MCCI11: prazo de subscrição termina em 10 de novembro

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: CRI Laje Vila Olímpia (relatório do fundo)

O fundo Mauá Recebíveis Imobiliários (MCCI11) realiza a sua quarta distribuição pública de cotas no valor de até R$ 300 milhões. O prazo de subscrição se encerra em 10 de novembro.

O valor da nova cota será de R$ 100, já incluída a taxa de distribuição primária.

O MCCI11 é um fundo imobiliário (FII) de papel, que investe prioritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

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O FII é administrado pelo BTG Pactual, e tem a gestão da Mauá Capital.

Características e posição atual do MCCI11

Atualmente, o fundo possui um patrimônio líquido de R$ 713,5 milhões, distribuídos entre 20 mil cotistas. Em relação ao público-alvo, o MCCI11 é destinado a investidores em geral, e seu prazo de duração é indeterminado.

Quanto à liquidez, a média diária de negociação do fundo é de R$ 2 milhões. Nesse sentido, ele faz parte do IFIX, com participação de 0,95% na sua composição.

Portfólio do MCCI11

Em relação aos ativos, o fundo encerrou o mês de setembro com 95% do patrimônio líquido alocado em 16 CRIs e 4 fundos de CRIs. Os recursos alocados em CRIs possuem taxa média ponderada de inflação + 6,8% (84% do fundo) e CDI + 4,6% (8% do fundo).

Além disso, 100% dos CRIs estão adimplentes, segundo posição de setembro.

Distribuição do portfólio

Conforme a política do MCCI11, são previstos investimentos em todo o território nacional. No entanto, atualmente seus ativos têm maior concentração em São Paulo (66%) e nos outros estados da Região Sudeste (14%).

Em relação aos segmentos, 41% dos ativos são do setor logístico, 25% do comércio e 19% referem-se a empreendimentos residenciais.

Sobre a rentabilidade dos ativos, a taxa média de alocação é de inflação + 6,8% e CDI + 4,6%.

Rentabilidade do fundo

No final de setembro, o rendimento por cota foi de R$ 0,61, e o pagamento ocorreu em 20 de outubro. Considerando o preço da cota de R$ 102,56 no fechamento do mês, o yield anualizado foi de 7%.

Alocação dos recursos da nova captação

Conforme o gestor, a expectativa é de que os recursos da nova oferta estejam alocados 5 meses após encerrado o período de captação. Em relação aos indicadores, a previsão é de a alocação dos valores seja realizada, na média, a IPCA + 7% ao ano.

Além dos investimentos em CRIs, o gestor projeta aplicar o excedente de caixa em outros fundos de investimentos com rentabilidade aproximada de 100% do CDI. Por outro lado, o MCCI11 tem cerca de 3% do PL em outros FIIs de recebíveis com dividendo médio de 7,7% ao ano.

Custos do fundo

Em relação aos custos, o fundo possui taxa de administração + gestão de 1% ao ano sobre o seu patrimônio líquido. Além disso, também será cobrada taxa de performance de 20% sobre o que exceder 100% da variação do CDI. Nesse caso, a taxa de performance será provisionada mensalmente e paga semestralmente, nos meses de junho e dezembro.

Por fim, não haverá cobrança de taxa de ingresso e de saída de investidores.

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