Melhor investimento: onde investir em 2021

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 20 anos de atuação em veículos, como Agência Estado Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
1

Qual é, afinal, o melhor investimento para 2021? Todos os investidores, independentemente do patamar de conhecimento sobre o tema, querem saber qual é a bola da vez no mercado financeiro.

Os cenários mudam, mas a pergunta não. E agora, com o início do ciclo de alta da Selic, essa é a resposta que os investidores buscam.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Tudo isso em meio aos desafios causados e desencadeados pela pandemia da Covid-19, que ainda trazem um cenário nebuloso no curto e médio prazos.

Retrospectiva econômica

Antes de seguirmos, porém, é importante entendermos o que acontece no país e no mundo.

Até meados de março de 2020, a expectativa era de uma expansão de 2,2% a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, embalada por uma agenda positiva de reformas – sobretudo após a da Previdência, que cortou mais de R$ 850 bilhões em despesas nesta década.

Ao mesmo tempo, a taxa básica de juros, a Selic, vinha em uma redução gradativa e constante, que estimulava a “roda da economia a girar”, impulsionando o consumo das famílias e viabilizando o crédito a juros baixos.

Para a inflação, esperava-se que os preços se mantivessem dentro da meta – de 4% – estabelecida pelo Banco Central e o dólar na faixa dos R$ 4,00.

Lockdown

Com o aumento dos casos da Covid-19 no final do primeiro trimestre de 2020, um inédito bloqueio (lockdown) global foi estabelecido, paralisando a circulação de pessoas, do comércio, da produção e dos serviços.

Como consequência, os preços dos ativos sofreram – e muito – o reflexo dessa nova realidade de pandemia.

Na renda variável, por exemplo, a volatilidade foi tanta, que, após tocar os 119.527 pontos (em 23 em janeiro de 2020), o Ibovespa desabou para 63.569, na mínima, em 23 de março daquele ano, mas fechou aos 119.017 pontos – com valorização acumulada, em 2020, de 3%.

Até a última semana de abril deste ano, a bolsa se mantém na faixa dos 120 mil pontos, após o País ter passado por um novo lockdown, quando o Ibovespa tocou os 110 mil pontos no início de março.

Estímulos

Cabe ressaltar que, para amenizar os efeitos da pandemia – ainda em 2020 –, o mercado financeiro foi inundado por uma injeção inédita de recursos, entre abril e julho, de forma coordenada, entre os principais bancos centrais.

Estudo do Bank of America (BofA) apontou que a injeção de recursos, em 2020, somou US$ 23 trilhões, dos quais US$ 15,2 trilhões vieram de política fiscal e US$ 9,32 trilhões de política monetária.

No Brasil, o Banco Central implementou medidas de liquidez de R$ 1,218 trilhão, valor mais de dez vezes acima do envolvido na crise mundial desencadeada em 2008, pela quebra do banco Lehman Brothers, de R$ 117 bilhões.

Juros e dólar

Essa expansão monetária foi acompanhada de uma derrubada global dos juros. Nos EUA, os juros foram reduzidos pelo Federal Reserve (Fed) a praticamente zero.

Por aqui, uma inédita Taxa Selic de 2% ao ano vigorou entre 6/8/2020 a 17/03/2021.

Mas, a partir de março de 2021, um ciclo de alta dos juros começou, elevando em 0,75 ponto porcentual, a 2,75% ao ano.

Em maio, a previsão majoritária do mercado e sinalizada pelo Banco Central era de um novo aumento.

Por outro lado, o dólar disparou quase 30% frente ao real, fechando 2020 na faixa dos R$ 5,18. A alta refletiu o risco fiscal do governo, ocasionado pelo aumento do endividamento com medidas como o auxílio emergencial.

Neste ano, a questão fiscal seguiu preocupando os investidores, assim como a Covid, o que levou o dólar, na primeira quinzena de abril, a variar sua cotação entre R$ 5,70 e R$ 5,45.

Inflação

Mesmo com os juros em tendência de alta, contudo, a Selic seguirá em patamares relativamente baixos – dado o histórico passado da taxa – e estimulando a economia.

