Melhor Investimento: Onde investir em 2019

A eleição de um novo governo e por consequência, a posse de um novo ministro da economia, despertaram no investidor brasileiro (e no estrangeiro também) o interesse em descobrir qual o melhor investimento para 2019.

Juliano Custodio
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Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Neste artigo, mostrarei diversos investimentos que devem se beneficiar com a política austera prometida pelo novo governo, bem como, outros ativos que podem proteger sua carteira de investimentos em caso de falta de apoio político  às medidas propostas pela nova equipe econômica.

Quais os melhores investimentos para 2019?

Antes de aprofundarmos nos melhores investimentos para 2019, elaborei uma listagem resumida dos ativos. Na sequência, falo de forma mais detalhada sobre todos eles, explicando as razões pelas quais indicamos cada produto em sua carteira de investimentos.

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Onde investir e não investir em 2019

Tão importante quanto saber onde deixar seu dinheiro investido em 2019, é saber quais investimentos você deve evitar. De uma forma geral, dividiremos em três categorias:

Onde investir em 2019:

  1. CDBs prefixados
  2. Tesouro prefixado
  3. LCI e LCA pós fixados
  4. Debêntures incentivadas (IPCA+)
  5. Fundos de Crédito
  6. Fundos Imobiliários
  7. Fundos Multimercado com Ações
  8. Ações

Onde não investir em hipótese alguma em 2019:

  1. Poupança
  2. Fundos DI com Taxa de Administração Superiores a 0,4% a.a
  3. CDBs que rendem menos que 95% do CDI
  4. Fundos de Previdência com Taxas Superiores a 1,5% a.a

Ficar atento:

  1. Tesouro Direto (LFT)
  2. Fundos DI
  3. Fundos de Renda Fixa Atrelados ao dólar

É importante você estar ciente que você deve entender o seu perfil de investidor, afinal, para cada perfil existe uma Alocação ( divisão entre tipos diferentes de investimentos) ideal. Por exemplo: um investidor conservador não deve ter investimento em ações, mesmo que este tenha tudo para ser o melhor investimento de 2019.

Vale lembrar que, esta lista não é um ranking, e sim, um enumerado de ativos que deveriam estar em sua carteira. Claro que a divisão, ou seja, a quantidade de cada um dos ativos que vai estar em sua carteira,  além disso, tudo depende do seu perfil de investidor.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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CDB Prefixado de 11% ao ano.

Coloco aqui o CDB como representante das Rendas Fixas Bancárias Prefixadas, as novas queridinhas dos brasileiros. Este tipo de investimento sempre estará presente nas listas, já que atende a todos os tipos de carteira de investidores: Conservadores, Moderados ou Agressivos.

O que muda de ano em ano é a preferência entre os tipos de Renda Fixa (Prefixado, Pós Fixado ou IPCA+). E este ano, a decisão vai depender se você acredita ou não, na resolução do nosso problema fiscal (e aqui entra um ponto crucial: A Reforma da Previdência).

Minha aposta é que sim, o novo governo terá força política para aprovar a reforma, dando início ao  conserto do problema fiscal. Sendo assim, acredito que a maior parte de seus investimentos devem estar em Rendas Fixas Prefixadas. Atualmente é possível encontrar:

TítuloTipoVencimentoTaxa de Rendimento (% a.a.)Valor Mínimo
CDBPrefixado3 anos10,2% a.a.R$ 5.000,00
CDBPrefixado4 anos10,5% a.a.R$ 5.000,00
CDBPrefixado5 anos10,9% a.a.R$ 5.000,00

Essa planilha simula cenários para a taxa básica de juros (SELIC) no futuro, bem como o comportamento de um prefixado contra um pós-fixado: Baixar Planilha

Imagine que a Taxa SELIC saia de 6,5% para 9% nos próximos 3 anos. Isso nos daria uma SELIC média de 7,75%. Assim um CDB de 10% renderia 129% do CDI. Excelente não?

Tesouro Prefixado (LTN ou NTN-F)

Para aqueles que não tem capital suficiente para comprar os CDBs – pois partem de R$ 5.000,00 na maior parte das corretoras – a alternativa é o Tesouro Direto, e aqui temos duas opções: as LTN ( tesouro prefixado) e as NTN-F ( tesouro prefixado com  juros semestrais) – cuja diferença para a LTN é que vai entregando juros ao investidor semestralmente até o vencimento.

