Lava Jato faz ligação entre apartamento de luxo em São Paulo e verba da Oi à família de Lula

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Facebook

Um apartamento de luxo de 335 m², comprado pelo empresário Jonas Suassuna, é apontado pela força-tarefa da Lava Jato como um dos principais indícios do uso de dinheiro de contratos com a Oi para beneficiar a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo reportagem do site do jornal Folha de S.Paulo publicada neste sábado (14), Suassuna pagou R$ 3 milhões pelo imóvel em 2009 e ainda gastou, somando reformas e mobílias, cerca de R$ 1,6 milhão.

Um e-mail enviado a Kalil Bittar, acessado pela Polícia Federal após busca e apreensão 2013, mostra indícios de que Lulinha também gastou cerca de R$ 130 mil em equipamentos eletrônicos, como forno elétrico, refrigerador de quatro portas, adega climatizada, lavadora e secadora, refrigerador de cervejas, televisão e equipamentos de áudio e vídeo.

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“Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto”, diz o conteúdo da correspondência eletrônica.

Sob encomenda para Lulinha

Alugado em 2013 por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente, o imóvel tem três suítes, terraço gourmet, escritório, cozinha, sala de estar e de jantar, e ocupa todo o 23º andar de um dos dois edifícios do condomínio Hemisphere.

Lulinha alugou o imóvel por R$ 15 mil mensais, mas, segundo perícia da Receita Federal, um apartamento similar na região não sai por menos de R$ 40 mil por mês.

“Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva”, disse o procurador Roberson Pozzobon na última terça, após a operação. “É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia.”

Mesmo dono do sítio

Suassuna também é apontado como dono do sítio em Atibaia que levou Lula a ser condenado a 17 anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Polícia Federal desconfia que tanto o apartamento quanto o terreno em Atibaia foram comprados com dinheiro de contratos comerciais feitos sem lógica econômica, uma fachada para dar aparência legal às transferências.

Lula continua negando ter cometido qualquer irregularidade e, ultimamente, tem se utilizado das redes sociais para afirmar que a operação que investiga seu filho é uma “demonstração pirotécnica de procuradores viciados em holofotes”.