Magazine Luiza (MGLU3): saiba mais sobre a sua história e estratégias

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Divulgação

O Magazine Luiza (MGLU3), apenas Magalu, é uma das maiores varejistas de eletrônicos e móveis do Brasil. A empresa teve um dos melhores desempenhos na bolsa desde que abriu seu capital em maio de 2011.

De lá para cá, suas ações valorizaram mais de 1000%. Mesmo assim, continua apresentando uma boa taxa de crescimento, o que chama atenção de muitos investidores. Inovações tecnológicas e foco no comércio digital são algumas das razões que sustentam a alta dos papéis. Só em 2020, as ações acumulam valorização de 100%.

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Se você tem interesse em ser acionista da empresa, confira alguns pontos importantes sobre seu histórico, estratégias e perspectivas de mercado.

Origem e evolução da Magazine Luiza

A empresa nasceu na cidade de Franca, no final dos anos 50, quando o casal Pelegrino José Donato e Luiza Trajano Donato compraram uma pequena loja de presentes.

Em 1974, inauguraram a primeira grande loja de departamentos e começaram a expansão para outras cidades da região.

O impulso, no entanto, veio um tempo depois, com a sobrinha da fundadora, também chamada Luiza Trajano. Ela começou a trabalhar na empresa aos 18 anos como vendedora. Enquanto estudava Direito, foi promovida a gerente, encarregada e superintendente. Em 1991, aos 40 anos, assumiu o comando da rede.

Sob o comando da sobrinha, com a abertura de novas lojas e também com aquisições, a rede passou a ter lojas físicas em todas as regiões do País. Hoje, Luiza Trajano é a mulher mais rica do Brasil (conheça sua trajetória empreendedora).

Atualmente, o Magazine Luiza emprega cerca de 35 mil funcionários em mais de mil lojas em todo o Brasil. Além disso, sua forte presença no comércio virtual também assegura o crescimento de suas vendas.

Na década de 90, a empresa criou o primeiro e-commerce do Brasil.

As “lojas eletrônicas”, como eram chamadas, não tinham conexão com a internet, e suas transações eram feitas por terminais multimídias. Em 2000, com a criação do portal magazineluiza.com, as lojas virtuais foram levadas para a internet.

Market place

Esse canal vem tomando grande relevância entre as alternativas digitais que a Magalu oferece. O marketplace é um portal de vendas, no qual outros varejistas podem oferecer seus produtos. Dessa forma, ao utilizarem essa ferramenta, as empresas se tornam “parceiras” da Magalu.

Ao efetuarem as vendas, as empresas pagam uma comissão ao Magazine Luiza. A vantagem para os parceiros é a visibilidade que terão no site da grande varejista. Além disso, a Magalu pode auxiliar seus parceiros também na entrega dos produtos e em serviços financeiros.

Estratégias de crescimento da Magazine Luiza

A inauguração de novas lojas físicas e aquisição de redes de varejo permanecem no planejamento da Magalu. Porém, o maior foco de sua estratégia de crescimento está no comércio virtual.

Nos últimos três anos, a empresa vem adquirindo startups de tecnologia, logística, comunicação, e negócios de varejo. Netshoes e Estante Virtual são alguns exemplos.

De acordo com analistas, o objetivo da companhia é montar uma grande operação virtual, com diversos “braços”.  Alguns grandes grupos mundiais seguiram essa estratégia, como, por exemplo, Amazon e Alibaba.

Atualmente, o e-commerce representa 78% das vendas totais da Magazine Luiza. E a expectativa é de que continue crescendo, mesmo com o final da pandemia.

Isso porque, mesmo com a reabertura das lojas, o marketplace deve continuar forte. Hoje suas vendas já representam 27% do e-commerce total da Magalu. Entretanto a adesão de novos parceiros é constante, o que contribui para a expressiva participação da plataforma no faturamento.

Fatores que influenciam no desempenho de suas ações

O segmento de varejo é caracterizado pelo consumo cíclico. Isso significa  que, historicamente, ele tende a prosperar em momentos de crescimento econômico.

Por outro lado, quando há crises, o movimento contrário também ocorre. Quando há desaquecimento da economia, as pessoas consomem menos, e isso atinge diretamente o varejo.

Entretanto, a pandemia trouxe uma nova realidade para esse setor. Muitas pessoas deixaram de consumir não por falta de capacidade, mas sim pelas restrições do isolamento.

Dessa forma, o comercio eletrônico se tornou uma variável essencial quando analisamos empresas do setor varejista.

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