Juros futuros recuam e sinalizam ao investidor Selic baixa por mais tempo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os juros futuros registram queda nessa quarta-feira (9). Os contratos para janeiro de 2021 eram negociados, às 12h15, com taxa de 1,95%, contra 1,96% no fechamento de ontem (9).

Para janeiro de 2022, a taxa é de 2,77%, contra 2,83%. Para janeiro de 2023, a 3,97%, de 4,04% de ontem.

Os contratos de janeiro de 2025 estão a 5,79%, ante 5,83% de ontem. Para janeiro de 2027, a 6,73%, ante 6,78% no fechamento de ontem.

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Os juros futuros representam uma estimativa do mercado para o valor dos juros em um momento futuro, podendo ser meses ou anos. Eles vinham se mantendo altos devido ao cenário de instabilidade, que aumenta a percepção de risco pelos investidores.

Hoje, no entanto, os juros estão acompanhando o otimismo do mercado, que segue em alta, depois de pregões seguidos de liquidação das big techs americanas.

Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, em linha com a projeção do mercado, também ajuda. O indicador ficou em 0,24%, ante 0,36% de julho. A expectativa era por leitura pouco inferior, de 0,23%.

Para Paulo Filipe de Souza, assessor e sócio daEQI Investimentos, os juros futuros em queda sinalizam que a taxa Selic deve se manter em patamar baixo por mais tempo. A Selic é a taxa básica de juros e, atualmente, encontra-se em 2%.

“À medida que os juros futuros caem, eles indicam que o mercado acredita que a Selic pode ficar mais baixa. Para o investidor, isso dá um norte de como montar sua carteira de investimentos. Ele pode aumentar sua exposição em bolsa, porque os juros futuros mais baixos são bons para a renda variável. E pode também aumentar a exposição em títulos pré-fixados, atrelados à inflação”, explica.