Melhores investimentos para março indicados pela XP

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: Divulgação / Facebook / XP Investimentos

Os mercados globais foram sacudidos em janeiro e fevereiro. Enquanto lá o Coronavírus era uma ameaça, hoje o Covid-19 é uma realidade. E isso tem implicações para quem quer aplicar com segurança. Os riscos que a doença traz obriga o investidor a escolher melhor seus ativos.

Pensando nisso, a XP Investimentos mapeou os melhores produtos de acordo com três perfis distintos: conservador, moderado e agressivo. Bolsas, rendimentos, moedas e commodities foram “colhidos, pesados e ensacados” conforme o risco-retorno de cada um.

Para os conservadores, a taxa de juros de curto prazo sempre representará um percentual expressivo do portfólio, oferecendo retornos reais, ainda que baixos e cadentes. Ativos com renda fixa na inflação, prazos longos e pré-fixados se apresentam como oportunidades.

Segundo a corretora, os pré-fixados representam 87% da carteira para este público investidor em março. Isso porque eles estão atrelados à variação de um dia das taxas de juros básicas (Selic ou CDI), ou os fundos que investem nesses ativos, como Tesouro Selic (LFTs) e fundos DI.

bancos centrais

Pré-fixados

Entre os produtos, destaque para o Trend Pós-Fixado, Polo Crédito Corporativo, Capitânia Prev, Gama Top, Selection FIC, XP Top e LCA Banco Original. O primeiro está rendendo 0,25% ao mês, 0,60% ao ano e pode gerar 5,30% de retorno em 12 meses. A aplicação é de R$500.

O segundo na lista demanda investimento mínimo de R$5 mil. Ele rende 0,02% ao mês, 0,80% ao ano e seu retorno pode alcançar 6,03% em doze meses. Com R$10 mil, pode-se investir no terceiro, com rendimento de 0,21% ao mês e 0,63% ao ano.

Já o fundo Gama Top, quarto na lista, requer R$3 mil de investimento. A rentabilidade esta em 0,85% ao ano e pode gerar 5,78% em doze meses. Quinto na listagem, o Selection FIC demanda R$500 de investimento e apresenta 0,29% ao mês, e 0,75% ao ano.

O XP Top requer R$5 mil de investimento, com rentabilidade de 0,31% ao mês, 0,75% ao ano e 5,91% em doze meses. Existem ainda outras opções em segmentos diferentes destes.

Investidor Moderado

Para este perfil, apenas um quarto da carteira está atrelado às taxas de juros de um dia, sendo que 5% com possibilidade de resgate rápido, necessária para atender as necessidades de liquidez do próprio investidor e também nos possibilitando alterações rápidas na alocação.

Assim, a XP manteve em 5% a alocação dos Pré-Fixados, preferindo a parcela intermediária da curva, com prazos próximos de três anos. Nos papéis de até um ano, a corretora afirma que haverá volatilidade devido ao final do ciclo de corte de juros.

Já acima de quatro anos, eles optaram pelos papéis atrelados à inflação, contratando ganhos acima do IPCA por prazos mais longos, em especial créditos isentos de prazo de cerca de 5 anos em detrimento de fundos expostos à papéis do Tesouro Nacional.

Uma opção considerável, em março, são os fundos Multimercado por apresentarem maior diversificação de estratégias. “Importante ter um mix de estratégias nessa classe através dos fundos macro, long&short e quantitativos”, dizem em relatório.

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Inflação e Multimercados

Segundo item mais adequado a este público investidor, atrás dos fundos Multimercados, os produtos atrelados à inflação oferecem ativos onde o valor a ser recebido no vencimento, ou nos pagamentos de juros, é pré-determinado em forma de uma taxa de juros, mas também corrigido por um índice de inflação, normalmente o IPC-A ou o IGP-M.

O SulAmérica Inflatie demanda R$5 mil de investimento e pode alcançar 16,02% de rentabilidade em doze meses. O XP Debentures vai na mesma linha, com R$5 mil de investimento, rendimento mensal de 0,49%, anual de 1,42% e 10,73% e, doze meses.

Entre os Multimercados, o Selection demanda R$500 de investimento e apresenta rentabilidade de 5,54% em doze meses. Já o Persevera requer R$10 mil de investimento e o retorno pode alcançar 6,61% em doze meses.

Composto principalmente por operações nos mercados de juros, câmbio e ações, tanto no Brasil quanto no exterior, O XP Macro demanda R$10 mil de investimento e a rentabilidade pode alcançar 4,61% em dose meses.

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Perfil agressivo

O investidor classificado como agressivo costuma ter apetite ao risco. Para esse público, a XP recomenda a renda variável. A carteira da corretora direcionada a esse tipo de ativo detém 30% do peso para este mês.

A companhia reforça que o Multimercado possibilita a exposição às diferentes classes de ativos de forma balanceada e diversificada: juros, câmbio e bolsa.

Para contratar ganhos acima do IPCA por prazos mais longos, eles utilizaram a parte de Inflação (15%). Após a abertura dos prêmios de crédito, optaram por deslocar o capital para os ativos isentos de IR, contratando prêmios de crédito acima de 1% ao ano.

A XP manteve a alocação na classe Pré-fixada em 7,5%, acreditando em retorno na parte intermediária da curva de juros. Nos papéis de até um ano haverá volatilidade devido ao final do ciclo de corte de juros. Acima de quatro anos, eles escolheram papéis atrelados à inflação.

Para a parte internacional, a carteira da corretora reservou 12,5% por conta dos juros baixos no mundo, e em renda variável, diversificando a parcela de bolsa e trazendo uma exposição à moeda americana.

Já para os Pós-fixados, eles reservaram percentual pequeno para aplicação. O fundo escolhido é uma parcela defensiva do portfólio (5%), principalmente porque atende as necessidades de liquidez do próprio investidor por possibilitar um de resgate rápido.