Marinha descarta risco do Stella Banner afundar

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Ariel Silas Rodrigues/Marine Traffic

A Marinha descartou ontem (1) que haja risco emergente de o navio encalhado, Stellar Banner, afundar. Segundo a declaração oficial, além de o casco da embarcação ser “bastante resistente”, ela está recostada em um banco de areia considerado “consistente”. Apesar do receio quanto aos danos ambientais, a Marinha afirmou que ainda não houve vazamento do óleo do tanque.

No entanto, os resíduos oleosos detectados já foram identificados pelas autoridades. Conforme o comandante do 4º Distrito Naval, vice-almirante Newton de Almeida Costa Neto, o óleo era proveniente do convés. E acabou sendo lavado para o mar após um dia de chuva intensa. “Por conta disso, o convés hoje está bem limpo. Eram substâncias oleosas, como graxa, que costumam ficar no convés do navio”, contou Costa Neto em coletiva.

“No momento, nada indica que ele naufragará porque está em um banco de areia consistente. Não é algo imediato porque o navio tem um casco bastante resistente, mas não podemos descartar os acidentes, porque não temos todo o conhecimento sobre o que está acontecendo no fundo”, destacou.

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Ainda segundo o comandante da Marinha, os trabalhos subaquáticos, com equipes de mergulho, tiveram início no domingo. A Agência Brasil publicou a explicação de Costa Neto sobre os procedimentos. “Usaremos também equipamentos robóticos para fazer a vistoria do casco como um todo. Faremos também a batimetria [técnica para determinar topografia e relevo] de toda região no entorno do casco, para saber como o navio está assentado. Mas sabemos que o risco imediato de o barco afundar não existe”, esclareceu.

Assim, o próximo passo da Marinha é reconhecer qual é a situação ao entorno da embarcação, descreveu Costa Neto. “Deveremos fazer o mergulho, por meio de uma empresa contratada, para identificar os problemas estruturais no casco. Para podermos avançar nos planos de retirada do navio e do óleo, e para que nenhum tipo de incidente cause dano ambiental na região.”

Marinha investigará acidente

Vale lembrar que o navio Stellar Banner encalhou no dia 24 de fevereiro a, aproximadamente, 100 quilômetros da costa do Maranhão. A embarcação está carregada com 3,8 mil toneladas de óleo e em torno de 275 mil toneladas de minério de ferro.

Toda tripulação, composta por 20 integrantes foi removida, com segurança, do Stellar Banner. As causas do acidente serão investigadas em inquérito administrativo, que pode durar entre 90 e 180 dias.