Medida de Trump pega o Brasil de surpresa, não há retaliações planejadas

Weslley A. Santos
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução / CartaCapital

O presidente americano Donald Trump comunicou em seu twitter que haveria um aumento das tarifas sobre o aço e alumínio do Brasil e da Argentina. Dessa forma, após declarações de Paulo Guedes, ministro da economia, Trump disse ainda que o Brasil está desvalorizando o real propositalmente, por ser favorável ao nosso país e agredir os agricultores dos EUA.

Contextualização inicial

“Brasil e Argentina desvalorizam fortemente suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores”, disse Trump em seu twitter. “Portanto, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviado aos Estados Unidos por esses países”.

Comicamente, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou na segunda (02) que telefonaria ao Trump, dando a entender que os dois são amigos e se resolveriam.

Contudo, a presidência da república não é um cargo para agir como se estivesse na adolescência e, até então, o Brasil não tem nenhum tipo de retaliação planejada para combater o aumento da tarifa.

Guerra comercial

As tarifas sobre o aço exportado estão diretamente relacionadas a guerra comercial de Donald Trump com o restante do mundo, mas principalmente com a China.

Dessa forma, todos os países que foram alvejados nessa guerra comercial provocada pelo presidente americano retaliaram na mesma medida, o Brasil espera o presidente pedir desculpas no privado a Trump e não planeja impor medidas retaliatórias.

Não obstante, países como União Europeia, China, Turquia, Rússia, Índia, Canadá e México, que tem acordo comercial com o vizinho, impuseram tarifas contra produtos dos Estados Unidos em retaliações às sobretaxas impostas por Trump.

Para Donald Trump, essa ação tem, ainda, um claro contexto eleitoral.

A guerra comercial entre os EUA e a China está causando prejuízos claros aos agricultores de estados que serão essenciais para a eleição de 2020.

Dessa forma, Trump iniciou a guerra comercial impondo tarifas sobre produtos chineses em julho de 2018.

Em seguida, a China retaliou passando a comprar produtos agrícolas do Brasil e da Argentina e diminuindo a compra dos EUA. Com isso, os Estados Unidos deixaram de ganhar mais de 11 bilhões de dólares, uma clara vitória para o país asiático.

Brasil e Estados Unidos, amigos ou não?

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Reprodução / Alan Santos / PR / O Globo

O presidente Jair Bolsonaro nunca deixou de demonstrar seu fanatismo e apoio ao presidente americano Donald Trump e seu país. Desse modo, é de se imaginar que, para o governo brasileiro, essa medida tomada por Trump é um duro golpe.

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Nessa perspectiva, o Brasil ampliou e renovou neste ano cotas sem tarifa para importação de etanol e trigo, por reivindicações americanas.

Além disso, o Brasil cedeu às pressões dos EUA e votou pela primeira vez em 27 anos contra a resolução anual da ONU que condena o embargo econômico americano a Cuba. Nessa lógica, fora o Brasil, apenas EUA e Israel votaram dessa forma.

Em contrapartida, Donald Trump anunciou apoio ao Brasil para ingressar na OCDE. Nesse sentido, o governo de Bolsonaro vê a entrada no órgão como um selo de qualidade de políticas macroeconômicas.

Todavia, até agora esse apoio não se concretizou, mas o contrário ocorreu, em agosto Washington reiterou apoio às candidaturas da Romênia e Argentina a OCDE.

Em soma, Washington também se opôs a uma ampliação maior no número de membros do órgão, ou seja, o Brasil foi deixado de lado.

Considerações finais

É fato que o presidente americano Donald Trump é um homem de negócios, bem como presidente da maior potência mundial.

Nesse raciocínio, desde o início de seu governo ele vem tomando medidas protecionistas para os Estados Unidos e promovendo o espírito nacionalista de seu país.

Em outro lado, temos Jair Messias Bolsonaro, que se demonstra fanático e apoiador do governo de Donald Trump antes mesmo de ser eleito. Nesse raciocínio, veículos já compararam as aproximações entre ambos.

Contudo, aparentemente, a ingenuidade reinou sobre o presidente brasileiro, ao esperar que uma relação internacional com a maior potência mundial fosse corresponder ao seu amor platônico.

Diante disso, temos então uma ação do presidente americano para taxar o Brasil por uma crença dele sobre uma guerra que ele mesmo criou.

Diante desse contexto caótico, a decisão é ligar para Trump, pedir desculpas e esperar que ele recue em sua postura, falando de forma direta e simples.

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