As NTN-F são particularmente interessantes para quem tem uma necessidade de pagamentos, ou seja, precisa que seus investimentos gerem uma renda, e assim como a NTN-B ( Tesouro IPCA+) é usada por pessoas que querem viver de renda.

Já que teoricamente os títulos do tesouro (conhecidos também como Títulos Públicos) apresentam menores riscos do que os CDBs, eles acabam tendo rentabilidade um pouco menor, mas acredito que teremos janelas para encontrar o Tesouro Prefixado pagando mais de 10% ao ano para 2019.

Gráfico da taxa de juros atrelada ao NTN-F

Tudo é uma questão de esperar momentos de estresse do mercado. Esses são os momentos de melhores oportunidades!

LCI e LCA Pós Fixados (Curto Prazo)

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), são investimentos bancários, ou seja, têm garantia do FGC para até R$ 250.000,00, assim como os CDBs, mas com a diferença de serem isentos de Imposto de Renda.

Normalmente, podem ser encontrados rendendo entre 92% do CDI e 98% do CDI. Estas rentabilidades não os fazem superar os CDBs em prazos de investimentos maiores do que dois anos.

Porém, são a melhor opção para os prazos mais curtos de 3 a 12 meses, ou seja, para aquele dinheiro que você tem uma projeção de utilizar em outro investimento, ou, outra aquisição pessoal em um prazo programado.

A planilha abaixo compara diferentes CDB’s e LCI’s em prazos e rentabilidades (retiramos o imposto dos CDBs a fim de comparar as rentabilidades líquidas). Note pela escala de cores que, temos LCIs em Verde (melhores rendimentos líquidos) para prazos mais curtos, mas não para prazos mais longos.

As LCIs normalmente são a melhor opção para aquele dinheiro que vai ficar até um ano investido e onde você não quer correr nenhum risco.

Debêntures Incentivadas (IPCA+)

As Debêntures nada mais são do que CDBs emitidos por empresas não financeiras. Isso significa que quando um banco emite uma dívida, ele emite um CDB, mas quando uma indústria emite uma dívida, por exemplo, ela emite uma debênture.

Em sua maior parte, elas aparecem sob a forma de rendimento IPCA +, como por exemplo IPCA+6% ao ano. E é justamente por ter este componente que vamos usar ela em nossas carteiras.

Os investimentos com IPCA em sua composição de taxa, servem muito bem para nos proteger de um risco inflacionário, que pode acontecer no caso de não conseguirmos executar uma reforma fiscal.

Em especial, devemos observar as Debêntures Incentivadas, que são lançadas para projetos de infraestrutura, e que por este motivo tem um incentivo de isenção de impostos pelo Governo Federal.

Ou seja, investindo por estas Debêntures, você não paga imposto de renda sobre os seus rendimentos ou valorização. Assim, podemos encontrar Debêntures Incentivadas pagando IPCA + 4,5% ao ano líquidos, ou seja, depois do imposto.

Esta taxa é muito competitiva já que seria comparada à um investimento tributável de IPCA+6%, bem difíceis de encontrar nos níveis atuais de taxas de juros.

Abaixo, você tem alguns exemplos de taxas em Debêntures Incentivadas disponíveis em Dezembro de 2018:

Tabela com Debêntures Incentivadas de empresas

Outra excelente ideia, quem sabe até melhor do que comprar diretamente as debêntures, é investir em um fundo de debêntures incentivadas. Estes fundos fazem uma seleção de debêntures (mais de 20) e você pode investir neles comprando somente as cotas dos fundos, com aporte inicial de R$ 5.000,00.

Um bom exemplo é o fundo XP Debêntures Incentivadas. Veja como ele superou o CDI nos últimos anos:

Gráfico comparativo entre o fundo XP Debêntures Incentivadas e o CDI

Fonte: XP Investimentos

Se for a primeira vez que você está investindo em Debêntures, opte por comprar um Fundo, assim você vai ter uma diversificação natural de suas debêntures e corre menos riscos.

Vale dizer que Debêntures Incentivadas como as usadas nos exemplos acima podem ser encontradas com a ajuda de um assessor de investimentos, que você pode agendar uma simulação de um plano de investimento aqui (sem custo algum).

