Lava-Jato: PGR muda grupo de trabalho e reforça equipe em Curitiba e RJ

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, vai fazer uma profunda reformulação na procuradoria. O PGR, em março e fevereiro, nomeará 14 novos procuradores da República, em vista da remoção de 16 membros já prevista.

Aras também anuncia a disposição de reforçar a Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro, estendendo a operação a outros estados e municípios, como, por exemplo, fortalecendo o Ministério Público do Pará, com o intuito de combater crimes ambientais.

“A gestão do procurador-geral da República, Augusto Aras, contou 60 dias úteis em 2019, não tendo havido prazo para a transição. Daí ser natural que neste início de 2020 a nova gestão proceda aos respectivos ajustes”, disse em nota a PGR, ao blogue de Frederico Vasconcelos, na Folha/UOL.

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“O PGR tem compromisso com o enfrentamento à macrocriminalidade, especialmente no combate à corrupção. Em razão disso, vai implementar medidas antes anunciadas para fortalecer a Lava-jato, de logo, em Curitiba e Rio de Janeiro, estendendo-a aos Estados e Municípios”, continua.

Coordenador da Lava-Jato na PGR

Augusto Aras já havia substituído, na quinta-feira (23) o coordenador do grupo da Lava Jato na PGR, subprocurador-geral José Adonis Callou de Araújo Sá, pela subprocuradora-geral Lindora Maria Araújo. Araújo Sá pediu para deixar a coordenação.

Além da entrada de Lindora, Aras também anunciou que o Grupo de Trabalho será mantido com os seis procuradores que já atuavam e mais dois nomes novos, o procurador Vladimir Aras, primo do PGR e braço-direito de Rodrigo Janot, e a procuradora Raquel Branquinho, que coordenou o grupo de trabalho na gestão de Raquel Dodge.

O coordenador da Lava Jato na PGR tem como função gerenciar a coleta de depoimentos, de provas, coordenar audiências, requisitar informações, e participar de negociações sobre acordos de delação premiada.

“Raquel Branquinho e Vladimir Aras, presentes na Lava-jato desde o seu início, somam seus conhecimentos ao grupo de procuradores que ora atuam na lava-jato perante o STJ e o STF, agora sob a coordenação da subprocuradora-geral da República Lindora Araújo”, informa a nota.

“Além dessas medidas, outras serão postas em execução no destravamento da economia neste primeiro semestre”, segue anota. “Nos meses de fevereiro e março, o PGR proverá cargos de procurador da República em todo o Brasil, com a remoção de 16 membros e nomeação de 14 novos procuradores da República. Também está prevista a realização de concursos públicos para membros e servidores, até o final de 2020”.

A subprocuradora Lindora Araújo atuava até então na coordenação de casos penais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Recentemente, mandou parecer ao tribunal defendendo a federalização da investigação da morte da ex-vereadora Marielle Franco.