Tesouro paga mais caro para pegar dinheiro emprestado; veja mais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em negociação realizada na quinta-feira (1), o Tesouro Nacional teve que pagar prêmios mais altos para captar dinheiro emprestado no mercado.

Investidores estão preocupados com o crescimento da dívida pública, o risco fiscal e, consequentemente, a capacidade do governo de honrar seu pagamento no futuro. Por conta disso, estão exigindo prêmios mais elevados para comprar títulos públicos, informa o Valor.

O Tesouro vendeu lote integral de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) – ou Tesouro pré-fixado, como também são conhecidos os papéis – com vencimento em janeiro de 2024, mas pagou prêmio de 0,28 ponto percentual acima do DI (juro futuro). Na semana passada, o prêmio foi de 0,2 ponto.

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No leilão de Letras Financeira do Tesouro (LFTs) – ou Tesouro Selic – foram vendidos 100 mil títulos, mas com taxa de 0,2921% no papel com vencimento para março de 2027. Na semana passada, pagou 0,1214% sobre a Selic nos títulos que vencem em setembro de 2026.

Estrangeiros tiraram R$ 88 bilhões da bolsa em 2020

De acordo com dados divulgados pela B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a fuga de estrangeiros da Bolsa chega a R$ 88,2 bilhões até setembro, o dobro de 2019, quando foram retirados R$ 44,5 bilhões. Reportagem do Estadão mostra que a pandemia, eleições nos EUA, o risco-Brasil e até a imagem da política ambiental do país influenciam no fluxo de recursos.

Aumento dos precatórios vem da eficiência dos tribunais, apontam juristas

Juízes e advogados entrevistados pelo Valor discordam do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a existência de uma “indústria de precatórios” no país.

Segundo eles, o crescimento do valor a ser pago pela União, passaram de cerca de R$ 10 bilhões por ano no governo Dilma Rousseff para R$ 55,5 bilhões em 2021, se dá por aumento da eficiência dos tribunais em realizar os julgamentos.

Estrangeiras podem participar de licitações de forma direta

Passa a valer a partir de hoje (2) a regra de que empresas estrangeiras poderão participar de licitações no país de forma direta, sem a necessidade de representante nacional.

A mudança deveria ter entrado em vigor em maio, mas foi adiada devido à pandemia.

O processo simplifica a competição. Até aqui, as empresas tinham que ter parceria nacional (com uma pessoa física ou jurídica) já no momento do cadastro para disputa. Agora, só precisam da parceria no momento da assinatura do contrato, caso vençam a licitação.

Para Luiza Trajano, do MGLU3, reforma tributária não sairá

A empresária Maria Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, disse ontem, em evento do Tribunal de Contas da União (TCU), que não crê que a Reforma Tributária seja aprovada.

“Faz 30 anos que entro em comitê de reforma tributária. Nunca saiu e eu ainda acho que não vai sair. Enquanto não envolver uma coisa maior, que o ganha-ganha seja pra todo mundo e que todos vão participar”, disse.

Bolsonaro confia “99,9%” em Guedes

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro afirmou confiar “99,9%” no ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Ele é o cara da política econômica e dá a palavra final”, disse, depois da polêmica causada pela proposta de utilizar recursos dos precatórios para financiar o programa social que deve substituir Bolsa Família e auxílio emergencial em janeiro.

Chance de guinada populista do governo é de 10%

O Eurasia Group estima que as chances de uma guinada populista do governo e do Congresso é de 10%. A chance de saída de Paulo Guedes do Ministério da Economia é de 30%, aponta o Valor.

Atualização Covid-19

O Brasil registrou 35.643 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando a 4,85 milhões de infectados, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa. Foram registradas 881 mortes nas últimas 24 horas, de um total de 144.767 óbitos.