Jordan Belfort: conheça a trajetória do Lobo de Wall Street

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Uma das grandes atrações do Cognition Unisinos, congresso online e gratuito que começa nesta segunda-feira (28), é o americano Jordan Belfort.

A participação do ex-corretor da bolsa de valores de Nova York, também conhecido como Lobo de Wall Street, está marcada para sexta, dia 2, às 21h.

A história de Belfort é tão incrível que foi levada às telas do cinema pelo diretor Martin Scorcese, em O Lobo de Wall Street. O filme é  baseado no livro de mesmo nome, escrito pelo próprio Belfort. Se você ainda não conhece ou quer relembrar, vamos contar a trajetória dele neste post.

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Frustração de iniciante

O tino para ganhar dinheiro sempre existiu. Belfort, que nasceu em Nova York, em 1962, conseguiu, antes de iniciar a faculdade, juntar US$ 20 mil. Como? Vendendo “italian ice” com os amigos em uma praia local.

Jordan Belfort tentou se lançar no mundo dos negócios aos 25 anos, depois de abandonar a faculdade de odontologia.

Inexperiente, no entanto, não soube lidar com o sucesso inicial de seu comércio de carnes e frutos do mar. Acabou decretando falência um ano após a abertura.

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Partiu, então, para novos ares. Após estagiar na L.F. Rothschild, resolveu mergulhar no mercado financeiro, abrindo a corretora Stratton Oakmont. Era 1989 e Jordam Belfort tinha 27 anos.

Em entrevista à Forbes, Belfort se referiu à empresa “uma das mais dinâmicas e bem sucedidas organizações de vendas da história de Wall Street”.

Durante o auge, na década de 90, ela chegou a arrecadar US$ 50 milhões ao ano com a negociação de ações de pequenas empresas, com baixo valor de mercado).

Jordan Belfort e as “armadilhas de Wall Street”

Para fazer a empresa decolar rapidamente, no entanto, Jordan “camuflou” o valor real de pequenas empresas. Além disso, se envolveu em negociações fraudulentas e em atividades ilegais de IPOs.

A agência reguladora do Setor Financeiro norte-americano desconfiou do crescimento a jato da Stratton Oakmont, que já tinha mais de 1.000 corretores cadastrados e movimentava US$ 1 bilhão.

Em 1996, as falcatruas que Jordan Belfort escondia vieram à tona. O investidor, então, teve que pagar pelos seus crimes.

Denunciado por fraude no mercado financeiro e por lavagem de dinheiro, foi condenado a quatro anos de prisão e a pagar uma multa de US$ 110 milhões.

“Eu fui ganancioso. Ganância não é bom, Ambição é, paixão é. Paixão prospera”, disse certa vez. Jordan admitiu que enganou investidores, traiu muitos de seus parceiros e foi  viciado em drogas.

O recomeço após o escândalo

Depois de passar 22 meses atrás das grades, Belfort começou a faturar em cima de sua história, agora imortalizada em dois livros: O Lobo de Wall Street e A Caçada do Lobo de Wall Street.

A ideia de escrever veio de seu parceiro de cela, o ator e ativista Tommy Chong.

“Ele escrevia um livro na época e disse que eu precisava escrever um também. Sem ser um escritor nato, comecei o esgotante processo de me ensinar a escrever. Isso se tornou catártico e me ajudou a entender meu passado”, disse em uma entrevista.

“Se eu ia escrever um livro, queria que fosse massivamente bem-sucedido. Sem saber o que faria quando saísse da prisão, escrever o livro me deu um propósito e permitiu que eu previsse na minha mente um mundo em que minha escrita me traria dinheiro e sucesso.”

O terceiro livro e o método “infalível” de vendas

O universo literário passou a ser o ganha-pão do ex-investidor de Wall Street. E foi com sua terceira obra, Os Segredos do Lobo, que Jordan emplacou seu mais novo mantra: “Vender, vender e vender”.

“Vender é tudo na vida. A verdade é que nós estamos sempre vendendo”, disse à Forbes. “Seja nos auto motivando para ir à academia. Quando nos candidatamos a vagas de emprego. Convencendo nossos filhos a seguirem as regras ou vendendo uma ideia a alguém que você quer que invista em sua visão. A verdade é que as pessoas de mais sucesso em todas as áreas da vida são as que dominaram a arte da venda e persuasão”.

É sobre a arte da persuasão que o Lobo de Wall Street falará durante sua participação no Cognition Unisinos Online.