Materiais de construção em alta; tendência foi apontada pela Gerdau

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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Depois da alta dos alimentos chamar a atenção do governo, agora o setor de materiais de construção também está no radar. O governo está avaliando medidas para conter a alta dos preços neste mercado, caso um ajuste não ocorra até o final do ano. A notícia, divulgada hoje pela Folha de S.Paulo, retrata um movimento já sentido pela Gerdau (GGBR4) no segundo trimestre do ano.

A siderúrgica fornece produtos de aço para construção civil, como vergalhões e pregos.

Gerdau teve recorde de vendas

No início de agosto, o presidente da Gerdau destacou que as vendas do segundo trimestre para este segmento foram as maiores desde março de 2015.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Isso se explica pelos incentivos governamentais dados a uma parte da população em meio à pandemia. “Houve um aumento das reformas em residências em meio à quarentena”, destacou.

Além disso, ele citou entregas recordes de pregos e arames agropecuários, além de acessos crescentes em canais digitais de vendas.

Na ocasião, o executivo sinalizou que a demanda poderia cair com o fim dos incentivos governamentais. Mas como o governo federal anunciou a prorrogação do auxílio emergencial, esta queda deve demorar mais para ser sentida.

Ainda segundo a Folha, o preço do tijolo subiu 9,32% em agosto, depois de uma alta de 4,13%, em julho. No caso do cimento, os preços se elevaram 5,42% no mês passado ante 4,04%, em julho.

As vendas de materiais de construção foram as que mais cresceram em agosto, ficando atrás somente dos móveis e eletrodomésticos. A alta foi de 22,7% em relação a agosto de 2019, de acordo com o IBGE.

Tendência nos alimentos

A alta dos preços dos alimentos está no centro da pauta do governo. Isso porque o aumento da demanda externa e a limitação da demanda provocaram uma alta no preço do arroz.

Para controlar o movimento, o governo zerou a tarifa de importação para países de fora do Mercosul.

Ontem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que Tailândia e Estados Unidos devem ajudar a suprir a demanda de arroz brasileira nos próximos meses.

Além disso, o Ministério da Justiça pediu nesta semana que produtores e varejistas expliquem o aumento dos preços dos produtos.