ETF GURU11 é lançado na B3: conheça mais sobre o fundo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/B3

A EQI Asset, em conjunto com a Inter Asset, lançou na manhã desta segunda-feira (27) na bolsa de valores (B3), o ETF (Exchange-Traded Funds) GURU11. Ele será gerido em conjunto pelas duas casas e negociado pela B3.

Mais dois ETFs serão lançados em conjunto nos próximos dias: ETF NOGV11 e ETF PUBL11.

“Os ETFs representam quase 30% dos investimentos nos Estados Unidos e, no Brasil, são ainda uma fração muito pequena. A gente acredita que é uma indústria que vai crescer bastante e a B3 vai ter um papel fundamental nisso”, afirmou Gabriel Ramos, diretor de Relação com Investidores da EQI Asset, durante o lançamento do fundo, que teve direito a sino na bolsa.

Via ETFs, os investidores conseguem adquirir os produtos de maneira simples, pela plataforma de sua corretora, além de garantir maior liquidez. Saiba mais sobre eles.

O que é um ETF?

Os ETFs são alternativas de investimentos que ganham cada vez mais espaço no mercado de capitais brasileiro. Eles possuem características que favorecem determinados perfis de investimento e, por isso, ganham mais adeptos com o passar do tempo.

O significado da sigla é Exchange Traded Fund. Trata-se de um fundo de investimento, com algumas peculiaridades que o diferencia dos demais.

Também conhecido como fundo de índice, ele se caracteriza por ter algum índice como seu referencial de rentabilidade. Isso quer dizer que sua cota busca acompanhar o desempenho do índice escolhido.

Quais são as vantagens de investir em um ETF?

Podemos citar como vantagens de investir em ETFs a diversificação, o ganho de tempo e os menores custos.

Diversificação

Investir em um ETF significa ter a disposição uma miríade de empresas muito grande e isso ajuda a diluir o risco de uma carteira de investimentos.

Como todo índice busca refletir o desempenho de várias empresas em simultâneo, o capital não fica comprometido com o resultado de uma única companhia. Isso faz com que haja uma diversificação natural do investimento, sendo que o investidor precisa alocar recursos em apenas um veículo de investimeto: o ETF.

Ganho de tempo

Fazer análise periódica de investimentos requer tempo e muito conhecimento. Isso quer dizer que quando um investidor decide tomar por ele mesmo as decisões periódicas de alocação, é necessário gastar tempo para conhecer as empresas e fazer os aportes.

Com o investimento via ETF, a alocação de recursos seguirá a composição da carteira do índice de referência, poupando tempo do investidor e liberando-o inclusive para trabalhar em sua atividade principal.

Custos

Investir em ETFs também traz a comodidade de gastar menos para manter o investimento. O investidor que decide comprar participações em empresas por conta própria está sujeito a outra taxas geralmente mais onerosas àquelas que não incidem em um ETF. Assim, a aplicação em ETF pode render ainda mais, pois os gastos economizados podem ser investidos em mais cotas do mesmo ETF.

Fora isso, a depender do índice de referência, o investidor consegue ter acesso a ativos mais seletos – como no caso do GURU11, que permite exposição a carteiras de fungos fechados para captação, exclusivos para investidores institucionais ou com aplicações mínimas muito elevadas.

Vantagem de ter um ETF negociado em bolsa

Para o investidor, o ETF negociado em bolsa traz as vantagens da facilidade de compra, via plataforma de sua corretora escolhida, e da liquidez – já que o prazo de resgate deixa de ser de 30 dias ou até mais, como é comum entre os fundos, e passa a ser de dois dias, como acontece com ações na bolsa de valores.

Por dentro dos novos ETFs da EQI Asset

ETF GURU11

O Inter EQI Teva ETF Grandes Gurus do Mercado Fundo de Índice, ou GURU11, é um ETF que replica as carteiras de fundos de ações de grandes gestores do país.

Em resumo, seu foco é investir replicando a carteira dos fundos de ações mais rentáveis do Brasil nos últimos cinco anos, com acesso às estratégias de grandes gestores de fundos de ações do país. Para citar exemplos, o último rebalanceamento do índice do ETF acompanhou, dentre outras, carteiras do Dynamo Cougar Master FIA, do Opportunity Lógica Master FIA, do Atmos Master FIA, do Bogari e do IP Participações Master FIA BDR Nível I.

Segundo Felipe Pássaro, gestor de renda variável da EQI Asset, que tem mais de 17 anos de experiência investindo em ativos de mercados emergentes, o GURU11 é destinado ao cliente que procura exposição aos principais gestores de fundos de ações no país, porém não consegue investir diretamente nesses fundos, dado que eles estão fechados para novas captações.

