Linx (LINX3) envia ofertas a órgão regulador; veja outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Linx (LINX3): possível fusão com Stone visa dar escalabilidade aos negócios

A Linx (LINX3) enviará nos próximos dias as propostas de aquisição que recebeu da Stone e da Totvs (TOTS3) para apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o Valor, a Stone fará movimento semelhante nos Estados Unidos, encaminhando sua proposta à Securities and Exchange Commission (SEC).

A Linx informou que ainda não há data prevista para a assembleia de acionistas que votará as propostas.

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Antes, o conselho de administração vai avaliar a oferta da Totvs – só os conselheiros independentes João Cox e Roger Ingold participarão da avaliação.

A proposta da Stone já foi aceita pelo conselho.

No dia 11 de agosto, a Stone anunciou uma oferta de R$ 6,045 bilhões pela Linx, sendo 90% em dinheiro e 10% em ações.

Na oferta da Totvs, de R$ 6,1 bilhões, a maior parte do pagamento é em ações. Para cada ação da Linx, o acionista receberia uma ação da Totvs mais R$ 6,20.

Já o Estadão informa que a ata de uma reunião de conselho de administração da Linx mostra que pode ter havido algum tipo de pressão para a aprovação da venda da Linx para a Stone.

O movimento teria sido feito por um dos fundadores da companhia, Alberto Menache, que acumula os cargos de diretor presidente e vice-presidente do conselho da Linx.

Ele e os outros dois fundadores da companhia, Nércio José Monteiro Alberto Fernandes e Alon Dayan, podem receber pelo acordo com a Stone R$ 240 milhões, por conta de uma cláusula de não competição por um prazo de três anos.

O movimento tem sido apontado por acionistas minoritários como um “prêmio de controle disfarçado”. Juntos eles têm 14% da empresa.

Linx (LINX3): Totvs não tinha proposta formal

Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) vão às compras

Depois de a Via Varejo afirmar que é hora de voltar a acelerar aberturas de lojas, o Magazine Luiza também vai retomar a expansão orgânica, após um primeiro semestre fraco para ambas nesse sentido.

O Valor apurou que esse movimento pode ganhar força com novas aquisições de pontos.

Segundo fontes, o Magazine teria analisado no começo do ano os pontos ocupados pela varejista no Rio de Janeiro – onde surgiu o Ponto Frio, rede da Via Varejo.

Já a empresa fundada pela família Klein já tem fechado, de forma pontual, negociações de longo prazo de pontos antes alugados pela Ricardo Eletro em vários Estados.

Os movimentos tendem a acentuar o processo de consolidação no setor, com as duas varejistas ganhando mais mercado e também acelerando a competição entre si.

Controlada pela Máquina de Vendas, a Ricardo Eletro está fechando as suas 320 unidades nas últimas semanas, após pedir recuperação judicial no dia 7.

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A PPSA e o “risco-petróleo”

O ministério da Economia acredita que a “privatização” da PPSA é importante para mitigar o risco de perda de valor dos ativos da União (no caso, barris de petróleo).

A leitura no alto escalão da pasta é que não é possível prever o futuro do preço do petróleo e há riscos importantes à frente, como a disseminação de novas tecnologias.

Ao Valor, um interlocutor do ministério aponta que não considera correto falar em antecipação de receitas e sim em venda de ativos (contratos da União gerenciados pela PPSA), e que vai ser bom abater mesmo que parcialmente o gasto enorme com o combate à pandemia.

Embora admita que economicamente o efeito é o mesmo, dado que a medida vai gerar um forte impacto primário, a fonte aponta que há uma diferença jurídica que precisa ser considerada nessa análise.

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Sabesp (SBSP3) visa leilões com parceiros

A Sabesp, companhia de saneamento paulista, planeja firmar parcerias com o setor privado para expandir sua operação, tanto para fora do Estado de São Paulo quanto para atuar no segmentos de resíduos sólidos, afirmou ontem o presidente da empresa, Benedito Braga, em videoconferência sobre os resultados do segundo trimestre.

Conforme o Valor, o executivo disse que o grupo tem recebido propostas de empresas privadas de saneamento e de fundos de investimentos para possíveis consórcios em concessões de água e esgoto.

Vendas de imóveis acima do projetado no 2o. trimestre

O desempenho operacional das incorporadoras no segundo trimestre demonstrou que embora a pandemia de Covid-19 tenha afetado fortemente os lançamentos, principalmente das companhias com foco nas rendas média e alta, atingiu menos as vendas do que o esperado pelo mercado a partir das sinalizações feitas pelo setor no início da pandemia.

Levantamento do Valor mostra que de abril a junho, as vendas líquidas das incorporadoras listadas em bolsa caíram 20%, na comparação anual, patamar muito inferior aos 53% de queda dos lançamentos. Em conjunto, o setor lançou R$ 2,79 bilhões e vendeu R$ 4,35 bilhões.

 

Fundo soberano norueguês diminui aportes no Brasil

Os investimentos do fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, declinaram no Brasil em alguns bilhões de dólares no primeiro semestre do ano, o que coincidiu com turbulências nos mercados e pressões crescentes de fundos estrangeiros pela proteção da Amazônia.

Segundo o Valor, o fundo norueguês de cerca de US$ 1,15 trilhão, cujos movimentos são capazes de influenciar outros fundos, tinha cerca de US$ 9,6 bilhões investidos no Brasil em dezembro de 2019, sendo US$ 7,6 bilhões em ações de 136 companhias e US$ 2,0 bilhões em renda fixa.

Recursos do Censo à Defesa

O governo Jair Bolsonaro cogita deixar para 2022 o Censo Demográfico 2020, programado para o ano que vem.

Essa possibilidade foi incluída nas discussões da proposta de Orçamento de 2021, que será encaminhada ao Congresso no fim deste mês.

Os recursos para a realização do Censo, uma das principais pesquisas estatísticas do país, seriam remanejados para outras áreas no Orçamento, segundo apurou o Estadão.

A ideia é que a verba que seria destinada ao Censo – R$ 2 bilhões – reforce o Orçamento do Ministério da Defesa e outros ministérios.

Nas discussões sobre a proposta de orçamento, o governo tem privilegiado a ala militar. O presidente Jair Bolsonaro ordenou em duas ocasiões (segunda-feira, 17, e terça-feira, 18) um acréscimo total de R$ 2,27 bilhões ao limite sugerido de gastos à Defesa.

Somando a expansão determinada por Bolsonaro, a proposta de orçamento da Defesa alcança cerca de R$ 111 bilhões. O valor é R$ 8,1 bilhões superior ao valor sinalizado para a Educação, de 102,9 bilhões. Os valores ainda podem mudar até 31 de agosto, prazo final para envio do projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional.

Coronavírus

De acordo com o consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus, os números no Brasil está assim:

Casos confirmados: 3.411.872;
Recuperados: 2.554.179;
Mortes: 110.019.