KNSC11: reservas para o fundo da Kinea terminam na quinta

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Canva

Na próxima quinta-feira, 22 de outubro, termina o período de reserva para a primeira oferta pública do Kinea Securities (KNSC11). A princípio, o valor total da oferta será de R$ 500 milhões, e a liquidação ocorrerá no dia 28 desse mês.

O KNSC11 é um fundo de investimento imobiliário (FII) de papel, cujo objetivo é investir em ativos de risco moderado. Nesse sentido, será composto principalmente por certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e cotas de outros Fundos Imobiliários.

Em relação aos indexadores, 70% da carteira do fundo estará atrelada ao IPCA, e os restantes 30%, ao CDI.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões dos Investimentos.

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Na sequência, veja mais detalhes sobre esse novo fundo imobiliário da Kinea.

Características gerais do KNSC11

O fundo terá a administração da Intrag DTVM e a gestão ativa da Kinea Investimentos. Será destinado a investidores institucionais e não institucionais, e seu prazo é indeterminado.

Em relação aos custos, o KNSC11 terá taxa de administração e gestão de 1,2% ao ano. Nesse sentido, o percentual se aplicará ao patrimônio líquido do fundo ou ao seu valor de mercado, caso as cotas passem a integrar o índice de mercado. Por fim, não haverá cobrança de taxas de ingresso, saída ou performance.

Valores e distribuição de rendimentos do fundo

Conforme vimos, a oferta total será de R$ 500 milhões, sendo o valor mínimo de R$ 10 milhões. Por sua vez, cada cota custará R$ 100, e a quantidade mínima para o investidor é de 250 cotas.

Quanto aos rendimentos, a distribuição ocorrerá mensalmente, sempre no 9° dia útil do mês subsequente ao recebimento dos recursos pelo fundo.

Principais fatores de risco do KNSC11

Segundo o prospecto, os principais fatores de risco do fundo são os seguintes:

Risco de desvalorização dos ativos dos FIIs investidos

Como o KNSC11 aplicará em cotas de outros FIIs, deve ser levado em consideração o potencial econômico, de médio e longo prazo, das regiões onde estão esses imóveis.

Risco de crédito

Nesse sentido, os ativos integrantes do fundo estão sujeitos à inadimplência dos devedores e coobrigados. Logo, caso ocorram problemas de pagamentos, isso poderá ocasionar a redução de ganhos ou, até mesmo, perdas financeiras até o valor das operações contratadas.

Risco de execução das garantias atreladas aos CRIs

O investimento em CRIs incluem uma série de riscos. Dentre eles, está o de inadimplemento e de execução das respectivas garantias. Dessa maneira, isso também pode afetar a rentabilidade do fundo.

Riscos relativos ao pré-pagamento ou amortização extraordinária dos ativos

Os ativos poderão conter cláusulas de pré-pagamento ou de amortização extraordinária. Nesses casos, isso poderá acarretar o desenquadramento da carteira do FII em relação aos critérios de concentração.

Caso isso aconteça, há possibilidade de o gestor ter alguma dificuldade para repor ativos que estejam de acordo com a política de investimento. Ou seja, a gestão poderá não conseguir reinvestir os recursos recebidos com a mesma rentabilidade esperada buscada pelo fundo.

Nessa situação, é importante ressaltar que não seria devida pelo fundo qualquer multa ou penalidade pela perda de rentabilidade do fundo.

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