Leilão 5G: Anatel diz que ainda é cedo para falar em adiamento

Paulo Amaral
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Crédito: Twitter

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avalia que, mesmo em meio à pandemia de coronavírus, “ainda é cedo” para falar em um possível adiamento do tão esperado leilão 5G.

De acordo com informações da Agência Reuters, a Anatel “está monitorando” a evolução da Covid-19, mas vê como possível a realização do leilão ainda em 2020.

“Qualquer análise que indicar a necessidade de adiamento é considerada prematura neste momento”, diz a agência, em nota enviada para a Reuters.

A associação que reúne as empresas de telecomunicações no Brasil, SindiTelebrasil, defendeu o adiamento do leilão 5G, alegando que é um investimento que demanda bilhões e previsibilidade, algo que é impossível em meio à pandemia.

Carlos Daltozo, da Eleven Financial Research, citou, no entanto, que as telecomunicações são um dos poucos setores que têm registrado crescimento de demanda por causa das recomendações de trabalho remoto e ensino online como forma de conter a disseminação do vírus.

Operadoras cresceram na pandemia

Segundo a reportagem da Reuters, as quatro principais operadoras de telefonia do País – Oi, Claro, Tim e Telefônica Brasil – tiveram aumento de consumo de banda larga entre 12% e 49% no período de 30 de março a 5 de abril.

A Anatel informou que, caso resolva pelo adiamento do leilão 5G, a previsão é que ele aconteça no primeiro bimestre de 2021.

Subcomissão do Senado vai acompanhar implantação no País

O Senado Federal anunciou que terá uma subcomissão para acompanhar a implantação no Brasil do 5G, ou quinta geração da Internet, que deve permitir conexões 50 vezes mais rápidas que as oferecidas pelo 4G. A implantação da tecnologia está em debate na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A subcomissão será criada pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. De acordo com o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), o 5G deve representar uma revolução nas diversas áreas ligadas à tecnologia.

“Esse é um processo importante, porque a quinta geração traz consigo, junto com a inteligência artificial, os principais instrumentos para inovação que estamos vivendo em processo acelerado, no mundo todo, e que o Brasil não pode perder essa janela”, afirmou o senador à Agência Senado.

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A subcomissão terá cinco integrantes. Eles ainda serão indicados.

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