Investimentos: o que fazer quando o cenário está cheio de incertezas

Caue Ostetto
Formado em administração, atuando como assessor de investimento a 9 anos, sendo 7 destes na XP Investimentos, sócio da EuQueroInvestir.com. Aguardo seu contato para tirar dúvidas e esclarecer sobre investimentos. E-mail: caue.ostetto@euqueroinvestir.com Whatsapp: (48) 98404 - 9107
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Crédito: Marcello Casal/ Agência Brasil

As tempestades causam transtornos e incertezas, mas a verdade é que na maioria das vezes não afundam navios.

Fazer previsões ao início de cada novo ano é algo muito comum. Quando analistas, economistas e todos fazem contas e tentam de alguma forma acertar o valor do dólar, do Ibovespa ou de outros dados de mercado ao final do ano, eles possuem a mesma chance de acerto que um leigo, atirando dardos em uma parede onde estão escritas as respostas.

Previsões, para serem respeitadas, precisam ter dados precisos. Tais como valor da cotação em qual tempo. Exemplo: pensar que o dólar estará valendo R$ 3,70 no dia 31/12/2020. Assim temos um valor e uma data específicos.

Agora, partindo ao que interessa, seguem abaixo alguns pontos com os quais precisamos ficar atentos nesse ano.

Coronavírus

Janeiro passou e com ele tivemos o surto do Coronavírus. No primeiro momento ele trouxe uma grande incerteza aos mercados, onde não se sabia como ele poderia atingir a população e consequentemente a economia da China e como isso iria impactar no restante do mundo.

Passados os primeiros dias, o número de casos e de mortos cresceu, mas não com a velocidade antes comentada.

Algumas soluções para a prevenção e a cura começaram a surgir e com isso houve um cenário de estabilidade. O risco ainda existe, mas assim como foi com o SARS e com a Influenza A, o cenário já é mais tranquilo.

Ao final do mês, percebemos que as bolsas mundiais voltaram a operar no campo positivo e trouxeram alivio para os mercados.

Nos próximos meses ainda teremos alguns fatos que devem ser acompanhados de perto. Abaixo um breve relato de cada um desses eventos.

Brexit

Após um longo período, finalmente, o Brexit saiu e, com sua aprovação, muito provavelmente haja um acordo entre UE e Reino Unido.

O bloco continental está enfraquecido e o relacionamento estremecido entre a Alemanha e a Rússia. Aliado a isso existe um fortalecimento do fenômeno político nos EUA, chamado Donald Trump, com seu governo populista (com forte aprovação interna).

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Difícil pensar na sua permanência no bloco.

Trump

Com as eleição nos EUA, muito provavelmente teremos Trump reeleito, mesmo perdendo no voto popular nas eleições de novembro. Atualmente os eleitores Anti-Trump já residem em colégios eleitorais historicamente democratas, tais como Nova York e Califórnia.

As verdadeiras Batalhas serão em colégios eleitorais menores, no centro dos EUA. Colégios esses em que Trump costuma ter um ótimo desempenho e aprovação. Lembrem-se que foram neles que as eleições decidiram-se há 4 anos atrás.

Guerra comercial

Ainda continuaremos a ver a Guerra Comercial entre EUA e China nos holofotes, quando assistiremos de camarote ao jogo de cena entre as duas super potencias.

É inegável, porém, que a China estará cada vez mais ocupando espaços, historicamente, ocupados pelos EUA.

Parece muito mais um jogo de bate e assopra, onde cada lado tenta puxar mais forte, sabendo que se ambos realmente partirem para o tudo ou nada, ambos perdem.

A China é a maior detentora de Bonds americanos – segundo dados do Departamento de Tesouro norte-americano – e, ao menos que não tenha amor a própria economia, teria interesse que esses se desvalorizem.

O que é inegável é o avanço da China no mercado de telecomunicações e com grandes avanços no setor de entretenimento.

Protestos

Perto do Brasil, estaremos acompanhando a turbulência e a onda de protestos na America Latina. De forma mais ou menos violenta, teremos mais um ano com manifestações a favor e contra governos, onde a população cada vez mais percebe, com auxilio da internet e mídias sociais, o quão atrasados estão frente a pares mundiais.

Isso gera uma insatisfação com governos incapazes de responder de forma rápida aos anseios populares.

E o Brasil?

Agora você deve estar se perguntando. E o Brasil? Ah, o Brasil.

Veremos o cenário econômico melhorando consideravelmente, após as medidas tomadas no primeiro ano do Governo.

Medidas essas que não agradaram a todos, uns por acharem que foi de mais e outros por considerarem que poderiam ter melhores.

Teremos uma grande batalha para aprovar as reformas que ainda faltam, tais como a Fiscal e a Tributária.

Com passos lentos, veremos as coisas melhorando, um tanto por não haver uma coalizão no governo, que optou por não fazer alianças políticas afim de ter coalizão, sendo disruptivo com o velho sistema politico brasileiro, sistema esse que possui receio dos novos caminhos e rumos da nossa nação.

Teremos grandes ondas, mas como diz o grande sambista e compositor Zeca Pagodinho, Depois do Temporal a Lua Cheia passeou no Céu.


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