Lojas Americanas (LAME3 LAME4) e B2W (BTOW3) disparam em dia turbulento

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Divulgação

Em meio a notícias sobre uma possível fusão entre Lojas Americanas (LAME3 LAME4) e B2W (BTOW3), as ações das companhias dispararam no pregão desta segunda-feira (22).

Ao final do fechamento, as ações sob o ticker LAME3 dispararam 19,88%, cotadas a R$ 26,39, maior alta do Ibovespa, enquanto a BTOW3 subiu 1,15%, cotada a R$ 89,67.

Na última sexta (19), as Lojas Americanas e a B2W anunciaram que estão estudando uma potencial combinação de negócios.

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Incorporação LAME4 e BTOW3

Segundo informações do jornal Valor Econômico desta terça-feira (23), após o anúncio do estudo de combinação de negócios entre B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4), analistas acreditam que Lojas Americanas poderia ser incorporada pela B2W.

Já a hipótese de oferta pública de aquisição de ações (OPA) da B2W pela Lojas Americanas tem sido descartada.

A Lojas Americanas é controladora da B2W, com 62,5% das ações ordinárias. A principal incerteza sobre a fusão é a relação de troca das ações das duas empresas.

Integração das operações

O mercado avalia que os ganhos irão aumentar quando os planos estiverem totalmente integrados, como lembrou o Valor Econômico nesta segunda (22).

Desse modo, os conselhos de administração das empresas aprovaram o início de um estudo com o objetivo de maximizar a experiência do cliente.

Segundo a Lojas Americanas, o conselho de administração da B2W determinou a formação de comitê especial independente, composto exclusivamente por seus três conselheiros independentes, em cumprimento às disposições do termo de voto e outras avenças.

O comitê independente de B2W, apoiado pelos assessores que vier a contratar, conforme a sua conveniência, negociará com a administração da Americanas a estrutura e demais termos e condições da transação.

Fusão mais tarde que o esperado

A corretora Safra avalia que a fusão acontece “mais tarde do que o esperado” – e deveria ter acontecido há cinco anos, quando a diluição seria quase metade do que agora – e que o negócio torna improvável a venda da B2W para conglomerados como Amazon e Alibaba.