Melhor Investimento

Qual o Melhor Investimento para 2018!

Renda Fixa, Tesouro Direto ou Ações?

 

Desde o inicio, da série melhor investimento tem sido muito gratificante, por ter a oportunidade de ler as manifestações de apoio, bem como o reconhecimento por parte do google que nos coloca sempre nos primeiros lugares.

No quadro ao lado você pode ler todos os artigos que fizemos nos anos anteriores.

Como das outras vezes, manteremos a linguagem simples e as dicas práticas. Como sempre, seguirei com a minha mania de  contextualizar investimentos com  economia e política.

Devido as eleições, 2018 promete ser um ano de grande volatilidade para as ações e os juros. Minha missão com este artigo, é fazer você entender que devido ao cenário que se desenha para o ano que vem, o ideal é que você não escolha um único investimento, mas sim uma carteira diversificada.

Será um ano muito difícil de cravar um único e “melhor investimento”, mas como todo mundo procura por uma formula mágica, uma aposta, vamos tentar fazê-lo.

Porém desta vez devido ao cenário, vamos mostrar 3 idéias de “melhor investimentos” em função de 3 diferentes perfis de investidor!

Invista de acordo com o seu perfil

A dica é investir de acordo com o seu perfil de investidor, pois, toda carteira de investimento tem que começar por esta pedra fundamental de onde se apoiam todos os conceitos sobre os seus investimentos.

Afinal não existe um melhor investimento e sim o melhor investimento para o seu perfil.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Teste de Perfil de Investidor

Qual o melhor investimento para o meu Perfil de Investidor?

Conservadores

Os conservadores tem que pensar em proteger seus investimentos neste ano, e por isso a aposta ideal é nos investimentos pós-fixados. Eles serão a maior parte da carteira pensada para estes investidores. Um exemplo são os CDBs mais longos, que podem ser encontrados rendendo 126% do CDI.

Moderados

Os moderados terão um componente bem significativo em Fundos Multimercados, e dependendo de seu maior ou menor apetite por risco, podem mudar o tipo de fundo multimercado escolhido. Os mais conservadores devem escolher os Multimercado com Investimentos no Exterior, já os mais agressivos os com exposição a Ações.

Agressivos

Apesar de toda a volatilidade gerada pelas eleições, o possível encerramento da lava jato e todas as incertezas internacionais, a Bolsa Brasileira ainda está muito” barata”( principalmente em termos dolarizados). A economia brasileira começa a entrar nos eixos e por isso acredita-se que será um ano muito bom para as Ações.


Durante o artigo vamos mostrar uma sugestão de carteira para cada um dos perfis de investidor, e a primeira dica (que é a mesma desde 2014) talvez  seja a mais importante, afinal 2018 promete ser um ano de grande turbulência:

Qual o melhor investimento para 2018?

Diversificação e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Este ano, devido a volatilidade e as incertezas geradas na falta de candidatos claros nas eleições, me permito alterar um pouco o ditado:

E quando falamos em uma carteira diversificada, estamos falando em ter 2 ou mais de todos os seguintes tipos de ativos:

  1. Renda Fixa Crédito Bancário Pós-Fixado
  2. Fundos de Crédito
  3. Renda Fixa Crédito Privado CDI+
  4. Renda Fixa Crédito Privado IPCA+
  5. Fundos de Investimentos no Exterior do tipo Income (Renda)
  6. Fundos Imobiliários
  7. Fundos Multimercado
  8. Fundos de Ações
  9. Ações

Os investimentos acima, estão listados em ordem de volatilidade, também entendida como risco. E um dos investimentos da lista acima é minha aposta para o melhor investimento de 2018.

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É importante saber que dependendo do seu perfil, muitos dos ativos acima nem são recomendados, portanto vale a pena você entender o seu perfil antes de investir, ou pedir a ajuda de um profissional.

Se você tiver dúvidas, pode preencher o formulário ao lado ou o formulário no final do artigo.

