Lucro do Banrisul (BRSR6) em 2019 atinge R$ 1,344 bi, 28% acima de 2018

Joana Kurtz
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Crédito: Foto por Freepik

O lucro líquido do banco Banrisul em 2019 alcançou R$ 1,344 bilhão, cifra 28,2% superior ao lucro de 2018.

Já a margem financeira somou R$ 5,525 bilhões em 2019, com queda de 2,9% em relação a 2018.

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O lucro líquido foi afetado pelos seguintes eventos: reestruturação de benefício pós-emprego da Fundação Banrisul de Seguridade Social – FBSS; constituição de provisão trabalhista e reversão de provisão para ações cíveis; e efeitos fiscais sobre a reestruturação de benefício e sobre a provisão trabalhista e cível.

A cifra teve impacto ainda da atualização do estoque de créditos e débitos tributários diferidos decorrente da elevação na alíquota da CSLL de 15% para 20%, em função da promulgação da Emenda Constitucional – EC 103/2019.

Os eventos tratados, para fins de demonstração de resultado, como extraordinários.

O lucro líquido ajustado por esses eventos totalizou R$ 1,273 bilhão em 2019, 16,2% ou R$ 177,6 milhões superior ao registrado em 2018.

O retorno ajustado foi de 16,9% sobre o patrimônio líquido médio.

O desempenho ajustado registrado pelo Banrisul no ano de 2019 frente ao ano de 2018, reflete o menor fluxo de despesas de PDD (provisões para calotes), crescimento das receitas de tarifas bancárias, relativa estabilidade das despesas administrativas ajustadas e redução da margem financeira.

Houve ainda uma redução do volume de tributos sobre o lucro, tanto pela menor base de cálculo como pela extinção da vigência da Lei nº 13.169/2015, que instituía a alíquota adicional da CSLL de 5% até o final de 2018.

Quarto trimestre

No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido atingiu R$ 397,2 milhões, cifra 57% superior ao resultado de igual período de 2018. Já o lucro líquido ajustado somou R$ 356,3 milhões, com alta de 15,7%.

A margem financeira totalizou R$ 1,393 bilhão no quarto trimestre, com queda de cerca de 12% ante o mesmo intervalo de 2018.

Carteira de crédito e calotes

A carteira de crédito, no conceito ampliado, alcançou R$ 36,425 bilhões em dezembro de 2019, valor que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas.

Excluídas as garantias prestadas, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 36.182,7 bilhões em dezembro de 2019, com crescimento de R$ 2,119 bilhões ou 6,2% nos doze meses, especialmente com a carteira comercial, que registrou saldo de R$ 27,469 bilhões, com aumento de 9,8% em um ano.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,37% em 2019, ante 2,55% em 2018.

O porcentual de 3,37% observado no quarto trimestre é ainda maior que o de 2,84% do terceiro trimestre de 2019.

As despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa (gastos com calotes) somaram R$ 1,193 bilhão em 2019, com redução de 6,7% ou R$ 86,1 milhões em relação às despesas de 2018, refletindo, em especial, a rolagem da carteira por níveis de rating, o menor volume de créditos recuperados com provisionamento integral, a reversão de provisão em função da liquidação de operação de crédito do segmento corporativo, que estava integralmente provisionada, e o incremento das operações de crédito em atraso.

No quarto trimestre de 2019, as despesas de PDD somaram R$ 265,1 milhões, com redução de 24% ou R$ 83,9 milhões frente ao terceiro trimestre de 2019, refletindo a rolagem da carteira por níveis de rating, a reversão de provisão e o incremento das operações de crédito em atraso.

Guidance

O banco atingiu praticamente todas as metas estipuladas para 2019, com exceção de dois itens: o saldo de provisão sobre a carteira de crédito e a captação total.

Enquanto as despesas com provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (PDD) em proporção da carteira – ou seja, os gastos com calotes em relação à carteira – se mantiveram dentro do intervalo esperado, 3,3%, o saldo de PDD em porcentual da carteira de crédito alcançou 7,6%. Esse resultado veio 0,1 ponto porcentual acima do teto estimado para o ano (de 6,5% a 7,5%).

O saldo de provisão para perdas em crédito refletiu a rolagem da carteira por rating, o provisionamento de operações de crédito renegociadas e o aumento das operações em atraso, diz o banco.

Além disso, a captação total (soma de depósitos, fundos de investimentos, recursos de letras financeiras e captação externa) havia sido projetada em 6% a 10%, porém o realizado foi 5,4%.

Para 2020, o banco projeta crescimento da carteira de crédito total de 9% a 13%, puxado pelo segmento de pessoas físicas; despesa de provisão de crédito sobre a carteira de crédito de 3% a 4%; saldo de provisão sobre a carteira de crédito de 7% a 8%; captação total de 5% a 9%; rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio de 14% a 17%; índice de eficiência de 50% a 54% e margem financeira líquida sobre ativos rentáveis médios de 7% a 8%.

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