EUA e Índia anunciam liberação de reservas de petróleo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Petrobras-PETR3-PETR4

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (23) a liberação de reserva estratégica de petróleo como parte dos esforços para reduzir os preços dos combustíveis, conforme comunicado emitido pela Casa Branca.

O Departamento de Energia vai disponibilizar 50 milhões de barris de petróleo. Do total, 32 milhões de barris serão uma troca nos próximos meses, enquanto 18 milhões de barris serão uma aceleração de uma venda previamente autorizada.

“O presidente está pronto para tomar medidas adicionais, se necessário, e está preparado para usar toda a autoridade, trabalhando em coordenação com o resto do mundo, para manter o abastecimento adequado enquanto saímos da pandemia”, afirmou a Casa Branca.

A medida é uma resposta aos preços recordes que o petróleo vem alcançando. Os preços na bomba seguiram a ascensão e, atualmente, estão oscilando em torno de seu nível mais alto em sete anos. A média dos EUA para um galão de gasolina ficou em US$ 3,409 na segunda-feira, ante US$ 2,11 do ano anterior.

“Esta ação ressalta o compromisso do presidente em usar as ferramentas disponíveis para reduzir os custos para as famílias trabalhadoras e continuar nossa recuperação econômica”, disse o secretário de Energia Granholm em comunicado, segundo a CNBC.

Em 19 de novembro, a reserva estratégica de petróleo era composta por 604,5 milhões de barris espalhados por quatro localidades, de acordo com o Departamento de Energia. Mas a capacidade de armazenamento é de 727 milhões de barris.

Segundo as autoridades, levará 13 dias para que o petróleo chegue aos mercados.

Na sequência do anúncio da Casa Branca, a Índia se manifestou, indicando que irá liberar 5 milhões de barris de sua reserva.

Ação semelhante é aguardada também de China, Japão, República da Coréia e Reino Unido.

Tais medidas devem impactar nos preços dos combustíveis mundialmente e também nos mercados acionários, especialmente nas petrolíferas.