Finalmente, antes de argumentar sobre qual será o melhor investimento de 2018, vamos contextualizar o momento econômico em que vivemos, observando o que aconteceu na economia em 2016 e 2017.

Uma pequena retrospectiva de 2016 e 2017

Preparamos nossos leitores durante todo o ano de 2016 para a queda dos juros (SELIC) que estava por vir e que já podia ser vista nos Juros Futuros. Finalmente 2017 foi o ano da queda da SELIC como você pode ver no gráfico abaixo:

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Junto com esta queda veio a valorização dos títulos públicos longos – como o Tesouro IPCA, em um processo de marcação a mercado, do qual falamos muito durante o ano de 2017:

Tesouro Direto, o melhor investimento de 2017
O Tesouro direto foi o melhor investimento de 2017 – exemplo acima NTNB Principal 2035

Veja que os títulos começaram a valorizar bem antes do que a taxa SELIC começou a cair, isso porque os preços dos investimentos, de uma maneira geral não se movimentam de acordo com o presente. Mas sim em cima de expectativas sobre o futuro.

A imagem abaixo mostra como os “juros futuros”, já vinham caindo desde janeiro de 2016, mesmo que o governo só tenha efetuado a primeira diminuição da SELIC somente em Outubro de 2016 como você pode ver no primeiro gráfico.

Juros futuros em queda 2016 e 2017
Os Juros Futuros começaram a cair já em janeiro de 2016

Os Títulos do Tesouro foram os grandes campeões da Renda Fixa

Com a queda dos juros, os títulos do tipo Tesouro IPCA+ foram os grandes campeões, pois a taxa paga pelos mesmos caiu (em função da queda dos juros).

Veja que os títulos pagavam até IPCA+ 7,5% e caindo para próximos de IPCA+5%, ou seja, 5% acima do que pagar a inflação.

NTNB 2035 - comparação entre preço e taxa
Comparação entre Preço e Taxa de uma NTNB Principal para 2035

Mas um componente inesperado fez com que estes títulos rendessem menos do que o esperado.

O motivo é que a rentabilidade acima da inflação que você vê nestes títulos é uma diferença entre a SELIC esperada para o futuro e a inflação. E tivemos forte queda na inflação.

Se no passado tínhamos a SELIC em 14% e a inflação esperada (IPCA) era de 8%, víamos títulos pagando IPCA+ 6% – pois 8% + 6% seriam iguais os 14% da SELIC.

Esperava-se que hoje com os juros (SELIC) em 7,5% teríamos uma inflação próxima a 4% ao ano, de forma que os títulos do tesouro poderiam estar pagando IPCA+ 3,5%. Porém a inflação tem ficado abaixo do esperado como você pode ver no gráfico abaixo:

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E o que isso tem a ver com a previsão para 2018?

Juros e Inflação em 2018

Para 2018 não acredito que a inflação vá se manter assim baixa, como também não é a expectativa da maior parte dos analistas conforme você pode ver no último Relatório Focus:

Pesquisa Focus 01/12/2017
Pesquisa Focus de 01/12/2017 projetando aumento da inflação.

Na primeira linha da imagem acima, você pode ver que a expectativa de inflação é de 4% ao final de 2018.

E algumas linhas abaixo, aparece a previsão para a Meta SELIC que é esperada em 7%, mas com uma média para o ano de 6,78%. O que quer dizer que podemos ter uma SELIC de 6,5% em algum momento em 2018.

O Relatório Focus é uma pesquisa com 40 analistas das principais instituições financeiras do país e é feita pelo Banco Central do Brasil.

Agora imagine a situação: Inflação de 4% e taxa SELIC de 6,5%. Isso vai nos deixar com um juro real de apenas 2,5%.

Ou seja, ativos como as NTNB estarão sendo vendidos pagando IPCA+ 2,5% no caso das mais curtas e IPCA+ 3,5% para as mais longas, com vencimento em 2035, 2045, 2050, 2055.

O que trará uma grande valorização para estes ativos, pois como você já viu, quando a taxa cai o preço do ativo sobe, em um processo conhecido como marcação a mercado.