Assim, o mercado acompanha com a atenção a tendência de elevação da inflação, com

Cabe ressaltar que os juros são um instrumento de política monetária usado para controlar a inflação, assim como incentivar a economia.

Conforme o Focus de 16 de abril, estas eram as previsões macroeconômicas para o final de 2021 e 2022:

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo

  • Selic (2021): 5,25%
  • Selic (2022): 6,00%
  • Dólar (2021): R$ 5,40
  • Dólar (2022): R$ 5,26
  • IPCA (2021): 4,92%
  • IPCA (2022): 3,60%
investimento ações

Melhores investimentos 2021

Perfil do investidor

Após entender o contexto econômico em que vivemos, há mais um passo importante a se observar antes de se investir.

Como a melhor aplicação muda de pessoa a pessoa, de acordo com o perfil e o objetivo de cada um, vamos apresentar algumas das principais características que diferenciam os investidores.

Isso é importante pois existem alocações (divisão entre tipos diferentes de investimentos) mais apropriadas – mas não engessadas – para cada um.

Basicamente, os perfis são divididos pelo grau de tolerância ao risco que se topa correr na aplicação – que pode ser até integral ou parcial, dependendo do arrojo do produto.

Compra e venda de ações é um dos exemplos mais conhecidos – já que podem ser lucrativas ou levar a perdas significativas.

Outros, entre os mais arriscados, são os mercados futuros e de opções.

Ou seja, quanto maior for a disposição ao risco, maior poderá ser a rentabilidade – e vice-versa.

No mais, é preciso considerar ainda a liquidez do investimento, caso haja necessidade de retirada do aporte, seja para algo específico, como em um rebalanceamento de carteira, ou em momentos de estresse do mercado.

Liquidez, rentabilidade e risco

Para entender melhor a correlação, vamos enxergar liquidez, rentabilidade e risco como um tripé, que todo investidor – independentemente se é iniciante ou avançado – deve levar em conta na hora de escolher um ativo.

Vamos a eles:

Liquidez

É a velocidade com que a pessoa poderá ter aquele dinheiro que estava investido de volta para as suas mãos.

Ou seja, em um investimento com liquidez diária, por exemplo, o dinheiro volta ao investidor no mesmo dia (D+0).

Em um investimento que tenha liquidez D+1, o investimento pode ser resgatado em 1 dia útil. Em D+30, em 30 dias úteis.

Quanto maior o risco e a rentabilidade, mais longos são os prazos de resgate.

Rentabilidade

É o grau de sucesso de um determinado investimento. Em outras palavras, é o percentual que um ativo vai render acima de uma aplicação feita.

A rentabilidade pode ser atrelada a algum indicador (renda fixa) ou ser variável (renda variável).

O Tesouro Direto Selic, por exemplo, rende o mesmo percentual da taxa Selic (no início de 2021 em 2% a.a).

Risco

Qualquer aplicação financeira tem um grau de risco, que varia das menos arriscadas até as de alto grau de risco.

O investidor precisa estudar, analisar e entender bem todos os fatores que envolvem a compra de um ativo.

Entre eles, estão saber exatamente para quem está emprestando dinheiro, quais as taxas envolvidas, as probabilidades de perdas, os riscos do mercado, do setor, legais e regulatórios.

Tipos de investidor

Sabendo que liquidez, rentabilidade e risco são conceitos, muitas vezes, inversamente proporcionais entre si, entenderemos que é necessário abrir mão de um para ganhar em outro.

Sabendo de tudo isso, já é possível determinar se o investidor é conservador, moderado ou agressivo/arrojado.

Assim, se define, sobretudo, a parcela de renda fixa e de renda variável a se ter na carteira.

A priori um investidor de perfil conservador não deve expor o capital ao risco e, portanto, as ações não deveriam fazer parte do portfólio. 

É compreensível, porém, que estes conservadores também busquem se aventurar em investimentos dessa modalidade por conta de retornos mais atrativos.

