Ex-presidente Lula deixa a cadeia após decisão do STF; veja o impacto nos seus investimentos

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou, por volta das 17h40 desta sexta (8), a prisão na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde estava detido desde 7 de abril de 2018. O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal de Curitiba, aceitou o pedido da defesa do ex-presidente para soltá-lo após o julgamento do STF que vetou a prisão para condenados em 2ª instância.

Lula foi considerado culpado no caso do triplex do Guarujá (SP), no processo da Operação Lava Jato, em 2018. A decisão de soltar Lula ocorreu um dia depois de o STF determinar, em votação por 6 votos a 5 no plenário, que condenados em 2ª instância não podem cumprir a pena até que se esgotem os recursos judiciais. A corte alterou o entendimento que vinha sendo adotado a respeito do tema desde 2016.  No julgamento desta quinta, a maioria dos ministros entendeu, seguindo a Constituição, que ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado – quando o réu pode recorrer com recursos no Judiciário, para preservar o princípio de presunção de inocência.

O ex-presidente, que deixou a carceragem da PF acompanhado de parlamentares e advogados, vai poder recorrer em liberdade da condenação do caso do tríplex. Lula discursou por 20 minutos para militantes e apoiadores na saída da prisão. Ele foi condenado em primeira instância pelo então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça. A sentença foi ratificada e aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, para 12 anos e um mês de prisão pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi reduzida para oito anos e dez meses no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em abril deste ano.

A soltura do ex-presidente teve impacto imediato no mercado financeiro. O dólar comercial subiu e fechou cotado a R$ 4,1677, na compra, e R$ 4,1684 na venda, alta de 1,78% . Essa foi a maior cotação desde o dia 17 de outubro. A moeda teve alta semanal de 4,33%, maior taxa desde a semana de 20 de agosto de 2018.

O Ibovespa fechou em baixa, caindo 1,78%. A  bolsa operou com 107.738, valor próximo ao do início do pregão. A semana teve baixa de 0,72%. Analistas disseram que a baixa era aguardada para esta semana em razão do julgamento da segunda instância no STF, que resultou na soltura de Lula. O volume movimentado foi de cerca de R$ 20 bilhões.

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