A taxa de administração é de 0,7% e não há cobrança de taxa de performance. Comparativamente, grande parte dos fundos cobram 2% de administração e 20% de performance.

Outra vantagem é a diversificação do portfólio, com alocação em diversos setores, como moda, mineração e metalurgia, cosméticos, medicamentos, energia, combustíveis, aluguel de carros, imobiliário, bancos, papel e celulose, petróleo, educação, entre outros.

Segundo as simulações feitas pela Teva Indices (empresa proprietária do índice) como teste, no período compreendido entre julho de 2016 e outubro de 2021, o GURU11 acumula uma performance de 115,3% contra 98,2% do Ibovespa.

ETF NOGV11

O Inter EQI Teva ETF Bolsa sem Estatais Fundo de Índice, ou NOGV11, foca nas maiores empresas privadas da bolsa, ou seja, companhias sem controle ou influência estatal.

O fundo parte do pressuposto de que quanto menor for a influência do estado na gestão das empresas, menores são os impactos das turbulências políticas sobre as ações.

Desta forma, o fundo consegue aproveitar as oportunidades da renda variável com uma menor dependência e correlação com o cenário político.

Vale destacar também que as empresas privadas possuem curvas de crescimento mais agressivas que as estatais e uma eficiência operacional maior, sendo impulsionadas por resultados.

“O foco de investir nas principais empresas privadas do país trouxe um retorno para o investidor interessante no nosso backtest, com uma volatilidade e risco menor, portanto o índice sharpe ficou atrativo”, explica Pássaro.

O portfólio é diversificado entre os diversos setores e a há cobrança de 0,5% de taxa de administração, sem taxa de performance.

Segundo a Teva Indices, de julho de 2016 a outubro de 2021, o NOGV11 acumula performance de 101,4% contra 98,2% do Ibovespa.

ETF PUBL11

Por fim, o Inter EQI Teva ETF Bolsa Estatais Fundo de Índice, PUBL11, ao contrário do NOGV11, foca nas grandes estatais listadas na B3. A valorização vem com a expectativa de crescimento do Brasil no longo prazo.

“O investidor que busca especular sobre o cenário político brasileiro irá aproveitar a cesta de ativos deste ETF para montar a sua posição de acordo com a sua convicção do resultado eleitoral”, afirma o gestor.

“Empresas públicas são, historicamente, negociadas a múltiplos mais descontados do que as privadas, ou seja, têm valuations mais atraentes para o investidor”, diz.

Em anos eleitorais, como 2022, a expectativa é que as estatais se valorizem valorizar com um volume de negociação maior. Além disso, há expectativa de uma agenda de privatizações do governo, que também poderá valorizar as ações.

O portfolio do PUBL11 é diversificado entre bancos, empresas de petróleo, energia, água e esgoto, seguros e resseguros, aviação, entre outros.

A taxa de administração é de 0,5% e não há taxa de performance.

Comparativamente, nas simulações realizadas, o PUBLI11 teve um retorno de 40,7% contra apenas 15% do Ibovespa em 2018 (ano eleitoral). E em 2016, ano de impeachment, o PUBLI11 teve retorno de 27,9% contra apenas 15,3% do Ibovespa.

Mais EQI Asset na bolsa: EQIR11, TEQI11 e EQIN11

Os fundos que em breve serão lançados se juntam na bolsa a outros três da família EQI Asset: TEQI11, EQIR11 e EQIN11 (que era da NCH, recentemente incorporada pela EQI).

E as novidades da asset não devem parar por aí. A previsão é de que mais de dez fundos sejam lançados até o ano que vem, com foco também no agronegócio (Fiagro).

“A B3 vai ficar bem ‘laranjinha’ no próximo ano”, brincou Marchetti, referindo-se à cor da logomarca da EQI.

Sobre a EQI

EQI Asset já ultrapassou 1,5 bilhões sob gestão, enquanto aEQI Investimentos soma mais de R$ 12 bilhões.

A EQI é uma das maiores assessorias de investimentos do país, tendo 11 escritórios espalhados pelo Brasil, mais de 35 mil clientes e mais de R$ 11 bilhões sob assessoria. Em breve, a empresa deve alcançar o status de corretora de valores mobiliários.

A EQI tem entre seus sócios o BTG Pactual, um dos maiores bancos de investimentos da América Latina.

ANTES DE INVESTIR, LEIA O REGULAMENTO DO FUNDO E AS INFORMAÇÕES CONSTANTES DO SITE WWW.INTEREQITEVA.COM.BR, EM ESPECIAL A SEÇÃO FATORES DE RISCO. O SITE É A FORMA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES OFICIAIS DO FUNDO.