Luiz Carlos Mendonça de Barros: o currículo fala por ele

Paulo Amaral
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Luiz Carlos Mendonça de Barros tem um currículo invejável e habita no seleto grupo dos principais economistas do Brasil.

Ele é PHD em Economia pela Unicamp e Bacharel em Engenharia de Produção pela USP. Paulistano, nasceu em 1943. E já foi presidente do BNDES (1995 a 1998), ministro das Comunicações (1998) e Diretor do Banco Central (1985 a 1987).

Atualmente, Barros é presidente da Foton Aumark do Brasil Limitada. A empresa atua no ramo de caminhões, associada a uma das maiores companhias chinesas do setor, a Foton Beiqi. Veja a seguir o caminho trilhado pelo economista até se tornar referência como gestor.

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Primeiros passos

Luiz Carlos Mendonça de Barros deu o pontapé inicial em sua vitoriosa trajetória na Bolsa de Valores em 1972. Isto por meio da corretora Patente, fundada ao lado de três sócios.

De lá, tentou diversificar seu currículo apostando na área cultural. Na época, ao lado do então futuro Ministro das Telecomunicações, Sérgio Motta, fundou a Difusão S/C Ltda. O foco era em financiamento de espetáculos teatrais.

A “aventura”, no entanto, durou pouco. Em 1983, dois anos após a Difusão fechar as portas, ele voltou para o seu “habitat natural”.

Inaugurou o Planibanc, empresa em que permaneceu por uma década e, em 1993, fundou mais uma empresa, o Banco Matrix, ao lado André Lara Resende. Nesse meio tempo, foi diretor do Banco Central, entre 1985 e 1987.

BNDES, Ministério e um escândalo

Depois de dois anos no comando do Banco Matrix, Luiz Carlos Mendonça de Barros alçou voos mais altos. Primeiro como presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cargo que ocupou entre 1995 e 1998.

Depois do BNDES, foi convidado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério das Telecomunicações, substituindo Sérgio Motta, com quem fundou a Difusão em 1983, e que acabara de falecer.

O cargo de ministro, no entanto, durou pouco, já que Luiz Carlos Mendonça de Barros viu seu nome envolvido em um escândalo de improbidade administrativa. Ele se tornou réu em uma ação movida pelo Ministério Público.

Mendonça, supostamente, teria participado de um esquema para favorecer empresas no leilão de privatização da Telebrás. Além dele, também foram afetados seu irmão, José Roberto Mendonça de Barros, afastado da Câmara de Comércio Exterior, e o amigo André Lara Resende, que o substituiu na presidência do BNDES.

A volta por cima de Luiz Carlos Mendonça de Barros

Apesar do escândalo em que se envolveu, o economista seguiu com prestígio e deu a volta por cima, antes mesmo de sua absolvição pela Justiça Federal ser confirmada. Em 2001, criou a MBG & Associados, empresa que oferecia cursos profissionalizantes à distância, e a editora Primeira Leitura (que fechou as portas cinco anos depois) ao lado do jornalista Reinaldo Azevedo.

O currículo de Luiz Carlos Mendonça de Barros também tem como destaque a fundação da Quest Investimentos, gestora com foco na preservação de capital e que usa como base para os investimentos a Análise Fundamentalista.

AZ Quest

Mendonça ficou na empresa por um bom tempo, participando da associação estratégica com o BTG Pactual, em 2011. Ele deixou a empresa quatro anos depois, quando a Azimut Brasil adquiriu 60% do capital da Quest. E fez surgir uma nova empresa – a AZ Quest. Nesse mesmo ano, a corretora recebeu a premiação ValorInvest, como Top Asset de Renda Variável.

A gestora não tem mais Luiz Carlos Mendonça de Barros no quadro de sócios ou colaboradores. Mas a AZ Quest tem, hoje, mais de R$ 17 bilhões em patrimônio sob sua gestão.

Eles estão aplicados em uma variedade de fundos de renda variável, fundos macro, de crédito privado, previdenciários e fundos de arbitragem. Além de fundos com viés de impacto social.