Me perdoa Dilma!

Muitas são as explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia da mentira (ou dia dos bobos), portanto, perdoem-me se estiver fazendo uso da versão equivocada.

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
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Em minha breve pesquisa, constatei que a brincadeira surgiu na França. Até o início do século XVI, o réveillon era festejado no dia 25 de março (data que marcava a chegada da primavera). Conta-se que as festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Porém em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei francês Carlos IX, determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro.

Obviamente, alguns franceses relutaram em aderir o novo calendário. A outra ala, a dos “amigos do rei” passaram então a ridicularizá-los, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries (lembre-se de fazer o biquinho quando estiver lendo).

Voltando aos dias atuais e ao nosso amado Brasilzão, a tradição se mantém, porém com uma “pequena” diferença: Quem recebe presentes estranhos, são justamente os amigos do rei.

“Em decorrência do quadro de saúde que ele mantém e da própria circunstância de estar aqui hoje acautelado, ele não revelou condições psicológicas e físicas de prestar seu depoimento”, afirmou o advogado (que não citarei o nome para evitar náusea) que representa o coronel e amigo do presidente Michel Temer, João Baptista Lima Filho, detido na custódia da PF em São Paulo, por ordem do ministro do STF Luis Roberto Barroso.

O motivo, um esquema criminoso que existia há 20 anos no porto de Santos, deflagrado pela operação Skala.

Exatos 10 minutos antes, ou seja às 23:50 de sábado (31), nove presos (todos amigos do rei) deixaram a superintendência da PF. Todos saíram juntos, cada qual com o seu advogado a tiracolo. Incluindo o até então moribundo coronel.

O ex-ministro Wagner Rossi, outro preso libertado, foi o único a falar com os jornalistas. Rossi ao deixar a carceragem, disse que reitera a afirmação de que não tem nada a ver com os fatos investigados. “Eu agradeço pela presteza com que o ministro Barroso liberou a todos nós”.

Feliz dia dos bobos!

Fim da janela partidária

Encerra-se na próxima segunda-feira (7) a janela partidária, que define filiações e candidaturas, o que deve levar a muitas mudanças nas siglas (explicado no texto da semana passada).

Meirelles confirmou sua filiação ao MDB e com mais este escândalo envolvendo Temer, deve mesmo ser o candidato pelo partido.

Quem está rindo a toa é o tucano Geraldo Alckmin, que deve se favorecer com esta redução na divisão do chamado “centrão”.

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Falando nele, uma recente pesquisa da FORBES, indicou Alckmin como favorito às próximas eleições, apostando na rejeição de Lula e Bolsonaro.

Vale lembrar que os Yankees sequer acertaram o resultado em seu próprio galinheiro, ao preverem a vitória de Hillary Clinton.

De volta para o seu aconchego

O deputado federal afastado Paulo Maluf recebeu alta médica no fim da manhã da última sexta-feira (30) e viajou em um jatinho fretado para São Paulo, onde cumprirá prisão domiciliar.

Maluf estava preso em Brasília desde dezembro.

Novamente, um feliz dia dos bobos a todos nós!

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Últimos capítulos?

O habeas corpus do ex-presidente Lula será julgado na próxima quarta-feira (4) pelo STF. A previsão é de que o julgamento (que poderá definir a prisão de Lula já na próxima semana) deverá ser acompanhado por 30 mil manifestantes em Brasília.

Lembram do título?

Iniciei o texto pedindo perdão à nossa ex-presidente Dilma Rousseff e a esta altura, você tem todo o direito de imaginar que estou apenas pregando uma peça de 01 de abril. Antes fosse.

[box type=”note” align=”” class=”” width=””]Ao iniciarmos a semana sob a iminente possibilidade de que um ex-presidente da república seja preso por corrupção e lavagem de dinheiro, somado ao fato de que mais um escândalo de corrupção envolvendo o atual presidente muito provavelmente seja arquivado (como foram os anteriores), dei-me conta da emblemática e até então incompreensível frase (uma delas) de Dilma Rousseff.[/box]

Estamos vivenciando um momento muito triste, uma constatação de que falhamos todos ao entregar o país nas mãos de homens corruptos sucessivas vezes.

Não temos (e nem poderíamos) confiança em nosso judiciário, tampouco sabemos a quem de fato ele serve.

Nossa recente democracia é falha, pútrida e desesperançosa.

Engana-se quem acha que o resultado de quarta-feira promoverá vencedores e vencidos. A desorientação é tamanha, que somente a desconexa frase de uma presidente tacanha é capaz de explicar

“Nem quem ganhar nem quem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.
Me perdoa Dilma!