Isso ocorre, principalmente, em momentos em que a renda fixa tradicional está com rentabilidade bastante limitada por conta da Selic em baixa. 

Até 2017, por exemplo, era possível ganhar dois dígitos de rentabilidade anual na segurança da renda fixa – o que não existe mais, nem se espera que aconteça, novamente, tão cedo.

Assim, é possível imaginar que liquidez, rentabilidade e risco são conceitos que, muitas vezes, são inversamente proporcionais. Portanto, é necessário abrir mão de um para ganhar em outro.

Quer saber mais? Faça o nosso teste de perfil, clicando neste link!

Vamos conhecer agora, com mais detalhes, as características de cada perfil de investidores. 

Conservador

  • Prefere não correr riscos; 
  • Tem planos definidos para o uso dos recursos;
  • Busca remuneração considerável e mais segura, sem investir em ativos que oscilem e que possam gerar perdas; 
  • Geralmente, aloca quase a totalidade dos investimentos em renda fixa, em produtos de baixo risco.

Moderado

  • Meio-termo entre os conservadores e os agressivos/arrojados; 
  • Gosta de segurança, mas tem maior tolerância aos riscos;
  • Procura carteira mais balanceada, entre renda fixa e renda variável;
  • Divide as aplicações entre as com liquidez e as com possibilidade de rentabilidade mais elevada;
  • Mesmo concentrando maior dos aportes em aplicações conservadoras, admite perdas até certo patamar, visando alcançar algum retorno mais elevado no médio e no longo prazos.

Agressivo/Arrojado

  • Busca possibilidade de retornos mais elevados e aceita seus riscos;
  • Geralmente é experiente, entende o funcionamento do mercado, os diferentes produtos de investimentos disponíveis, assim como os seus riscos, rentabilidades e expectativas; 
  • O investidor agressivo/arrojado quer obter lucros acima da média do mercado, e investe mais na renda variável para atingir este objetivo.

Quanto investir em cada alternativa?

Chegando a este ponto do artigo, você deve se perguntar: quanto devo aplicar em cada modalidade de investimento?

A resposta depende do seu perfil e objetivo.

Como já citamos, o teste de perfil é o primeiro passo para que você possa tomar decisões mais assertivas e convergentes com seus objetivos.

Mas, como referência geral, pode-se adotar como sugestão as carteiras abaixo para cada perfil de investidor.

ConservadoraAlocação
Renda Fixa90%
Multimercado10%
ModeradaAlocação
Renda Fixa45%
Renda Variável25%
Multimercado20%
Exterior10%
SofisticadaAlocação
Renda Variável45%
Renda Fixa25%
Multimercado20%
Exterior10%

Assessor de investimentos

Como tais carteiras acima atendem a uma finalidade genérica de proteção de capital e ganhos acima da inflação, a ajuda de um assessor de investimentos é importante.

Dessa forma, ele poderá elaborar uma carteira que atenda a objetivos específicos, como tempo para aplicação ou valores a serem aportados, com base no seu momento de vida.

Saiba mais neste artigo abaixo:

Reserva de Emergência

Antes de avançarmos, nas estratégias, importante falarmos sobre o primeiro passo que todo pessoa, que deixou de ser gastadora e tornou-se poupadora, deve fazer: montar uma reserva de emergência.

Reserva de emergência é aquele montante em dinheiro que só pode ser aplicado em investimentos que não contenham riscos e que possuam alta liquidez.

Ou seja, aplicações que possam ser resgatadas imediatamente. 

Isto porque a reserva de emergência é o recurso que o investidor precisa ter disponível para usar a qualquer momento, diante de imprevistos. 

O montante necessário à reserva de emergência deve ser o equivalente a pelo menos seis meses do valor mensal necessário para pagar as contas essenciais do investidor.

Alternativas e estratégias de reserva

Primeiramente, a reserva de emergência não trará altos rendimentos, é fato, mas ela pode ter uma performance melhor, dependendo de onde for alocada.

