Lojas Americanas (LAME4) tem alta 3,5% no lucro no 3TRI20

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação / Lojas Americanas

A Lojas Americanas (LAME4) teve lucro líquido de R$ 49,9 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 3,5% ante o terceiro trimestre de 2019.

“O crescimento acelerado da plataforma digital e a progressiva retomada das atividades normais na plataforma física beneficiaram o resultado do trimestre”, explicou a Lojas Americanas.

A geração de caixa do Universo Americanas gerou R$ 830 milhões no terceiro trimestre de 2020.

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O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) atingiu R$ 9,895 bilhões no trimestre, crescimento de 31,1% na comparação com a base anual.

O GMV digital cresceu ainda mais, cerca de 56,2%. O Universo Americanas atingiu a marca de 45 milhões de clientes ativos.

As vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) das lojas de rua apresentaram crescimento de 7,2% no terceiro trimestre.

Devido ao ainda grande número de lojas fechadas no trimestre, as vendas no conceito mesmas lojas (SSS) reduziram 2,5%.

Ebitda cai 5,3%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em ingês) da controladora somou R$ 504 milhões, uma diminuição de 5,3% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

Já o Ebitda ajustado na visão consolidada foi de R$ 754,8 milhões no trimestre, queda de 0,3% na comparação ano a ano.

Enquanto a margem Ebitda ajustado no balanço consolidado recuou 3,2 pontos percentuais, atingindo 14,7%.

Receita do Universo Americanas sobe 21%

A receita líquida do Universo Americanas somou R$ 5,128 bilhões no trimestre, um aumento de 21% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

O lucro bruto cresceu 10,7% no período, atingindo R$ 1,703 bilhão.

Enquanto a margem bruta caiu 3,1 pontos percentuais, alcançando 33,2%.

De acordo com a Lojas Americanas, a margem bruta foi impactada pela maior penetração das vendas online, pelo ajuste de sortimento, priorizando itens essenciais, e com categorias de alta frequência ganhando relevância em relação a categorias como vestuário e brinquedos.

O resultado financeiro diminui 27,6%, totalizando uma despesa de R$ 267,2 milhões.

Conforme a varejista, o desempenho foi impulsionado pela redução do CDI e parcialmente compensado pelos custos relacionados com antecipações de dívidas em linha com a estratégia de desalavancagem da companhia, com o pagamento de R$ 4,7 bilhões em dívidas no trimestre.

Investimentos

A Lojas Americanas investiu R$ 1,118 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2020.

Os aportes foram direcionados principalmente para inaugurações e obras de melhoria, bem como em tecnologia.

Em 30 de setembro, a Americanas apresentava uma posição de caixa líquido de R$ 4,9 bilhões ante uma dívida líquida de R$ 4,3 bilhões no mesmo período do ano anterior, uma melhora de 2,8 vezes Ebitda.

Conforme a Lojas Americanas, a redução do endividamento líquido consolidado reflete os impactos do follow-on da Americanas e do aumento de capital da B2W no trimestre, além do fluxo de caixa gerado pelas plataformas física e digital. O prazo médio da dívida encerrou o trimestre acima de 32 meses.

Confira os principais destaques do balanço da Lojas Americanas (LAME4):

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