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Em geral, teremos valorização de ativos com componente prefixado como o Tesouro IPCA+ longos, Debêntures, CRIs, CRAs, Fundos Imobiliários e etc.

Ok, então o negócio para o ano que vem, em Renda Fixa é manter comprando os IPCA+!

É uma boa aposta, mas diferente dos anos anteriores acredito que não podemos colocar todas as fichas no Tesouro IPCA+.

Isto porque o mercado  está precificando juros mais altos na curva mais longa dos juros futuros, como você pode ver no gráfico abaixo:

Juros Futuros
Juros Futuros para os próximos anos

Os motivos para termos uma diferença de até 3% nos juros atuais e os futuros podem ser:

  • Medo de inflação futura devido ao crescimento esperado no ano que vem.
  • Medo do controle fiscal comprometido sem as reformas que podem não vir em 2018 devido as eleições.
  • Indefinição eleitoral, com medo de algum político de cunho mais populista assumir o poder.

Todas eles geram dúvidas de que o Banco Central tenha capacidade de manter os juros assim baixos, seja pelo lado da inflação ou pelo lado de atratividade do nosso país, gerando um aumento do CDS (Credit Default Swap) , também conhecido como Risco Brasil.

Hoje o Risco se mantém controlado e se encaminhando para níveis históricos normais e o movimento de valorização da Bolsa (apesar de volatilidade) também mostra pouca chance de uma reviravolta na política.

Risco Brasil - CDS : Credit Defalt Swap
Risco Brasil – CDS : Credit Defalt Swap

No final das contas podemos estar prestes a vivenciar a junção de todos os medos anteriores, que estão aumentando o prêmio que os investidores colocam nos juros de prazos maiores.

Tudo isso pode ser dissipado com uma definição maior do novo presidente, de sua equipe econômica e principalmente, sua opinião quanto as reformas que estão sendo feitas e que tem gerado tranquilidade aos investidores em 2017 apesar de todas as turbulências  política.

Portanto, é melhor colocar as “barbas de molho” e o melhor investimento para 2018 será mesmo uma carteira diversificada.

Diversificação: O Melhor Investimento em 2018

Em minha opinião, este é o ano em que o conservador deve ser mais conservador, e que o agressivo, pode ser ainda mais agressivo e o motivo são as eleições.

Eleições

As pesquisas eleitorais já estão se mostrando bastante contraditórias. Algumas apontam fácil vitória do ex-presidente (que pode até ser impedido de concorrer). Algumas colocam Bolsonaro como forte candidato enquanto que outras mal o citam. E já vimos amostras de força em João Dória, Luciano Hulk e outros mais.

Candidatos a presidência
Candidatos a presidente para 2018

A realidade é que as pesquisas eleitorais perderam muito da sua credibilidade depois de colocarem Hilary com 99% de chances de ganhar as eleições poucos meses antes do pleito Americano. Pouco tempo depois, assistimos  a vitória de Trump.

Pesquisa das eleições americanas
Pesquisa antes das eleições americanas

Portanto, espere por muita volatilidade, ou seja, preços e oportunidades muito diferentes semana após semana em 2018, e não só falando de ações (assunto que falaremos depois), mas também nos ativos de renda fixa.

Sugestão de Carteira por perfil

As carteiras sugeridas tem dois objetivos:

  1. Capturar as oportunidades geradas pelo possível crescimento da economia em 2018
  2. Proteger a carteira das turbulências que serão geradas pela corrida eleitoral

Do lado das oportunidades, podemos ter diminuição dos juros reais, que geram ganhos em Renda Fixa.

E na renda variável, ganho nas ações com o reaquecimento da economia, visto a expectativa de aumento de 2,6% no PIB e 2,9% na produção Industrial conforme você pode ver na pesquisa FOCUS.

PIB e Produção Industrial
Previsão para PIB e Produção Industrial em 2018

Do lado da proteção, precisamos nos defender de um aumento da inflação, já que o ritmo das reformas deve diminuir em 2018. Caso a inflação saia novamente de controle (apesar de difícil) teremos como consequência um novo ciclo de aumento dos juros.

