Kalunga: controladores vendem Spiral e preparam IPO

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: Divulgação

Os donos da Kalunga, os irmãos Paulo Garcia e José Roberto Garcia, firmaram contrato para a venda da fabricante de material escolar Spiral para a própria Kalunga no final de outubro, por R$ 106,2 milhões.

Os Garcias eram donos da Spiral, que fornece produtos de papelaria e escritório à varejista e são os únicos sócios da Kalunga.

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Os irmãos vão usar os recursos para pagar parte de uma dívida de aproximadamente R$ 480 milhões com a Kalunga.

O restante do saldo a dever será quitado com recursos da oferta secundária de ações da empresa, que deve ocorrer em 2021.

A Kalunga está em processo de oferta pública inicial de ações (IPO, da sigla em inglês), com intuito de captar cerca de R$ 1 bilhão, dizem fontes ouvidos pelo Valor.

Sobre a Kalunga

A Kalunga é a líder absoluta em vendas com 13,1% de market share nacional no segmento de suprimentos para escritório e material escolar, mercado altamente fragmentado de cerca de R$17,6 bilhões em 2019.

A companhia é uma plataforma de soluções de suprimentos para escritório e material escolar com grande abrangência no Brasil, seja em canais de venda, cobertura geográfica, sortimento ou oferta de produtos e serviços, operando em um ecossistema que conta com 222 lojas em 20 Estados e no Distrito Federal, e canais digitais operando em completa omnicanalidade.

A companhia acredita que a marca Kalunga é uma das mais reconhecidas do setor, referência no setor e um sinônimo da categoria de suprimentos para escritório e material escolar,.

Diz ainda que está posicionada para aproveitar as oportunidades apresentadas pelo mercado brasileiro de suprimentos para escritório e material escolar, o 2º maior mercado do mundo em 2019, de acordo com dados da Euromonitor International, caracterizado por alto crescimento, resiliência em cenários de crise ou desaceleração econômica e alta fragmentação no ambiente competitivo.

Lucratividade

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla) totalizou R$ 1 milhão nos primeiros nove meses de 2020, contra R$ 13,8 milhões em igual período do ano passado.

A receita líquida atingiu R$ 69 milhões nos primeiros nove meses de 2020, contra R$ 89 milhões do mesmo período de 2019.

O lucro líquido atingiu R$ 4,1 milhões no acumulado do ano até setembro, ante R$ 242,2 milhões no mesmo período de 2019.

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