Money Week: as recomendações do gestor da Dahlia Capital

Giovanna Castro
Jornalista formada pela UNESP.
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Crédito: José Rocha já havia participado de uma live na Money Week que aconteceu em junho de 2020 -Foto: Reprodução

Formado em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo ITA, José Rocha começou sua carreira no mercado financeiro no banco Credit Suisse, onde trabalhou por dez anos. Depois, passou por duas gestoras independentes.

Em 2017, ele decidiu mudar. “Tive a enorme felicidade de encontrar meus amigos e atuais sócios em uma fase da vida parecida com a minha. E, então, decidimos nos juntar para fundar a Dahlia Capital”, conta José Rocha.

A empresa foi fundada em maio de 2018 por seis sócios, a maioria vindos do Bank of America Merrill Lynch. Hoje, ela está entre as melhores gestoras de multimercados do País, segundo o Valor Investe.

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José Rocha vai falar da sua trajetória e de investimentos na próxima edição da Money Week, que acontece entre os dias 23 e 27 de novembro. O evento é online e totalmente gratuito.

Não recomende aos outros o que não quer para si

Com a sua experiência, Rocha entendeu que a sinergia entre a equipe de trabalho é um fator determinante para o sucesso. “É claro que é importante sempre estudar e correr atrás. Mas, acho mais importante estar junto de pessoas boas e de que você goste”, afirma.

Além disso, é preciso ver o cliente como a si próprio. Por isso, ele e os sócios aplicam seus recursos nos mesmos fundos que oferecem a seus clientes.

“Desde o início, queríamos que os fundos refletissem a forma que acreditamos ser a melhor para tocar nossa poupança e a de nossas famílias”, explica.

Para José Rocha, todas as gestoras independentes deveriam refletir a forma como as pessoas daquele time, dedicadas todos os dias ao mercado e com experiência de anos, tocam suas próprias poupanças.

Educação financeira é essencial

O Brasil ainda é um país bem tradicional em relação a investimentos. Mesmo com a baixa rentabilidade, a poupança ainda é o principal investimento do brasileiro.

Segundo José Rocha, em live da última Money Week, o brasileiro tem três classes de ativos para investir, de uma forma simplificada. São elas: a renda fixa, com risco zero; a Bolsa, quando ele está otimista; e o dólar, quando ele está pessimista.

Mas, com a mínima histórica da taxa de juros e a expectativa de manutenção da Selic em níveis baixos por um bom tempo, muitas pessoas estão migrando para a Bolsa. Para se ter uma ideia, entre março e setembro deste ano, a quantidade de CPFs na B3 aumentou 52%.

E isso faz com que eventos que educam o investidor sejam ainda mais necessários. “Eventos como a Money Week ajudam nessa mudança sobre como o brasileiro investe. E a Dahlia poder participar é um privilégio”, afirma o gestor.