Magazine Luiza (MGLU3) reforça foco na venda online e market place

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Magazine Luiza (MGLU3) quer ser a maior varejista online do Brasil

O Magazine Luiza (MGLU3) traçou uma meta dois anos atrás e está trabalhando para alcançá-la: ser a maior varejista online do Brasil.

A pandemia do novo coronavírus fez acelerar o processo de digitalização pelo qual a companhia vinha passando.

“Concluímos esse ciclo [de digitalização] dois anos atrás. O que fizemos agora foi radicalizar, acelerando um monte de processos”, disse o CEO Frederico Trajano.

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Ele conversou com analistas na manha desta terça-feira (26) por conta da videoconferência de resultados da companhia.

O balanço, divulgado ontem, mostra queda expressiva no lucro da empresa no primeiro trimestre de 2020 em relação a igual período do ano anterior.

“O faturamento da loja física é muito importante, mas a gente quer ser a plataforma online de todo o varejo”, frisou Trajano.

A fala do executivo diz respeito aos novos negócios que a companhia abraçou nos últimos anos, a exemplo da Netshoes, Zattini e Epoca.

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MGLU3: novos negócios

O Netshoes é um comércio eletrônico brasileiro de artigos esportivos adquirido pelo Magazine Luiza em 2019.

Já o Zattini é uma loja de moda online, que comercializa roupas, calçados e acessórios. Por fim, a Epoca Cosméticos foi adquirida pelo Magalu em 2013.

“Registramos crescimento muito rápido com essas novas categorias. O SuperApp é o que entrega tudo para o consumidor final”, destacou.

E disse mais: “todos estes mundos estão no nosso SuperApp, onde 70% destas novas vendas são provenientes do mobile.”

Para Trajano, o e-commerce está crescendo muito acima da concorrência, mas a “menina dos olhos” da companhia é o marketplace.

Trata-se de uma plataforma, mediada por uma empresa, em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos.

Essa plataforma funciona de forma que o usuário entra em determinado site e compra em mais de uma loja, pagando todos os itens juntos.

“Será o sistema operacional digital do varejo brasileiro”, elencou o executivo, referente à expectativa do share no e-commerce brasileiro, para quem somente o Magalu cresce acima da média.

Mês passado o Magazine Luiza lançou oficialmente o Parceiro Magalu, uma plataforma de vendas digital gratuita que irá ajudar autônomos, micro e pequenos varejistas a terem uma renda durante esse período de crise causado pela pandemia.

Outra ação elencada por Trajano é referente ao Magalu Pagamentos que permite que os usuários do aplicativo acessem serviços financeiros como pagamentos por QR Code e outras modalidades.

Todo esse universo de serviços caminha para estar integrada em uma única plataforma online.

Magazine Luiza

MGLU3: números

De acordo com a companhia, o e-commerce alcançou 53% em participação nas vendas totais no primeiro trimestre de 2020.

Já o crescimento do GMV (volume bruto de mercadorias) online do Magazine em maio foi de 203% contra 75% da média do varejo brasileiro.

Em abril, o GMV online do Magalu cresceu 138% contra 60% da média do varejo brasileiro.

“A gente está crescendo em maio, ate o dia 20, 46% em relação a igual período do ano passado, e isso com 60% das lojas físicas fechadas”, disse Trajano.

E acrescentou: “esse número é auditado, vem da contabilidade e tem uma asseguração da KPMG.”

O Magazine Luiza tem 35 mil funcionários e, atualmente, mantém 420 lojas reabertas. Segundo o executivo, 70% das lojas estão em cidades com menos de 400 mil habitantes.

Para segurar o tranco do coronavírus, o Magalu emitiu R$ 800 milhões em debêntures com taxa em 1,5%. “Essa ação foi para reforçar o caixa para o período”, disse.

Veja o desempenho do MGLU3 na Bolsa:

Fonte: tradingview.

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