Localiza (RENT3) tem queda de 52,7% no lucro no 2TRI20

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/Localiza

A Localiza (RENT3) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2020, nesta quarta-feira (29).

O lucro líquido recuou 52,7% no período, na comparação anual, para R$ 89,9 milhões.

De acordo com a Localiza, o desempenho foi afetado pela queda do Ebtida, aumento da depreciação e despesas financeiras.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 127,3 milhões, uma elevação de 30%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 434,8 milhões, baixa de 13%.

A margem Ebtida atingiu 27,7%.

Receita cai mais de 30%

A receita líquida atingiu R$ 1,570 bilhões, uma redução de 31,7%.

O Ebit registrou queda de 36,1%, atingindo 218,4 milhões.

Enquanto a margem Ebit alcançou 29,5%, baixa de 7,9 pontos percentuais.

Conforme a Localiza, o resultado foi impactado pela queda na receita, gerando perda de escala,e aumento da depreciação.

Frota

A frota média alugada da divisão de Aluguel de Carros apresentou queda de 8%. Na mesma base de comparação, a receita líquida caiu 30,2%, devido principalmente à redução de 24,0% na diária média, em razão de descontos adicionais e mudança de mix.

No semestre, houve aumento de 13,9% na frota média e queda de 0,5% na receita dessa divisão, em função da redução de 13,1% na diária média.

Após o impacto inicial das restrições de mobilidade, que resultaram em reduções de tarifas nos segmentos mais afetados, começamos a partir de maio a reduzir os níveis de descontos gradativamente.

Em comparação a abril, junho apresentou crescimento de 9,7%na frota média alugada, 28,3%nas tarifas médias e de 7,7 pontos percentuais na taxa de utilização.

Dívida

A dívida líquida encerrou junho em R$ 7,7 bilhões, um aumento de 15,6%.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/Ebtida, ficou em 3,6 vezes no final primeiro semestre, contra 3 vezes no final de 2019.