Liq anuncia aumento de R$ 250 mi; minoritário pode ter diluição de 88%

Joana Kurtz
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Crédito: Reprodução Facebook

A Liq Participações, antiga Contax, que recentemente ajuizou pedido de recuperação extrajudicial, comunicou ao mercado a realização de um aumento de capital de R$ 250 milhões.

A operação conta com a subscrição particular pelo Fundo de Investimento em Participações Nilai – Multiestratégia de 20,644 milhões de novas ações ordinárias, pelo preço de R$ 12,11 por ação.

Os acionistas da empresa em 10 de janeiro deste ano, que é a data-base, terão direito de preferência para subscrever as novas ações, entre 10 de janeiro e 10 de fevereiro de 2020. Aqueles que decidirem por não subscrever sofrerão diluição de 88%, diz comunicado ao mercado da companhia.

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A partir de 10 de janeiro, as ações da companhia serão negociadas “exdireitos” de subscrição.

Os acionistas terão direito de preferência de subscrição de 7,3397468716 novas ações para cada ação detida.

A eficácia do aumento de capital estava condicionada à prévia realização de uma emissão de debêntures, no âmbito da renegociação de sua dívida financeira, e à aprovação da integração de negócios da ETS e da companhia pelas autoridades de defesa da concorrência.

O capital social da Liq passa a ser de R$ 870,814 milhões, dividido em 23.458.943 ações ordinárias.

Recuperação extrajudicial

Vítima da crise da Oi, a Liq Participações concluiu, ao fim do mês passado, a fase de negociação de seu endividamento, com a reestruturação dos seus passivos dento do plano de recuperação extrajudicial, obtendo a adesão legalmente necessária de mais de 60% dos créditos para sua aprovação.

O plano abrange unicamente os credores financeiros das empresas e não envolve seus fornecedores e seus colaboradores.

O pedido de recuperação extrajudicial da dívida financeira havia sido ajuizado pela companhia e sua subsidiária Liq Corp na Comarca de São Paulo capital.

Oi

O processo de recuperação citava como um dos eventos que afetou negativamente o fluxo de caixa da Liq o ajuizamento da recuperação judicial da Oi – já que a operadora de telefonia é um de seus principais clientes, com cerca de 50% do seu faturamento vindo dos serviços prestados à tele.

O efeito da crise da Oi sobre o faturamento da Liq, entre 2015 e 2018, resultou na queda de 58% da receita operacional líquida das requerentes, com redução do faturamento de R$ 3,2 bilhões para R$ 1,4 bilhão no referido período, “valor este que não é suficiente para fazer frente à sua dívida financeira, de aproximadamente R$ 1,27 bilhões”.