Prejuízo da Klabin (KLBN11) aumenta 1.502% no primeiro trimestre

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

A Klabin (KLBN11) reportou um prejuízo de R$ 3,143 bilhões no primeiro trimestre de 2020, uma elevação de 1.502% sobre o prejuízo R$ 196 milhões no mesmo período de 2019.

A companhia explica que o desempenho foi afetado negativamente pela variação cambial na dívida.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,028 bilhão, aumento de 2%.

A margem Ebtida ajustada foi de 40%, mantendo-se estável em relação primeiro trimestre de 2019.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 5,488 bilhões, um aumento de 11 vezes sobre as perdas do mesmo período de 2019.

O volume de vendas somou 849 mil toneladas, uma elevação de 8%.

Operacional

A receita líquida atingiu o montante de R$ 2,591 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo a Klabin, a receita líquida foi impactada positivamente pelo aumento no volume de vendas de todos os negócios e pela forte variação cambial do período, visto que 45% do volume de vendas foi destinado ao mercado externo.

O lucro bruto somou R$ 994,2 milhões, um crescimento de 16%. Já a margem bruta alcançou 38,3%, alta de 3,8 pontos percentuais.

As despesas operacionais totalizaram R$ 384,2 milhões, o que representa um aumento de 18%.

Dívida

A dívida líquida da Klabin encerrou o trimestre em R$ 20,381 bilhões, aumento de 42%.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida e Ebtida, ficou em 4,7 vezes no final de março, alta de 1,7 p.p. em comparação com o final de março de 2019.

CAPEX

Os investimentos da Klabin totalizaram R$ 820 milhões no primeiro trimestre, alta de 176%.

Segundo a companhia, os aportes foram principalmente destinados ao projeto Puma II, cerca de R$ 527 milhões (64,3%).