Dentre as opções de renda fixa existem essas:

  • Quando o empréstimo é feito ao governo, trata-se de títulos públicos (Tesouro Direto).
  • Quando o empréstimo é para bancos, se chama Certificados de Depósitos Bancários, os chamados CDBs; as Letras de Crédito Imobiliário, LCI; as Letras de Câmbio, LC; e as Letras de Crédito do Agronegócio, LCA. 
  • E quando o empréstimo é para empresas, são as debêntures. 

O investidor pode aplicar diretamente nestes ativos ou por meio de fundos multimercado que contenham estas classes de ativos. 

Como o próprio nome diz, a rentabilidade destes investimentos será fixa, ou seja, a remuneração da aplicação fica definida no momento do investimento.

Renda fixa: entenda se é melhor investir em poupança, CDB ou LCI?

Sempre lembrada como opção de reserva de emergência, a poupança teve rentabilidade negativa de 4,16% nos últimos doze meses encerrados em março de 2021.

Fique atento a algumas opções à poupança:

 

  • Ativos indexados ao IPCA, 
  • CDBs e
  • Tesouro Selic.

 

Melhor investimento 2021

Como o melhor investimento vai mudar de acordo com o perfil e o objetivo de cada investidor, fizemos uma lista com opões de aplicações que podem compor um portfólio de sucesso.

1. Investimento em ações

Inicialmente, vamos falar de ações, que, com a Selic em sua mínima histórica, têm despertado interesse mesmo entre os investidores mais conservadores.

Entretanto, para continuar tranquilo com o seu patrimônio, há pontos importantes de atenção, falando de mercado acionário.

Veja 5 dicas para começar a investir em ações:

  • Tenha sua reserva de emergência composta;
  • Lembre que ações são aplicações de longo prazo;
  • Tenha uma carteira diversificada;
  • Busque conhecimento técnico; e
  • Mantenha-se informado sobre o mercado de ações.

Como vemos a compra e a venda de ações é o perfeito exemplo de análise que deve ser vista sob o tripé risco, retorno e líquidez.

Ou seja, quem investe em ações deve pensar no longo prazo, sob pena de perder rendimentos e, às vezes, até o valor aplicado.

Ao mesmo tempo, pode embolsar ganhos conforme sua estratégia.

Saiba agora quais são as três principais estratégias em renda variável.

Day Trade

Operações rápidas, realizadas no mesmo dia e com possibilidade de bons ganhos.

Esse é o clássico Day Trade, que opera de olho nos gráficos da bolsa e nas tendências de mercado para diferentes ativos.

Entretanto, é uma estratégia que depende de mais estudo, habilidade e tempo de mercado.

Dessa forma, a rentabilidade é proporcional ao risco. Ou seja, quanto mais você se expuser, mais as chances de ganho (e também de perda).

Buy and Hold

Já na estratégia Buy and Hold o investidor “segura” por um longo período os seus ativos. Por isso, é uma estratégia muito usada para quem pensa em investidor com foco na aposentadoria.

Desta forma, os ganhos vêm de duas maneiras:

  • Dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) e
  • Valorização das ações ao longo do tempo.

Grandes investidores no exterior, como Warren Buffett, vivem desta forma de investimento. Por aqui, um exemplo muito conhecido é o de Luiz Barsi.

Neste caso, não é a análise gráfica que conta, mas a análise fundamentalista.

Swing Trade

Como um método intermediário entre o Day Trade e o Buy and Hold temos o Swing Trade.

Aqui, o investidor não vende todos os seus ativos em um só dia, mas também não fica com ele em carteira por anos e anos.

Geralmente, se estabelece um valor mínimo de alta e um equivalente de queda, e as ações podem ser compradas e vendidas em dias ou semanas.

Assim, aproveita-se de uma determinada valorização, encerrando a posição. Da mesma forma, estabelece-se um limite de queda, antes de vender a ação.

Isso é importante para evitar grandes perdas nas desvalorizações e a empolgação com grandes altas.

2. Fundos de Ações

Para quem se interessa pelo mercado de ações, mas não consegue o tempo necessário para acompanhar, se especializar e fazer a gestão dos ativos, uma opção pode ser os fundos de ações, que aplicam o capital dos cotistas em ações disponíveis no mercado.

