões.

Ano

Em 2020, o volume captado em debêntures totalizou R$ 32,4 bilhões, uma redução de 25,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a entidade, os maiores subscritores de ofertas públicas vêm sendo os intermediários e participantes ligados à oferta que adquiriram a maior parte do volume emitido (86,1% ), seguidos dos fundos de investimento, que detiveram uma parcela de (9,2%).

No acumulado de ano, o prazo médio de colocação foi de 5,9 anos contra 5,3 anos das emissões registrados no mesmo período de 2019.

A maior parte dos recursos captados foram destinados para o capital de giro (36,9%) e refinanciamento do passivo das empresas, como a recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior (25,9%).

A Anbima ressaltou que pela primeira vez neste ano, não houve operações de renda variável, seja de ofertas públicas, seja de ofertas subsequentes de ações (follow-on).

No ano, essas operações representam 27,1% do total colocado, correspondente a R$ 31,2 bilhões, sendo 87,3% desse montante operações de follow-on.

Fonte: Anbima

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