Lava Jato visa fazer acordo com bancos antes de sair delação de Antonio Palocci

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores
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Foto: img-capa

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo do jornal A Folha de São Paulo, o  ex-ministro Antonio Palocci está prestes  a fechar seu acordo de delação premiada, que irá complicar grandes instituições financeiras, podendo causar impactos diretos em nossa economia.

Após ter habeas corpus negado pelo Supremo, Palocci ainda se encontra preso em Curitiba. Não vendo muitas alternativas para se livrar das acusações pelas quais responde, foi proposto ao ex-ministro que fosse feito um acordo de delação premiada, diante do argumento de que poderá reduzir sua sentença.

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A Delação premiada é aplicada no âmbito jurídico e representando uma espécie de “troca de favores” entre a justiça e o réu. Caso a pessoa acusada forneça informações importantes sobre outros acusados pelo mesmo crime em questão ou dados que ajudem a solucionar um crime, o juiz poderá reduzir a pena do réu quando este for julgado.

Palocci também demonstra preocupação com as consequências para o setor econômico do país,  já que sua delação pode gerar valores  consideráveis a serem pagos por bancos ou instituições financeiras, correndo o risco inclusive de abertura de falência em alguns casos.

Em seus debates com os procuradores, Palocci tem afirmado que seria importante separar os bancos dos executivos que cometeram os crimes.

Entre as hipóteses, está a de promover uma negociação com os bancos antes do registro dos termos da delação, sendo assim, quando divulgado as instituições financeiras já teriam inclusive feito acordos de leniência, deixando registrado que não importa quais seriam as afirmações de Palocci, os bancos irão arcar com os gastos arcando com as multas referentes ao caso e encerrando o assunto.

Com o provável impacto da delação, a Operação Lava Jato está apreensiva em relação a preservação de instituições que geram emprego e busca um modo de amenizar os impactos causados, ao contrário do que ocorreu com as empreiteiras.

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi condenado em primeira instância a 12 anos e dois meses de prisão onde já se encontra detido desde setembro de 2016 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.