Por isso você verá uma quantidade considerável de investimentos Pós-Fixados (proteção), bem como em Multimercados (capturar oportunidades).

Carteiras para perfis de investidor
¹Carteiras para os diferentes perfis de investidor

Muitos leitores vão se encaixar em algum lugar entre o Conservador e o Moderado, visto que a maior parte dos brasileiros não tem muita intimidade com investimentos em ações, e isso é natural.

Se você é um deles, a melhor maneira de construir a sua carteira aqui será diminuindo sua exposição à Renda Variável (ou até zerar) bem como sua exposição a multimercados. Trocando por Fundos de Crédito, Fundos de Investimentos no Exterior, Fundos Imobiliários e Renda Fixa Crédito Privado.

Vamos ver que tipos de investimentos se encaixam em cada uma das fatias dos “donuts” acima:

Melhor Investimento: Renda Fixa Pós-Fixado

Conceitualmente os investimentos pós-fixados são aqueles que só saberemos a sua rentabilidade ao final do investimento.Mas na prática são os investimentos que seguem, ou são atrelados a um índice conhecido, normalmente o CDI ou a SELIC.

Isso confia a eles uma segurança de rentabilidade, já que o governo costuma elevar a taxa SELIC em momentos de crise, e se você tem um investimento que rende 110% da SELIC, ganhará mais com o aumento dela.

Para fins de exemplo, estando a SELIC ou o CDI em 8% a.a, caso você tenha uma aplicação que rende 110% da SELIC, você ganhará 110% x 8% = 8,8% ao ano. Caso no dia do investimento a SELIC esteja em 8% a.a. e ao final da aplicação (ex: 2 anos depois) a SELIC esteja em 10% a.a, digamos em uma média de 9% durante o período, sua rentabilidade será de 110% x 9% = 9,9%. Ou seja sua rentabilidade mudou durante o período, e você só teve certeza no fim. Por isso estes investimentos se chamam pós-fixados.

É bem por isso que estes investimentos servem de base para a carteira acima, pois caso o Governo não consiga as reformas esperadas podemos ter um grande aumento do gasto público, eventual inflação e aumento da SELIC nos próximos anos.

Onde Investir?

  • CDBs, LCIs, LCAs, LCs
  • Fundos de Crédito
  • xxxxx
  • CRIs, CRAs

Uma grande pedida são os CDBs de prazo maior do que 2 anos – pois só pagam 15% de IR. Você pode encontrar CDBs rendendo 126% do CDI com vendimento em 2 ou 3 anos.

A grande vantagem dos CDBs é que os mesmos tem a garantia do FGC, que protege o investidor em até R$ 250.000,00 por instituição financeira. Se quiser entender melhor sobre o FGC, clique no link.

Caso você fique desconfortável com os prazos, pode encontrar alguns bons fundos de crédito rendendo entre 120% do CDI e 130% do CDI e que tem resgates entre 60 e 180 dias, que apesar de não possuírem o FGC (e alguns nem são classificados como RF), possuem prazos bem mais curtos e retornos muito constantes.

Rentabilidade do fundo XP Crédito Estruturado
Exemplo de um fundo de crédito com excelentes rentabildades.

Na parte de liquidez, ou seja, de resgate imediato, procure por CDBs de liquidez diária que paguem 100% do CDI, ou então fundos que rendam mais que 102% do CDI depois das taxas ( pois os mesmos possuem come cotas ).

Outra alternativa são os Créditos Privados (CRI, CRA e Debêntures). Ultimamente tivemos boas ofertas de CRIs pagando CDI+3% isentas de IR. Novamente estamos falando de ativos sem FGC, mas que tem alguma liquidez, e muitos são de empresas muito grandes com classificação de risco (rating) AAA.

