Medidas contra coronavírus somarão R$ 700 bi, diz Guedes

Omar Salles
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Crédito: Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que as medidas do governo contra os efeitos do coronavírus somarão R$ 700 bilhões em três meses.

O ministro, em pronunciamento de vídeo pré-gravado no Rio de Janeiro, afirmou que é preciso que as pessoas retomem a atividade econômica, sob risco do brasileiro “ter recursos no bolso mas ter as prateleiras dos supermercados vazias”.

Guedes afirmou que o Brasil enfrenta duas ondas enormes que avançam sobre o país: a primeira, o choque na saúde, e a segunda, a do desafio econômico.

“Estou seguro que vamos atravessar as duas ondas: o choque na saúde e a do desafio econômico. É o Brasil acima de tudo”, afirmou o ministro.

Segundo ele, é importante que os serviços essenciais, como os dos médicos, agricultores e caminhoneiros, sejam mantidos, para evitar uma crise na saúde ou no abastecimento.

“Se não lembrarmos que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica também, vamos ter um fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias”.

Quarentenas

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado impaciência com as quarentenas ordenadas pelos governadores, principalmente pelo de São Paulo.

O presidente defende que permaneçam em quarentena apenas as pessoas que já estão doentes ou os grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos.

O ministro aparentemente endossou a tese do presidente, embora ele próprio, que tem 70 anos, esteja em casa. Guedes não foi a Brasília (DF) nesta semana, despachando do Rio de Janeiro.

Nesta sexta-feira, medidas para o financiamento de pequenas e médias empresas foram detalhadas pelo presidente Bolsonaro, por Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e por Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) em Brasília.