Calendário de leilão de blocos de petróleo é mantido para 2020

Paulo Amaral
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Crédito: Getty Images

O ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque confirmou, nesta quinta-feira (23), que o calendário do leilão de blocos de petróleo para 2020 continua mantido para o segundo semestre.

Apesar de outros leilões terem sido adiados por conta da pandemia de coronavírus, o ministro foi informado do interesse de empresas em participar da rodada de oferta permanente de blocos de petróleo e, por conta disso, manteve o plano original.

“No que diz respeito aos leilões, essa crise fez com que adiássemos os leilões da 7ª e da 17ª rodada. Estamos mantendo o da oferta permanente para o segundo semestre, tendo em vista que agentes do setor manifestaram interesse para que ele fosse realizado”, comentou, segundo o G1.

Bento Albuquerque frisou, no entanto, que no momento é impossível definir uma data precisa sobre quando os leilões serão retomados.

O que é a oferta permanente

A oferta permanente de petróleo é, de uma forma direta, a disponibilidade contínua de campos ofertados em licitações anteriores e que não foram arrematados ou que foram devolvidos à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

Bento Albuquerque confirmou que a queda histórica dos preços do petróleo afetou os investimentos e causou o adiamento de certos projetos, mas que o setor continua atrativo e há empresas dispostas a manter o investimento.

“Já tivemos notícias também que alguns outros agentes do setor de petróleo vão manter os investimentos que estavam previstos, até porque os investimentos em petróleo e gás são de longo prazo. Isso é estudado caso a caso”.

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Crise sem precedentes

O ministro de Minas e Energia disse também que a pandemia do novo coronavírus (covid-19) lançou o setor energético brasileiro em uma “crise sem precedentes” – agravada, segundo ele, pela queda do preço global do barril do petróleo em função de uma disputa comercial entre a Arábia Saudita e a Rússia.

De acordo com Albuquerque, medidas de isolamento social adotadas para conter a rápida expansão da doença no Brasil levaram o consumo de gasolina a cair quase 33% em apenas um mês.

Já a demanda por etanol caiu 44%; a de óleo diesel, cerca de 18%; a de gás natural, 20% e a de querosene de aviação, aproximadamente 85%.

“No setor elétrico houve uma redução de carga de 22%, o que equivale a 15,5 gigawatts-hora [Gwh]. Isto representa mais que todo o consumo da região Sul em condições normais. É praticamente o [consumo do] Nordeste e mais um terço da região Norte. Ou seja, é uma redução expressiva do consumo de energia”, disse o ministro esta manhã, durante videoconferência com jornalistas.

Queda da demanda

A soma da súbita queda na demanda por combustíveis e da inesperada queda do preço global do petróleo formou o que Albuquerque classificou como “uma tempestade perfeita”.

Em meio a esta conjuntura, só as vendas do gás de cozinha (o GLP, gás liquefeito de petróleo) aumentaram, ocasionando a falta do produto em algumas localidades – situação que, segundo o ministro, já foi normalizada.

“O abastecimento está garantido. Segundo informações que recebi ontem, [a distribuição] está praticamente regularizada em todos os estados da federação”, declarou.

*com Agência Brasil

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