Mansueto explica saída e garante: “Política do ajuste fiscal não muda”

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Secretário do Tesouro Nacional até julho, quando será substituído por Bruno Funchal, Mansueto Almeida participou de uma live no Portal Uol nesta quarta-feira (17), e explicou sua saída do governo.

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“Decisão foi muito simples. Já estou aqui no ministério há quatro anos. Não fazia sentido iniciar a conversa sobre política econômica pós-Covid e sair em dezembro”, sintetizou.

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De acordo com Mansueto, a troca na pasta não alterará a linha de condução do Ministério da Economia no que tange a política econômica e o ajuste fiscal do Governo Federal.

“O mais importante é que a direção da política econômica e do ajuste fiscal não mudam. Hoje o ajuste fiscal no Brasil é uma obrigação constitucional. O teto de gastos está na Constituição, e o fiador é toda a equipe econômica do ministro Paulo Guedes”.

Mansueto

“Janela” e “conta salgada”

Mansueto também falou sobre a oportunidade que o Brasil tem de implantar as reformas para reaquecer a economia enquanto os juros estão baixos. E aconselhou o time a aproveitar essa chance para não pagar caro mais para a frente.

“A gente tem uma janela de juros baixos para fazer a reformas de que o país precisa. Se falharmos em fazer essas reformas nessa janela, que é de dois a quatro anos, a conta vai ser muito salgada”.

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Luz no fim do túnel

Otimista com o futuro do Brasil, como o futuro ex-companheiro de pasta, Paulo Guedes, Mansueto disse que a “luz no fim do túnel” para o País está na retomada das reformas, tanto tributária quanto administrativa.

Paulo Guedes tem dito sempre que possível que a retomada desses pontos no Congresso, paralisados por conta da pandemia, é fundamental para o crescimento do País.

“Se a gente não tiver maturidade, se não conseguir chegar a um consenso, aí vai ser ruim para todo mundo, dentro ou fora do governo”, alertou Mansueto.

“Há luz no fim do túnel, depende de nós, como sociedade, para construir consenso, continuar nos ajustes que a economia precisa para crescer mais”, completou.

Pós-Covid

Após deixar claro, logo no começo da entrevista, que resolveu deixar o Governo Federal para dar ao seu sucessor a oportunidade de participar de todo o planejamento econômico pós-Covid, Mansueto falou brevemente sobre o que espera.

“A preocupação [do Paulo Guedes] é pegar um cenário tão ruim com a queda do PIB, aumento do desemprego relacionado à Covid e transformar isso num cenário de reformas que abra espaço para atração de investimento privado para o Brasil”, opinou.

“Paulo Guedes quis falar de uma melhora nesse sentido aproveitar a recuperação pós-Covid, possibilitar crescimento maior da economia de forma sustentável”, finalizou o futuro ex-secretário do Tesouro Nacional.

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