Libra: Facebook vai reformular os planos para sua moeda digital

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Veja

O Facebook deverá reformular seus planos para moedas digitais em meio a um escrutínio regulatório. A empresa oferecerá versões digitais de moedas apoiadas pelo governo, incluindo o dólar e o euro, quando lançar sua carteira digital da Libra.

“Sucumbindo à pressão dos órgãos reguladores, o Facebook decidiu oferecer a seus usuários versões digitais de moedas apoiadas pelo governo, incluindo o dólar americano e o euro, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto. O Facebook ainda planeja avançar com o lançamento de uma carteira digital que permita aos usuários fazer compras e enviar e receber dinheiro, apesar de atrasar a implantação em vários meses”, diz matéria do site The Information.

No Congresso americano

Segundo escreve a Veja sobre o assunto, “em outubro do ano passado, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, foi até o Congresso americano, em uma audiência realizada pelo Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, e tentou convencer o governo daquele país que a sua criptomoeda Libra, que funciona aos moldes do bitcoin, era uma boa ideia. Não deu certo. Mantiveram-se os temores de que a iniciativa pudesse ameaçar a privacidade das pessoas, ao mesmo tempo em que prejudicaria a segurança nacional dos EUA ao servir de ferramenta para que criminosos movimentem dinheiro”.

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Esse foi o principal motivo para tal mudança nos planos da rede social.

Críticas ao projeto Libra

Um porta-voz do Facebook confirmou à Reuters que a empresa agora está trabalhando em versões digitais de moedas apoiadas pelo governo e disse que ainda planeja lançar a Libra, sua moeda virtual.

O Facebook anunciou em junho do ano passado um plano para lançar Libra, mas o projeto rapidamente teve problemas e questionamentos em todo o mundo.

O ex-presidente da Suíça, Ueli Maurer, foi um dos que criticou o projeto Libra do Facebook. Ele disse que o formato falhou em sua forma atual. De acordo com o site CNBC, é preciso haver uma reformulação para que seja aprovada no país.

“Eu não acho que tenha uma chance. Porque os bancos centrais não aceitarão a cesta de moedas subjacente. O projeto, desta forma, falhou”, disse Ueli Maurer à emissora suíça SRF.

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