Cabe ressaltar que um fundo de investimento é uma modalidade coletiva de aplicação em que um gestor administra o capital dos cotistas e cobra uma taxa de administração.

Assim, quem investe como o foco no longo prazo pode aproveitar conjunturas como esta, em que a economia ainda não se recuperou da pandemia, para montar posição em fundos de ações – visando o momento de recuperação do PIB.

Os gestores fazem as escolhas dos ativos a serem comprados ou vendidos, de acordo com o estabelecido previamente pelo fundo, trazendo lucro por meio da valorização ou a distribuição de dividendos das ações.

Contudo, estes fundos são indicados para investidores com perfil moderado ou agressivo, pois existe o risco de grandes oscilações do seu capital.

Afinal, momentos de estresse de mercado são imprevisíveis e normais. Use este tipo de investimento com moderação e sabendo da relação risco/retorno dele.

Veja o desempenho de alguns fundos de ações em 12 meses:

Aplicação MínimaTaxa Adm. a.a.Cota Resg.Rentabilidade (12M)
Equitas Selection FIAR$ 5.000,002,00%D+32+39,56%
Alaska Black BDR Nivel 1 FIAR$ 5.000,001,85%D+32+42,68%
Opportunity Selection FIAR$ 5.000,002,00%D+3+37,20%
Real Investor BDR Nivel I FIAR$ 5.000,002,00%D+29+43,73%
Legg Mason Clearbridge Growth FIAR$ 5.000,001,00%D+5+45,16%

Atualizado em 23 de abril

3. Fundos Multimercados

Como o nome sugere, os fundos multimercados podem aplicar em diversos produtos financeiros, seja no Brasil ou no exterior, tais como renda fixa, DI, créditoações, juros moedas. 

Ou seja, são aplicações diversificadas e com bastante liberdade, estabelecidas, assim como no caso dos fundos de ações, pelas estratégias de um gestor.

Ao longo dos anos, os fundos vêm se desenvolvendo e se especializaram em alguns nichos, podendo ser alternativa de conservadores até os mais arrojados, e com estratégias diferentes.

Veja os tipos de fundos multimercados, conforme classificação da Anbima:

  • Dinâmico;
  • Estratégia Específica;
  • Investimento no Exterior;
  • Juros e Moeda;
  • Long and Short Direcional;
  • Long and Short Neutro;
  • Livres;
  • Macro e
  • Trading.

Veja o desempenho de alguns fundos multimercados em 12 meses.

Fundo MultimercadoAplicação MínimaTaxa Adm. a.a.Cota Resg.Rentabilidade (12M)
Forpus Multiestrategia FIMR$ 1.000,001,75%D+16+13,9%
Versa Fit Long Biased FIMR$ 500,002,00%D+10+35,8%
Vinland Long Biased FIMR$ 1.000,000,95%D+32+30,97%
Ibiuna Hedge STH FIC FIMR$ 5.000,001,96%D+31+19,82%
Vista Multiestratégia FIMR$ 5.000,002,00%D+16+29,84%

Atualizado em 23 de abril

4. Fundos Imobiliários (FIIs)

Em tempos de Selic baixa, os Fundos Imobiliários ganharam ainda mais relevância no mercado brasileiro. Isso porque, em sua maioria, são compostos de ativos reais e bons pagadores de dividendos.

No entanto, é preciso saber filtrar oportunidades para que se possa encontrar boas oportunidades.

Apesar da valorização recente, existem alguns fundos com valor patrimonial abaixo do valor de mercado. São esses que o investidor deve concentrar esforços na alocação. Ou seja, atente-se a fundos que estejam cotados abaixo do preço dos ativos presentes neles.

Como lucrar investindo em FII?

Existem duas formas de lucrar com investimentos com os FIIs, uma por meio da valorização da cota pelo efeito oferta versus demanda e a outra por dividendos mensais obrigatórios derivados dos aluguéis.