Melhor Investimento: Renda Fixa Inflação

Conceitualmente estes investimentos são os que possuem em parte de sua rentabilidade um índice de inflação, seja ele o IPCA ou o IGPM, sendo que hoje em dia a grande maioria dos investimentos deste tipo são atrelados ao IPCA.

Estes investimentos funcionam muito bem como uma proteção contra momentos em nossa economia, já que são os únicos que garantem um juros real. O que é particularmente interessante se pensarmos na história de nosso país.

Este tipo de investimento é o segundo mais presente em nossa alocação, e o motivo é bem simples. Apesar de o governo ter conseguido frear o aumento do déficit fiscal, ele ainda é muito alto, o que pressiona a inflação.

Veja a evolução do déficit:

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A linha vermelha mostra o Resultado primário, ou seja, o quanto falta para o governo fechar a conta entre receita e despesa. Por isso o nome NFSP ( Necessidade de Financiamento do Setor Público). Note que gastávamos menos que a arrecadação e passamos a gastar mais após a eleição da presidente no segundo mandato.

A linha amarela são os juros das dívidas do passado, note que acelerou depois que os juros subiram, e vem caindo junto com a queda dos juros.

E em verde o resultado final, depois de pagar os juros, veja que parou de crescer o déficit, mas ainda segue bastante alto.

Resumindo, esta situação faz com que haja cada vez mais dinheiro na economia e como consequência, deve pressionar a inflação assim que sairmos da atual depressão. Talvez já em 2018, se confirmado o crescimento de quase 3% no PIB. A combinação juros baixos e inflação alta é excelente para os investimentos do tipo Renda Fixa Inflação.

Onde Investir?

  • CDBs
  • Tesouro IPCA+ (NTNB)
  • Debêntures Incentivadas
  • CRIs, CRAs

Para quem quer ficar com a garantia do FGC, sugiro os CDBs que podem ser encontrados com prazos de 3 anos pagando IPCA+ 5,8% e até IPCA+ 6,4% para 4 anos ( uma taxa bastante alta).

Outra alternativa para prazos mais longos, e que ainda se beneficiam de um possível achatamento dos juros reais para 3% ( imaginando que por exemplo a SELIC pode ficar em 7% e a previsão de inflação em 4%), são os Títulos do Tesouro, que já foram o melhor investimento dos últimos 2 anos.

Hoje você pode encontrar NTNBs pagando IPCA+ 5,4% com vencimentos além de 2035, se você não conhece o Tesouro Direto, saiba que você não precisa ficar com estes títulos até o vencimento – eles podem ser vendidos a qualquer hora.

Para os mais sofisticados há opções ainda mais rentáveis como os CRIs, CRAs e algumas Debêntures incentivadas. Assim como os CRIs e as CRAs as Debêntures Incentivadas não sofrem incidência de IR e podem ser encontradas rendendo até IPCA+ 7%.

Debêntures Incentivadas
Debêntures Incentivadas disponíveis na corretora XP Investimentos em 06/12/2017

Melhor Investimento: Renda Fixa Prefixados

Conceitualmente os investimentos prefixados são aqueles dos quais já sabemos a rentabilidade no momento da compra do ativo.

Como exemplo, temos CDBs pagando 10% ao ano. Ou seja, não importa o que houver, você recebrár 10% ao final do período.

Estes investimentos compõe um parte pequena do portfólio sugerido, mas são particularmente interessantes se tivermos um ano mais tranquilo do que esperamos para o ano que vem.

Isso porque os ativos já estão precificando um ano com alguma volatilidade e até já temos uma previsão de juros mais altos para o futuro, como explicamos mais acima sobre os juros futuros.

Assim garantiremos juros de 10% a.a. a 12% a.a. fixos, que carregam esta expectativa de oscilação e risco e quando os medos se dissiparem, estaremos garantidos em juros bem acima da SELIC, já que garantimos esta taxa antes da turbulência.

Onde Investir?

  • CDBs
  • Tesouro IPCA+ (NTNB)
  • Debêntures Incentivadas
  • CRIs, CRAs

Aqui as opções são poucas, mas novamente para quem quiser a garantia do FGC, pode escolher CDBs pagando 10% para 2,5 anos. As opções não são muito vastas já que poucos bancos tem aceitado este risco.

