Liberação de presos durante pandemia cria mal-estar entre Moro e Judiciário

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Crédito: Lula Marques/Agência PT

Os conflitos políticos enfrentados pelas autoridades do governo se dividem em meio à crise da pandemia do coronavírus. Dessa vez envolve conflitos entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e membros do Poder Judiciário. A reportagem é do Uol.

A divergência se dá sobre a liberação de presos sem crimes graves durante a pandemia do coronavírus. A preocupação é que haja uma contaminação em massa no sistema carcerário.

Essa recomendação é feita pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aos tribunais de Justiça e não tem caráter obrigatório, porém divide opiniões.

Sério Moro diz que ‘Coronavírus não pode ser usado para soltar criminoso’

O ministro da justiça Sérgio Moro não concorda muito com essa decisão. Em reunião com o ministro da Saúde, no último dia 31, Moro defendeu que detentos não sejam colocados em liberdade em decorrência da pandemia.

Ainda em entrevista à Folha, no dia 20 de março, disse que:

“Alguns fazem a proposta de soltar todos os presos que não tenham sido condenados por violência ou grave ameaça. Estamos falando de todo tráfico de drogas, basicamente. Grande parte dos grandes traficantes foram condenados só por tráfico. E vamos soltar todos os traficantes do país? Não faz sentido”.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) informou que até esta sexta-feira foram contabilizados 113 casos suspeitos de coronavírus em presídios brasileiros.

Há quem afirme que não cabe ao ministro Sérgio Moro essa decisão.

O CNJ ainda não tem um balanço de quantos presos já foram liberados por conta das recomendações.