Maia ameaça soltar “pauta-bomba” caso Bolsonaro vete fundo eleitoral

Paulo Amaral
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Crédito: AFP Photo / Evaristo Sá

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, prometeu bater de frente e balançar as estruturas do governo caso o presidente Jair Bolsonaro decida levar adiante a intenção de vetar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para as eleições de 2020.

Segundo informações do Portal Uol, o Congresso tem um “arsenal de pautas-bomba” para colocar em votação caso o veto se concretize. A reportagem publicou ainda um questionamento indignado do presidente da Casa quando abordado sobre o assunto.

“Foi ele que mandou a proposta de R$ 2 bilhões. E agora quer vetar?”, disparou. “Não fizemos, nem queremos fazer isso. Mas se ele quer jogar pra sociedade, também podemos jogar. Esse jogo traz insegurança”, completou Maia.

Entre as “pautas-bomba” que poderiam ser votadas estão a redução do preço do óleo diesel, o aumento do salário mínimo além da inflação e a anistia do Funrural.

A confusão do Fundão

Segundo o site Poder 360, Bolsonaro, ao deixar o Palácio da Alvorada na quarta-feira (18), se dirigiu aos presentes com um questionamento: se ele deveria ou não vetar o fundo.

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Diante da resposta positiva à “proposta”, o presidente da República explicou o porquê discordou do montante de R$ 2 bilhões destinado às campanhas das próximas eleições.

“Vamos supor que seja aprovado, vamos só supor. O PT vai ganhar R$ 200 milhões pra fazer campanha ano que vem. O pessoal daquele PSL também, que mudou de lado, também vai pegar R$ 200 milhões. R$ 200 milhões para o PT e pro PSL pra fazer campanha”.

Apesar de o novo montante aprovado pelo Congresso ter sido bem inferior ao primeiramente proposto pelos líderes (era de R$ 3,8 bilhões) e de ter ficado dentro do previsto no Orçamento para o ano que vem, o presidente da República voltou a argumentar contra e usou sua própria experiência em 2018 para embasar a tese.

“Olha, o fundão foi R$ 1,7 bilhão no ano passado. Meu partido, PSL, pegou R$ 10 milhões disso aí. Não usei nada. Fiz uma vaquinha e arrecadamos R$ 4 milhões, gastei R$ 2 milhões. E eu estou sendo acusado de abuso de poder econômico”, concluiu.