Veto do STF ameaça Petrobras (PETR3 PETR4), diz secretário; veja mais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord afirmou que o possível veto do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a Petrobras de criar subsidiárias para vender ativos pode “matar” a empresa. “Acabou o desinvestimento. Você amarrou a mão dela. Você matou a empresa”, disse em entrevista ao Valor.

Ontem, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu o julgamento virtual sobre a venda de refinarias da Petrobras, para que o tema passe a ser discutido em sessão presencial. O placar do julgamento no plenário virtual do STF se encontra em 3 a 0 pela paralisação dos processos de venda. Ainda faltam oito votos. A votação acontece porque o Senado encaminhou ao STF uma suspeita de que o governo estaria fazendo uma manobra para vender estatais sem necessidade de aval do Congresso ou licitação.

BNDES avalia prorrogar suspensão de pagamentos de dívidas

Segundo fonte ouvida pelo Estadão, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estuda prorrogar a suspensão temporária das cobranças dos pagamentos de dívidas, medida tomada para durar, a princípio, seis meses, como forma de atenuar a crise causada pelo coronavírus.

Participe do maior evento de investimentos da América Latina

A ideia é prorrogar a suspensão apenas para os setores mais atingidos, como as operadoras privadas de aeroportos.

Planalto acerta com líderes parlamentares teste de volta da CPMF

O Estadão informa que líderes parlamentares decidiram, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, “testar” o apoio do Congresso à criação de um tributo nos moldes da CPMF, como moeda de troca para a manter a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores por um prazo de mais ano.

Sócio da One Partners aponta exageros em IPOs

Em live do Valor, Bernardo Parnes, sócio-fundador da assessoria financeira One Partners, alertou que muitas empresas estão entrando na onda dos IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) sem estarem preparadas para tanto. E que o mercado não tem condições de absorver tanta oferta. Prova do que diz seriam os cancelamentos e as ofertas feitas abaixo do preço indicativo.

Selic baixa e Covid impulsionam mercado de imóveis de luxo

Com a Selic a 2%, seu piso histórico, e a pandemia forçando as pessoas a trabalhar de casa, o mercado de imóveis de luxo em São Paulo disparou. As pessoas estão buscando mais espaço e conforto dentro de casa. Os investidores buscam opções menos voláteis do que a bolsa de valores, informa o Valor.

Coronavírus derruba consumo do aço na América Latina

Segundo a Associação Latino-americana do Aço (Alacero), neste ano deverão ser consumidos 55,68 milhões de toneladas, o que representa queda de 14,5% no comparativo com 2019. A queda é puxada por Brasil, Argentina e México, os maiores mercados consumidores de aço na região.

Material de construção fica mais caro

Segundo fonte do Valor, os preços do cimento aumentaram 30%; os de concreto, 20%; os de aço, 25%; os de vidro, 22% e os de perfil metálico para fundação, 62%. O auxílio emergencial de R$ 600 concedido pelo governo e a destinação maior de recursos das famílias aos cuidados com a casa durante a pandemia explicam uma maior demanda, que impactou os preços.

Crise terá impacto em leilão 5G

A crise do coronavírus deve impactar o leilão da quinta geração de telefonia celular (5G). Segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Morais, será preciso rever os preços de venda das licenças e as contrapartidas de investimento, informa o Valor.

Governo lista setores a serem priorizados em empréstimos

O governo publicou ontem (23) uma portaria que lista as 34 atividades mais prejudicadas pela pandemia de coronavírus e que devem ser priorizadas na concessão de empréstimos pelos bancos.

Na ordem, os setores são: atividades artísticas, criativas e de espetáculos; transporte aéreo; transporte ferroviário e metro ferroviário de passageiros; transporte interestadual e intermunicipal de passageiros; transporte público urbano; serviços de alojamento; serviços de alimentação; fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias; fabricação de calçados e de artefatos de couro; comércio de veículos, peças e motocicletas; tecidos, artigos de armarinho, vestuário e calçados; edição e edição integrada à impressão; combustíveis e lubrificantes; fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores.

Ainda: extração de petróleo e gás, inclusive as atividades de apoio; confecção de artefatos do vestuário e acessórios; comércio de artigos usados; energia elétrica, gás natural e outras utilidades; fabricação de produtos têxteis; educação privada; organizações associativas e outros serviços pessoais; fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis; impressão e reprodução de gravações; telecomunicações; aluguéis não-imobiliários e gestão de ativos de propriedade intelectual; metalurgia; transporte de cargas (exceto ferrovias); fabricação de produtos de borracha e de material plástico; fabricação de máquinas e equipamentos, instalações e manutenções; atividades de TV, rádio, cinema e gravação/edição de som e imagem; saúde privada; fabricação de celulose, papel e produtos de papel; fabricação de móveis; e comércio de outros produtos em lojas especializadas.

Arábia Saudita gera incertezas sobre petróleo

De acordo com analistas ouvidos pelo Valor, a Arábia Saudita mantém posicionamento incerto quanto às medidas que adotará diante da nova volatilidade do mercado de petróleo com a possibilidade de novos bloqueios por conta da pandemia.

A maior exportadora mundial de petróleo não deixa claro se vai apenas fiscalizar de maneira mais rígida o cumprimento dos cortes já definidos ou se fará novas reduções na produção.

Ministro defende menos imposto para telecomunicações

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, defendeu a redução e a simplificação da carga tributária para o setor de telecomunicações, durante seminário online realizado ontem (22), aponta o Valor. Ele quer menos taxas e tributos sobre as antenas usadas no serviço de banda larga via satélite.

Entenda como vão funcionar os BDRs na B3.