Fundos de Crédito

Já que estamos falando em Fundos, uma alternativa interessante para a parte atrelada ao CDI dos seus investimentos são os Fundos de Crédito. Os fundos de crédito atuam dividindo os recursos em diversos tipos de dívidas: Crédito Corporativo, Ativos Líquidos ( Debêntures), FIDCs e outros.

Exatamente como você pode ver na imagem abaixo tirada do XP Crédito Estruturado:Gráfico que mostra a composição da carteira do XP Crédito Estruturado

Por se tratarem de fundos que compram principalmente dívidas e recebíveis, estes fundos tendem a ter prazos de resgate naturalmente mais longos como D+30 até D+360. Se você não entende esta sigla, no caso dos D+30, por exemplo, significa que você recebe seu dinheiro 30 dias depois de pedir o resgate do fundo – obviamente este dinheiro segue rendendo durante os 30 dias.

Normalmente, quanto maior o prazo (investimento de longo prazo) de resgate do fundo mais ele tende a render, já que pode comprar dívidas mais longas que normalmente têm juros maiores. Veja alguns exemplos de fundos de crédito:

lista fundos de credito para 2019

Invista nos Fundos de Crédito a fatia de seu dinheiro destinada a prazos maiores de dois anos, e que você deseja que fiquem atrelados ao CDI.

Fundos Imobiliários (de Papeis ou de Tijolos)

Os fundos imobiliários estão ganhando o coração e a mente dos Brasileiros, já que com a compra deles, você participa de uma operação imobiliária sem precisar comprar um imóvel inteiro.

Existem basicamente dois tipos: Fundos de Tijolo e Fundos de Papel

1 – Fundos Imobiliários de Tijolo

Os chamados fundos de Tijolo, como o nome já diz, compram imóveis, podendo ser somente um imóvel ou múltiplos imóveis. Eles ainda podem ser subdivididos conforme a utilidade ou o tipo dos imóveis, de forma que temos fundos de hospitais, faculdades, shoppings, lajes corporativas, agências bancárias e etc.

Poucos fundos imobiliários de tijolo tem como objetivo comprar e vender imóveis com lucro. A maior parte tem como objetivo explorar eles para renda de aluguel.

Assim, se seu objetivo é ter renda como faz com um imóvel, você deve prestar atenção nos fundos de tijolo, já que os mesmos tem entregado aluguéis na ordem de 7% a 9% ao ano, isentos de imposto de renda, algo muito acima do que um imóvel é capaz de gerar tradicionalmente.

Tabela dos 25 melhores investimentos em Fundos Imobiliários

Baixe aqui o relatório Top 25 Fundos Imobiliários da XP Investimentos

Os fundos de tijolo podem ser prejudicados no próximo ano com um possível aumento dos juros acima do esperado. Caso isto aconteça, será o melhor momento para comprar mais fundos de tijolo em 2019.

2 – Fundos Imobiliários de Papel

Os fundos imobiliários de papel compram CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Eles nada mais são do que dívidas lastreadas em um imóvel.

Assim sendo, o proprietário de um imóvel faz um financiamento/empréstimo utilizando um imóvel como garantia e esta dívida é vendida a investidores que podem tanto ser pessoas físicas (como eu e você), ou fundos imobiliários como os que estamos citando.

Veja abaixo alguns exemplos, onde podemos destacar um fundo imobiliário do Iguatemi, que tem um shopping da rede como garantia.

Tabela de Certificados de Recebíveis imobiliários

Na minha opinião, sua carteira deve ter mais Fundos Imobiliários de Papel do que fundos de Tijolo, devido a um possível aumento dos juros que pode prejudicar os fundos de tijolo.

Fundos Multimercado com Ações (Fundos de Ações)

Os fundos multimercado surgiram com a necessidade de investidores confiarem seu capital a um Gestor que poderia investir o seu capital em diferentes tipos de investimentos como: Renda Fixas, DI, Crédito, Ações, Juros, Moedas, Nacionais ou Internacionais. Ou seja, fundos com liberdade para investir.

Durante os anos, eles se desenvolveram e se especializaram em alguns nichos e hoje existem, segundo a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Fundos Multimercado: Dinâmico, Estratégia Específica, Investimento no Exterior, Juros e Moeda, Long and Short Direcional, Long and Short Neutro, Livres, Macro e Trading.

