Lojas Americanas (LAME4) tem alteração acionária; Rede D’Or (RDOR3) conclui aquisição

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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A Lojas Americanas (LAME4) anunciou que a Capital International Investors (CII) aumentou a participação na companhia. A CII, que administrava 27.258.185 ações ON, correspondentes a 4,13%, passou a administrar um total de 34.215.685 ações ON, que representam 5,19% desses papéis. Foram compradas 6,95 milhões de ações.

A CII também administra 3.472.221 ações preferenciais de emissão da companhia, equivalentes a 0,28% dessa espécie de ação. “Trata-se de um investimento minoritário que não altera a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia”, diz a empresa.

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Rede D’Or (RDOR3) conclui aquisição

A Rede D’Or (RDOR3) divulgou que, por meio de sua controlada Hospitais Integrados da Gávea – Clínica São Vicente, concluiu a aquisição de 100% do Hospital Balbino, localizado na capital do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia aprovado a aprovação, sem restrições, em 10 de março último.

O hospital possui 141 leitos com capacidade de realização de cirurgias de diversas especialidades, bem como a condução de consultas ambulatoriais e pronto atendimento.

Foi mais uma aquisição anunciada pelo grupo, que, segundo o BTG Pactual, deu em abril, outro importante passo estratégico.

A Rede D´Or (RDOR3) comprou, em 12 de abril, 51% do capital do Hospital Nossa Senhora das Neves S.A. (HNSN).

O anúncio da assinatura do termo de compromisso de entendimento para aquisição do ativo foi firmado em 9 de abril.

O grupo possui muitas subsidiárias, incluindo laboratórios, um ativo hospitalar adicional (Clim Hospital Geral) e imóveis. HNSN e Clim são hospitais de alto padrão em João Pessoa (Paraíba) com 235 leitos. O valor do negócio foi fixado em R$ 550 milhões, implicando um múltiplo de transação indiscutivelmente atraente de R$ 2,34 milhões/leito (antes de um potencial plano de expansão brownfield), e apenas 8x o EBITDA.

Seguindo as recentes fusões e aquisições anunciadas em Belo Horizonte (Minas Gerais), este desenvolvimento marca novamente a entrada da RDOR em um novo local (seu 11º estado brasileiro), diz o BTG.

Grande infraestrutura hospitalar

Por serem hospitais de alta complexidade, o HNSN e o Clim são considerados por muitos setores interessados ​​como a melhor infraestrutura hospitalar disponível no estado da Paraíba.

Um ano após o fechamento, a Rede D’or estima que o grupo terá receita líquida de R$ 320 milhões (1,5% das receitas anuais da RDOR) e EBITDA de R$ 70 milhões, implicando em uma margem EBITDA de 22% (vs. RDOR 2021E 26%).

Além disso, após potenciais expansões brownfield, a capacidade geral do hospital pode atingir aproximadamente 400 leitos.

A família Assis (fundadora da HNSN) detém a outra participação acionária de 49% e permanecerá responsável pelas operações do Grupo Neves.

“A avaliação da transação é muito atraente”, diz o BTG, ao citar um múltiplo EV/leito implícito de R$ 2,34 milhões/cama.

Rede D’or bate meta e tem 585 leitos

Embora não seja um grande mercado, a aquisição traz uma nova demanda adicional para a Rede D’or, diz o BTG.

O estado da Paraíba tem cerca de 423 mil membros da saúde, enquanto a clara maioria é concentrada na região metropolitana de João Pessoa com mais de 275 mil habitantes (onde 53% dos planos são corporativos).

O mercado de seguro saúde da cidade é majoritariamente controlado pela Unimed João Pessoa (43% do market share) e um player verticalmente integrado, Hapvida (14% de participação).

Mas também há um bom pedaço do mercado com grandes seguradoras nacionais de HC, como a Bradesco Saúde (3ª maior player com 9% de participação) e Central Nacional Unimed (3% de participação).

A Rede D’Or concluiu seu IPO em dezembro com um desafio (mas viável, dado o seu histórico impressionante) de agenda de fusões e aquisições, orientando a aquisição de cerca de 1 mil camas por ano nos próximos cinco anos.

Com as aquisições anunciadas esta semana que somaram 585 leitos (235 do grupo HNSN e 350 da Biocor), a RDOR já entregou sua agenda de fusões e aquisições para 2021, ressalta o BTG.

A empresa já havia assinado a aquisição de 460 leitos desde novembro (Hospital Central de Guaianases, Hospital Balbino, Hospital América e Antonio Afonso).

“A estratégia de M&A está definitivamente no caminho certo. A Rede D’Or continua sendo nossa melhor escolha em saúde”, afirmam os analistas.