Líderes do agronegócio pedem cautela com relação à China

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Lideranças do agronegócio no Brasil, se reuniram e entraram em consenso de que é necessário cautela, na forma como o país trata a China. Em relação, a situação do avanço do coronavírus, que já contaminou 1,3 milhões de pessoas, segundo informações do Estadão.

O ex-ministro da Agricultura, Neri Geller, hoje deputado federal falou sobre a questão com a China: “Nossa preocupação nesse momento é de pacificar e manter as boas relações. Não queremos briga, precisamos dar suporte ao governo para atravessar crise. Estamos muito preocupados e precisamos de cautela”.

De acordo com reportagem do Estadão, 8 em cada 10 sacas de soja do Mato Grosso tem como destino a China. Sendo essa a principal commodity agrícola exportada para o país. Devido ao coronavírus, há previsão de uma redução no consumo da China. Junto também a desaceleração econômica. Por isso, Geller e outras lideranças ligadas ao agronegócio pedem serenidade na relação com o país asiático. Ano passado, as exportações do agronegócio foram de US$ 96,7 bilhões. Em que a China, foi a responsável por cerca de 35% das compras. 

Reação das autoridades ao insultos feitos a China

No último final de semana, Abraham Weintraub, ministro da educação insultou a China. Em uma postagem na internet, o ministro insinuou que os chineses estavam se beneficiando da crise com o coronavírus. Logo após postar o insulto, o ministro acabou por apagar o post. 

Mas a Embaixada da China no Brasil soube do que houve, e respondeu que as publicações eram absurdas e desprezíveis.  “[…] Em que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China”, comunicou a Embaixada.

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Sobre essa situação, Alysson Paulinelli, também ex-ministro da agricultura se manifestou: “Sou muito realista: não devemos insultar ninguém. E não podemos misturar comércio com política, precisamos de uma posição mais sadia, mais madura”. Atualmente, Paulinelli atua como presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).

Outra autoridade que criticou os insultos a China, foi Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).  Segundo Brito, a relação do Brasil com a China é muito importante, e não é durante uma crise que problemas como este devem ocorrer. Ele ainda ressaltou, a importância da China, ao ser a maior fornecedora de insumos para indústrias brasileiras.

Bartolomeu Braz, presidente da Aprosoja Brasil também comentou sobre a situação:  “Não nos preocupamos com isso, o momento é de instabilidade e qualquer vírgula pode acirrar os ânimos. Mas somos produtores de matérias-primas para as proteínas animais, não vejo outros mercados que possam atender nesse momento. Mesmo diante dessa situação, continuaremos no campo produzindo.”