A opção mais fácil é o Tesouro Direto, aqui podemos encontrar o Tesouro Prefixado pagando os mesmos 10% com vencimento para 2023. Com a vantagem de que você pode ganhar com o fechamento dos juros futuros, que ocorreria em caso de frustração das expectativas de aumento da inflação.

Assim como nos outros tipos, o recomendado é diversificar, e caso você tenha dificuldade de encontrar ativos deste tipo, você pode trocar por ativos do tipo IPCA+.

Melhor Investimento: Multimercados

Os multimercados são fundos que em seu conceito podem investir em qualquer tipo de investimento. De forma que existem fundos dos mais agressivos  com um percentual maior em Bolsa de Valores, até os mais conservadores que investem a maior parte dos seus ativos em juros e crédito.

Mas o peso dos multimercados na carteira está justamente nas múltiplas possibilidades dos mesmos. Aqueles que se encontram entre o Conservador e o Moderado, podem comprar Multimercados que concentram seus ativos em Crédito como também aqueles que investem em ativos internacionais.

Já aqueles que podem se considerar entre o Moderado e o Agressivo, já deixam os ativos de crédito de lado e distribuem essa fatia da pizza , ou do donut neste caso, para fundos de investimentos no exterior e fundos com grande exposição em ações.

Onde Investir?

  • Multimercados Crédito Privado
  • Multimercados Investimentos no Exterior
  • Multimercados Macro
  • Multimercados c/ exposição em Ações

Para aqueles que não querem participar da volatilidade do mercado de ações, a escolha passa por Fundos Multimercado de Crédito Privado. Basicamente são fundos que compram dívidas de empresas, debêntures, CRIs, CRAs e etc.

O comportamento destes fundos é bem parecido com investimentos de renda fixa, muitos fundos costumam ter rentabilidades bem lineares por períodos bastante longos.

Mas como se tratam de dívidas, estes fundos acabam por sofrer defaults ao longo do tempo e alguma flutuação nas suas cotas.

Sendo que quando mais diversificada é essa dívida, menor a chance de grandes flutuações. Basicamente você está pagando para um gestor escolher títulos de dívidas, dando a você a chance de diversificar entre vários títulos mesmo possuindo poucos recursos. Algo que você não consegue comprando Debêntures por exemplo.

Abaixo você pode ver dois exemplos de fundos deste tipo com excelentes retornos:

Fundo XP Crédito Estruturado Multimercado
Fundo XP Crédito Estruturado Multimercado
Fundo Polo High Yield Multimercado Crédito Privado
Fundo Polo High Yield Multimercado Crédito Privado

Fundos Multimercado de Investimentos no Exterior

A instrução 555 da CVM abriu a cerca de 2 anos, a possibilidade de fundos de investimentos nacionais, possuírem uma exposição total em investimentos no exterior.

O que abriu todo um novo leque de opções para o investidor nacional. E na minha opinião, um dos grandes destaques são os fundos do tipo Income ou fundos de Renda.

Estes fundos são espelhos de fundos Norte Americanos ou Europeus, criados para gerar renda, normalmente para os aposentados dessas localidades.

No final das contas estes fundos – fora do Brasil – geram de 5% a 6% de renda ao ano em dólar. E o fundo brasileiro, através de uma operação de Hedge, elimina a exposição ao Dólar e ainda gera um ganho de CDI -2%.

Ou seja, você passa a ter um fundo que não oscila com o dólar, e que ainda rende CDI -2% + 6% = CDI +4%.

O Fundo a seguir é um excelente exemplo dos fundos desta classe:

Fundo Pimco Income
Fundo de Investimentos Multimercado no Exterior – Pimco Income

Fundos Multimercado

Melhor Investimento: Renda Variável


¹ Este relatório foi elaborado pela XP Investimentos e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto.

As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas.

A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório.
Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor em teste feiro pela XP Investimentos.

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