O lucro, ou o ganho de capital, sobre a valorização da cota, tem a incidência de imposto de renda (20%), enquanto os dividendos são isentos de impostos por força da legislação vigente.

Os fundos de investimentos imobiliários são obrigados por lei a distribuir rendimentos mensais aos cotistas – por isso são uma boa alternativa de renda recorrente para investidores. Além disso, possuem uma garantia real.

Aí está, por exemplo, uma das vantagem em relação aos investimentos em imóveis físicos: os rendimentos de aluguéis de FII são isentos de Imposto de Renda – diferente dos imóveis, cuja renda dos aluguéis precisa ser declarada ao Leão.

Os FIIs oferecem ainda menor risco de liquidez. Ou seja, têm mais facilidade de encontrar comprador na hora de vender. Isso acontece porque os FIIs são negociados no ambiente de bolsa de valores e possuem muita liquidez.

Existem fundos de investimentos imobiliários de Papel e de Tijolos.

Papel

Os de Papel compram CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Eles nada mais são do que dívidas lastreadas em imóveis.

Tijolo

Os chamados fundos de Tijolo, como o nome sugere, compram imóveis físicos, podendo ser somente um ou múltiplos imóveis.

Se seu objetivo é ter renda como faz com um imóvel alugado, você deve prestar atenção aos FIIs, já que os mesmos tem entregado aluguéis na ordem de 7% a 8% ao ano, isentos de imposto de renda, algo muito acima do que um imóvel é capaz de gerar tradicionalmente.

Veja abaixo alguns exemplos de FIIs, de diversas modalidades, a remuneração mensal dos cotistas (Dividend Yield).

Fundos Imobiliários

Fundo ImobiliárioPreçoP/VPAYield (12M)
KNRI11R$ 150,300,975,27%
VISC11R$ 107,740,903,64%
XPLG11R$ 115,181,045,99%
MXRF11R$ 10,991,058,03%
MALL11R$ 106,950,934,61%

Atualizado em 23 de abril

  • P/VP: Entenda o que é como usar o indicador de Preço sobre Valor Patrimonial

5. Investimento no exterior

Investimentos no exterior costumavam ser vistos pelos brasileiros como uma alternativa voltada apenas para milionários ou especialistas do mercado. Mas, esta realidade está mudando.

Com a crise econômica e a redução da Selic, as alocações no exterior são uma nova tendência, até mesmo para os investidores iniciantes.

Isso porque investir no exterior traz várias vantagens. A primeira é a correta diversificação de seus investimentos. O dólar será sempre a moeda forte e o real estará sempre suscetível a desvalorizações.

Dessa forma, investir em dólar será sempre uma forma de proteção.

Além disso, com alocações no exterior, você passa a diversificar também geograficamente, garantindo proteção de mercados menos voláteis do que o brasileiro.

BDR’s

Recentemente todos os investidores brasileiros passaram a ter acesso aos chamados BDR’s, ativos que representam ações de empresas estrangeiras, porém são emitidos no Brasil.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, tendo direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Uma coisa deve ficar clara para o investidor: BDR’s não são investimentos no exterior.

Apenas acompanham a variação das ações das empresas lá fora. Se a companhia tiver lucro, o investidor brasileiro se beneficiará disso através da distribuição de dividendos. Se os papéis se desvalorizarem, esse reflexo também será sentido por quem os adquiriu no Brasil.

Dessa forma, há duas razões para o investidor buscar ativos estrangeiros: diversificação ou proteção cambial.

6. CDB Prefixados e IPCA+

Esse tipo de investimento sempre estará presente em uma carteira de sucesso, já que atende a todos os tipos de perfis: Conservadores, Moderados ou Agressivos.

Aplicar em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) consiste em emprestar dinheiro para um banco. Existem sempre três alternativas de rentabilidade: Prefixado, Pós Fixado ou ou mistos – exemplo: IPCA+.

As aplicações pós fixadas acompanham um indexador. E, no caso dos CDBs, o indexador é o CDI, que, por sua vez, segue a Selic. Ambas sem perspectiva de elevação no curto prazo.

