Magazine Luiza (MGLU3): ações sobem quase 5% na véspera do desdobramento

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Magazine Luiza/Divulgação

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) estão entre as maiores altas da bolsa nesta terça-feira (13). Perto das 15h15, o papel subia 4,83% cotado a R$ 102,89.

A valorização se dá no último dia antes do desdobramento das ações. A partir de amanhã, cada MGLU3 se transformará em quatro, conforme decisão da empresa anunciada em setembro.

Na ocasião, o Magazine Luiza afirmou que o objetivo era “conferir melhor patamar para a cotação das ações a fim de torná-las mais acessível aos investidores”.

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De acordo com a empresa, não haverá modificação do capital social, após o desdobramento, que seguirá no montante de R$ 6.070.911.472,00, dividido em 6.498.926.848 de ações ordinárias.

Magazine Luiza na bolsa

O desempenho positivo do Magazine Luiza é uma das poucas exceções na bolsa esse ano. Os papéis praticamente dobraram de valor desde janeiro. E, se considerarmos o fundo do poço, em 18 de março, no início da crise do Covid-19, quando a ação encerrou cotada a R$ 28,81, até a sexta-feira (9), a valorização é de 240%.

A empresa se destaca inclusive entre seus pares. A ação da Via Varejo (VVAR3), que tem uma performance considerada positiva e que também foi favorecida pela expansão do e-commerce na pandemia, cresceu menos, perto de 61% e a B2W (BTOW3) subiu 38% esse ano. Já o Ibovespa acumula uma perda de 14%.

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Mesmo antes de abrir o capital, em 2011, o Magazine Luiza já chamava a atenção pelo seu vanguardismo no comércio virtual, apesar da atuação até então restrita ao interior de São Paulo, e pela gestão eficiente, embora familiar. Após o IPO, a rede turbinou sua expansão e é considerada uma das maiores do Brasil, com presença relevante no varejo digital, para onde tem direcionado seus investimentos, inclusive por meio de seguidas aquisições.

Comércio

Os papéis da companhia, assim como outras varejistas, sobem hoje também impulsionados pelas expectativas positivas de consumo, com a proximidade das promoções da Black Friday e do final do ano. Os resultados recentes do comércio alimentam projeções mais otimistas.

Pesa ainda a divulgação dos balanços relativos ao terceiro trimestre, que começa nessa semana, e deve sinalizar a reação das empresas após o tombo do segundo trimestre, motivado pela crise do Covid-19.