JPMorgan diz que plano de Biden pode levar fundos da Ásia para os EUA

Paulo Amaral
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Crédito: Gage Skidmore/Flickr

O chefe de pesquisa de ações da Ásia no JPMorgan, James Sullivan, deu entrevista para a CNBC sobre o cenário que pode tomar conta dos EUA com os novos planos do presidente eleito Joe Biden para combatar a Covid-19.

De acordo com a reportagem publicada pelo site, a ajuda de US$ 1,9 trilhão virá com um custo. “A maioria dos investidores estava muito positiva sobre a Ásia e os mercados emergentes, como a China, em relação aos EUA antes que os detalhes do último pacote de resgate fossem anunciados”, comentou Sullivan.

“Vimos mais de 18 semanas consecutivas de entradas de fundos na Ásia, exceto no Japão, ao longo dos últimos dois meses”, afirmou, ponderando que, agora, é “altamente provável” que os fundos comecem a migrar para fora dos mercados emergentes na Ásia e de volta aos EUA, como resultado do impulso ao crescimento econômico do plano de Biden.

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O plano de Biden sob a ótica do JPMorgan

Biden revelou na quinta-feira detalhes do pacote chamado American Rescue Plan, que inclui medidas destinadas a sustentar famílias e empresas até que as vacinas sejam amplamente distribuídas.

O plano inclui, além de incentivo em dinheiro, apoio ao desemprego, que voltou a atingir níveis elevados nos EUA.

Sullivan disse que o JPMorgan previa anteriormente uma queda de dois pontos percentuais no PIB dos EUA como resultado da falta de estímulo fiscal.

“Incluímos em nossa previsão um pacote de estímulo fiscal de US$ 900 bilhões, que levou a um movimento de uma redução de 2 pontos percentuais para um impulso de 70 pontos básicos no PIB dos EUA”, afirmou.

Agora, com o anúncio do plano de Biden de US$ 1,9 trilhão, o representante do JPMorgan disse que será uma “surpresa positiva” para o mercado, bem como para os níveis gerais de crescimento econômico nos EUA

“Os fluxos de fundos de investidores para a Ásia têm sido muito agressivos nos últimos dois meses, você pode começar a ver essa reversão”, disse o analista. “Eu diria que talvez estejamos na metade do processo de negociação neste estágio.”

Segundo Sullivan, os mercados da China podem estar entre os primeiros a serem afetados por essa mudança. “É provável que você veja os outperformers agressivos de 2020 como uma fonte de fundos. A China estaria muito na frente e no centro lá”, concluiu.