Maia quer “muro” entre governo e forças armadas; veja mais destaques

Paulo Amaral
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Crédito: .José Cruz/Agência Brasil

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, estampou a principal manchete deste domingo, com uma entrevista exclusiva para o jornal O Estado de S. Paulo.

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Em seu bate-papo com a reportagem do periódico, o deputado do DEM-RJ defendeu que, a partir do próximo governo, em 2022, haja um “muro” entre o Executivo e as Forças Armadas.

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Na visão de Maia, não se trata de uma crítica aos muitos militares colocados por Jair Bolsonaro na alta cúpula do governo, mas de um ajuste que precisa ser estudado.

“É importante separar o Estado e o governo. As Forças Armadas estão no Estado. Os gestores públicos, os ministros, o presidente estão no governo. É importante que fique claro que há um muro. Não é algo contra os militares que estão no governo Bolsonaro, mas esse debate vai acontecer, no mínimo, para o próximo governo, para que fique clara essa separação”, adiantou.

Maia estabelece prioridades e descarta reeleição

A seis meses de deixar o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, Maia deixou claro durante a entrevista que não tem intenção de se reeleger. E avisou qual sua principal prioridade na reta final de seu mandato.

“A reforma administrativa eu preciso do governo, mas a tributária eu estou confiante que nós vamos entregar”, afirmou.

“Infelizmente, o debate da reforma administrativa está interditado desde o ano passado. O da tributária está andando, nós estamos estimulando, diferentemente do que o Paulo Guedes diz. O que nós não queremos é criação de novos impostos e onerar a sociedade”, completou.

PT x Bolsonaro ou terceira via?

Rodrigo Maia também foi questionado se espera uma nova polarização entre um candidato do PT e o presidente Jair Bolsonaro nas próximas eleições, em 2022. E avisou que pode dar seu apoio ao surgimento de uma terceira via.

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“Tenho condições e vou querer ajudar a construir um projeto para 2022. Sem desrespeitar o projeto dos outros, mas temos que construir um ambiente que saia dos extremos e procure defender o que é o certo e o melhor para a sociedade brasileira”, concluiu.

Fundo partidário paga parentes e amigos, diz Folha

A Folha de S. Paulo destacou em sua capa de domingo reportagem sobre a análise detalhada das prestações de contas entregues à Justiça Eleitoral.

De acordo com o jornal, as legendas gastaram R$ 937 milhões em 2019, sendo que a maior parte saiu dos cofres públicos.

A Folha de S. Paulo apontou que o PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, tem na sua lista de pagamentos funcionárias indiciadas pela Polícia Federal sob suspeita de terem sido candidatas laranja nas eleições de 2018, citados na investigação das “rachadinhas” da Assembleia do Rio de Janeiro e até um amigo de Bolsonaro, que nunca exerceu atividade política partidária.

O PT, principal opositor do presidente da República, é o que mais dinheiro recebe do fundo. O partido usou R$ 5,5 milhões, segundo a Folha, para pagar a Urissanê Comunicação.

A empresa pertence a Otavio Augusto Antunes da Silva, que disputou eleições pelo partido em 2000 e 2004 e foi assessor parlamentar da sigla na Assembleia Legislativa de São Paulo de 2005 a 2016.

A reportagem apontou que a prática também é utilizada em partidos de menor expressão, e até em maior quantidade.

O DC, do ex-candidato à Presidência José Maria Eymael, pagou salário não só a ele (R$ 109 mil em todo o ano), como direcionou R$ 45 mil ao Centro Automotivo Caminho Certo, que tem ele e familiares como sócios.

A Folha citou outros partidos que utilizaram a mesma “jogada” e deu exemplos.

O Republicanos de São Paulo contratou por R$ 133 mil a empresa Iave Assessoria, pertencente a um filiado à sigla. Patriota, PL e Podemos também têm exemplos nessa linha.

O primeiro teria em sua linha de pagamentos parentes do presidente, Adilson Barroso. O ex-presidente Ovasco Resende, do PRP, que se fundiu ao Patriota, chegou a acumular salário dos dois partidos no mês de junho, somando cerca de R$ 60 mil de vencimentos.

O PL, por sua vez, pagou R$ 11 mil por mês à esposa do deputado estadual André do Prado (SP), Clarisse Johara.

A reportagem também publicou o posicionamento de alguns partidos sobre as acusações. PSL, PT, Republicanos, PDT e PTB apresentaram suas justificativas e garantiram que agiram em conformidade com a legislação.

“Guerra” perdida contra a Covid também é destaque

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Outro assunto que tomou os noticiários dos principais jornais de domingo – e não poderia ser diferente – foi a “guerra” que o Brasil vem travando contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Folha de S.Paulo, O Globo, Estado de Minas e Extra, do Rio de Janeiro, destacaram em suas manchetes as 100.477 mortes causadas pela pandemia – até a noite de sábado.

O Globo fez uma capa especial, contando a história de Rosana Aparecida, primeira vítima fatal da Covid-19 no Brasil.

O jornal expôs ainda que, em 5 meses de pandemia, milhares de famílias sentiram a dor da perda, causada em parte pelo despreparo do Governo.

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