Magazine Luiza (MGLU3) deve aprovar aumento de capital em assembleia de abril

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Magazine Luiza/Divulgação

O Magazine Luiza (MGLU3) deve ratificar em assembleia marcada para o dia 9 de abril o aumento de capital e da remuneração dos membros do conselho de administração e da diretoria. Os temas foram discutidos no ano passado e agora devem ser ratificados.

De acordo com a proposta, o capital social da empresa passará de R$ 1,770 bilhão, divididos em 1,5 bilhão de ações ordinárias para R$ 6 bilhões divididos em 1,624 bilhão de ações ordinárias. Para isso, o Magazine Luiza irá fazer oferta pública de 100 milhões de ações.

Remuneração

Já a remuneração global da administração, para o exercício de 2019, passará de R$ 65,285 milhões para R$ 80,055 milhões. “A retificação resulta em aumento da remuneração global anual no valor de R$ 14,769 milhões”, diz o comunicado.

De acordo com o informe, a medida decorre da revisão da estrutura interna de governança da companhia, realizada em 2019, bem como da alteração da composição da Diretoria Estatutária da Companhia, que passou de quatro para seis membros. A correção dos valores vale para o período de agosto de 2019 até a Assembleia Geral Ordinária do dia 09 de abril.

Por conta dessa atualização na estrutura, a companhia inseriu em seus quadros o cargo de diretor de Tecnologia e diretor de E-commerce. “Cumpre esclarecer que o valor da retificação para a remuneração global permanece compatível com os valores usualmente pagos pelo mercado e com os critérios e condições adotados pela companhia”, diz a nota.

Estatuto Social

Alterações no estatuto social também deverão ser aprovadas no encontro de abril. A companhia propõe inserir um artigo para – por meio dele – fazer com que o conselho de administração seja composto, em sua maioria, por membros externos.

A medida, diz a nota, segue recomendação do Código Brasileiro de Governança Corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A instituição sugere que se mantenha um terço de membros independentes.