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Juros e FII

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Tudo bom caros leitores? Vamos conferir algumas distribuições que ocorreram na semana:

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Nesses últimos dias saíram algumas notícias sobre a expectativa de juro desse ano e para o ano que vêm.

Segue imagem:

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Segundo o próprio jornal Valor Econômico, os principais economistas do país acreditam que a taxa de juro irá cair, ao menos, mais 0,25, passando para 6,5%.

A inflação é uma das principais causas para a redução da taxa de juro. O IPCA ainda está abaixo do teto da meta, que seria de 3% ao ano.

Portanto seria natural o Banco Central afrouxar mais um pouco o juro, com o intuito de fomentar o crescimento e consequentemente a inflação.

O texto ainda fala sobre um aumento na taxa de juro em 2019, é aqui que o negócio fica interessante, será que a nossa taxa de juro em 6,75% ou 6,5% não vai durar para sempre?

Expectativas com relação ao Juro

Eu acredito que para boa parte da população (se não a totalidade) o juro baixo é uma coisa boa, benéfica para todos. Porém, a nossa economia talvez não consiga comportar a manutenção prolongada de uma taxa tão baixa.

Comparado a outros países, como os Estados Unidos, Japão, países da União Europeia, inclusive o Chile nossa taxa de juro não está assim tão baixa, na verdade ela poderia até cair mais um pouco.

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Tanto a queda do juro, quanto o aumento e até uma possível manutenção são coisas que podem acontecer. Porém a queda do juro só será viável em caso de inflação baixa. E quando falamos de inflação baixa, estamos nos referindo aos patamares atuais, abaixo dos 3%.


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Se a inflação subir, e chegar aos 4% que seria um nível mais próximo do centro da meta, que atualmente é de 4,5% então provavelmente não haveria mais cortes.

Tecnicamente, o que temos hoje, é um país em crescimento, um pouco lento ainda, mas crescendo. O desemprego, já no ano passado, deu alguns sinais de redução, ou seja, começamos a empregar novamente (fato que contribui com a tese de crescimento).

Sendo assim, é normal que comece a surgir um crescimento na demanda. O crescimento da demanda pode influenciar na alta de preços.

Mas essa matemática, ou teoria, nem sempre funciona. Ou seja, pode ser que a demanda tenha que aumentar muito para conseguir chegar aos níveis da oferta.

Enfim, a expectativa é de que a nossa taxa de juro pare em 6,5% em 2018, e que em 2019, ela termine o ano em algo acima dos 8%.

O que a taxa de juro pode influenciar nos FII?

Eu gosto de pensar que os FII funcionam como títulos prefixados. Seria mais ou menos assim: O investidor compra algumas cotas de BBPO11 e paga por cada uma R$ 145,00. Para cada cota adquirida o investidor vai receber de distribuição R$ 1,00, então o rendimento do cotista é de aproximadamente 8,27% ao ano.

A semelhança do FII para o título de renda fixa mora na distribuição. Ao investir R$ 145,00 em uma cota, o investidor estará assegurando um rendimento de R$ 1,00 ao mês. Coisa semelhante acontece com o investidor que adquirir um CDB pré-fixado por R$ 145,00 e que está pagando 8,27% ao ano.

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Levando em consideração a atual taxa de juro, que está em 6,75% ao ano, o rendimento através do FII é muito bom. Mas se a taxa de juro for para os 8% ao ano, ou de repente vá parar em 9% ao ano, o que você faria?

Continuaria pagando R$ 145,00 por uma cota que vai lhe render R$ 1,00 por mês? Ou investiria em títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic, que estaria pagando a taxa Selic?

O mercado geralmente vai acabar escolhendo o ativo com maior liquidez e mais seguro. Portanto o Tesouro Selic! Nessa comparação, acredito que o Tesouro Selic levaria à melhor, fato que poderia trazer o preço de BBPO11 para baixo, uma vez que os cotistas do fundo poderiam tomar a iniciativa de vender suas posições para investir em um produto com rentabilidade semelhante e com mais segurança.

Vale lembrar que por mais que BBPO11 tenha seus riscos, o FII possui a vantagem de contar com os aumentos periódicos em seus aluguéis, ou seja, os R$ 1,00 que os cotistas estão recebendo, provavelmente serão R$ 1,20 amanhã, ou depois, e assim por diante!

Sem falar na própria valorização dos imóveis. É normal acompanhar o valor patrimonial e ver que o bem está sofrendo com a depreciação, porém, de tempos em tempos o fundo realiza algumas manutenções, fato que pode agregar valor as propriedades.

Os riscos existem, cabe ao investidor avaliar os possíveis ganhos e determinar se aquele investimento vale a pena!

 

Oliver Imhof

Oliver Imhof é um colaborador da EuQueroInvestir.
Contato: oliver.imhof@euqueroinvestir.com

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