Mas, acredito que o investidor em 2019 deve focar naqueles com direcionamento para investir em Ações e principalmente, nos que são direcionais como os Multimercado Dinâmicos, Estratégia Específica, Macro e os Livres.

Isso porque, acredito que, estamos em um início de ciclo econômico no Brasil, como você pode ver na imagem abaixo:

Diagrama mostra a relação de Países e o estágio nos Ciclos Econômicos

Estes e outros dados econômicos que destacamos mais abaixo – na seção sobre economia – nos levam a crer que as ações brasileiras estão baratas e os fundos multimercado, que tem o mandato de comprar ações, vão se valorizar muito.

Alguns exemplos de fundos multimercado que rodaram muito bem em 2017 e 2018 e que tem tudo par ir bem em 2019, caso as ações performem bem:

Lista dos melhores investimentos em Fundos Multimercado e seus rendimentos acumulados de 2017 a 2019

Fonte: XP Investimentos

Os fundos multimercado somente são indicados caso o seu perfil de investidor seja moderado ou agressivo, já que existe uma chance de não passarmos pelo ciclo de alta da economia, caso não haja ajuste fiscal. Consequentemente, as ações podem não valorizar como o esperado, ou mesmo desvalorizar, diminuindo a rentabilidade de sua carteira em geral. Use este tipo de investimento com moderação e sabendo da relação risco/ retorno dele.

Você também pode assistir a palestra “Melhores investimentos 2019” que gravei no Youtube, basta clicar na imagem abaixo:

Ações

Na mesma linha de pensamento dos fundos multimercado, os investidores com perfil menos conservador, podem ou devem ter ações em se portfólio, principalmente naquela parte do seu capital separada para prazos mais longos.

Historicamente, as ações performam (principalmente em prazos mais longos) melhor do que os investimentos de Renda Fixa.

A imagem abaixo mostra que o Ibovespa perdeu do CDI nos últimos 22 anos, mas que o IBRX ganhou. Ambos são índices de ações, a diferença é que o IBRX tem em sua composição mais peso para as empresas mais valiosas de nosso país.

Já o IBOVESPA só leva em conta o volume de negócios, o que garantiu vaga nesta carteira de muitas ações de empresas ruins, que eram muito negociadas em nossa Bolsa.

Gráfico comparativo entre o índice Bovespa (IBOV), IBRX e CDI de 1996 a 2019

Fonte: Gestora Alaska 2018

Mas se olharmos um prazo mais longo, podemos ver que mesmo o IBOVESPA ganhou do CDI para prazos ainda mais longos, como no gráfico abaixo, onde tanto o IBOVESPA quanto o CDI foram descontados da inflação.

Gráfico comparativo entre o índice Bovespa (IBOV) e o CDI deflacionado

Fonte: Gestora Alaska 2018

A maior parte das casas de análise estão apostando na privatização de estatais brasileiras após a vitória de Jair Bolsonaro, já que o, agora presidente, prometeu avaliar a privatização de muitas delas.

Quando investir em cada uma dessas escolhas?

O teste de perfil que usamos, toma como base o teste da XP Investimentos, e para sermos coerentes, vamos colocar aqui a recomendação de alocação feita pela mesma.

Alocação melhores investimentos por perfil de investidor

Fonte: XP Investimentos

Particularmente, eu procuro ser um tanto mais conservador do que a carteira que a XP recomenda, visto que, mesmo me considerando agressivo prefiro não ter uma exposição tão grande em renda variável, e trocar esta exposição por ativos prefixados.

Por este motivo, o teste de perfil é só o começo. Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada e exige uma análise mais criteriosa.

Esta é a função de um assessor de Investimentos

Entender você investidor em uma profundidade maior do que um teste  é a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

Converse conosco e tire todas as suas dúvidas sobre os melhores investimentos ou sobre como funciona o nosso serviço!

Quando e onde investir

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada que um teste feito em qualquer ferramenta na internet, exige uma análise mais criteriosa e dedicada para cada pessoa.

os perfis de investidores

Para ter uma visão precisa do perfil é preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Esta é a função do Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior que um teste de perfil na internet. É a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

O primeiro passo é fazer uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um Assessor de Investimentos. É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

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