Portanto, é mais interessante você buscar as emissões bancárias de Renda Fixa Prefixadas (cuja taxa é conhecida desde o início da aplicação) ou aquelas atreladas à variação da Inflação (IPCA+), que são as melhores opções para o longo prazo.

Aqui algumas taxas indicativas que podem ser encontradas no mercado pela plataforma do BTG Pactual:

TítuloTipoVencimentoTaxa de Rendimento (% a.a.)Valor Mínimo
CDBPrefixado5 anos10,00% a.a.R$ 10.000,00
CDBPrefixado4 anos9,70% a.a.R$ 10.000,00
CDBPrefixado3 anos9,25% a.a.R$ 10.000,00
CDBIPCA+5 anosIPCA + 4,68 % a.a.R$ 1.000,00
CDBIPCA+4 anosIPCA + 4,35% a.a.R$ 1.000,00
CDBIPCA+3 anosIPCA + 4,10% a.a.R$ 1.000,00
  • Sujeito a variações

7. Debêntures

As debêntures são títulos de renda fixa com nome complicado, mas o conceito é simples. Hoje você vai entender como funcionam, quanto rendem, como são amortizadas e como você deve escolher as suas debêntures.

Para começar, um breve resumo: é relativamente fácil explicar o que são os investimentos em debêntures. Podemos dizer que elas são um empréstimo que você faz para uma empresa não-financeira, como por exemplo a Vale (antiga Vale do Rio Doce). Eles funcionam como um CDB, que já estudamos neste artigo.

Um CDB nada mais é do que um empréstimo feito a um banco pelo investidor, com uma promessa de juros sobre o mesmo. A debênture também é um empréstimo, mas para uma empresa não-financeira. Ou seja, que não é um banco.

8. Poupança

Apesar da poupança pagar um pouco mais por conta da subida do juros, existem produtos no mercado que pagam prêmio de 100% da Selic, o que já é superior aos 70% da Selic pagos pela poupança.

Também há aplicações que pagam a Selic mais um prêmio, por exemplo.

Mesmo com essas outras opções, segue um investimento muito utilizado pelo brasileiro, que conta com o benefício da líquidez, isenção de taxas e de pagamento de Imposto de Renda.

A tradicional aplicação dos brasileiros, a partir de março, passou a render 1,925% ao ano, ou 0,16% ao mês (sem considerar a inflação).

Com uma previsão de inflação de 4,92% do Boletim Focus (abril de 2021), isso levaria a poupança a um rendimento negativo de aproximadamente 3%.

9. Fundos DI

Na mesma linha seguem todas aquelas aplicações que não conseguem bater o CDI, sendo ainda piores as que cobram taxas bem acima da média de mercado.

No entanto, se você precisa de liquidez imediata, então um fundo DI pode fazer sentido. Caso contrário, também é um tipo de fundo para você esquecer.

10. Tesouro Direto

Num passado recente, o Tesouro Direto já esteve entre os melhores investimentos do mercado, mas agora não está  tão interessante.

Porém, ainda pode haver oportunidades nos títulos Pré e IPCA+, que são impactados pela abertura da curva de juro futuro (aumento das expectativas para o DI no futuro), que normalmente se dão por notícias ou previsões que impactam positiva ou negativamente os ânimos do mercado, e levam os preços de títulos no mercado a corrigirem sensivelmente.

Sendo assim, em momentos de crise podem surgir entradas de compra nestes papéis, principalmente aqueles com vencimento mais longo.

Reforçando: conte sempre com um assessor

As crises sempre existiram e vão continuar existindo. Diante dessa certeza, o importante é estar preparado para quando elas vierem.

Contar com ajuda de um especialista pode ser decisivo no mundo dos investimentos. Fale com um assessor de investimentos. As alternativas estão aí, mesmo em momentos de crise.

  • Dúvidas sobre como investir? Tenha um Assessor de Investimento especializado em planejamento financeiro e gestão de patrimônio. Conheça a EQI.
  • Conheça os benefícios de contar com um assessor de investimentos.

(Com Carla Carvalho e Felipe Moreira)