Johnson & Johnson pretende dividir seus negócios em duas operações

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.

A Johnson & Johnson pretende dividir seus negócios em duas operações. A companhia é um conglomerado de saúde e beleza e, quando implementar a medida, terá duas empresas distintas.

A informação foi divulgada pela própria J&J na manhã desta sexta-feira (12), elencando que a separação ficará assim: de um lado os negócios de produtos de consumo e do outro lado sua farmacêutica com seus dispositivos médicos.

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Vale lembrar que no final de outubro a companhia reportou lucro líquido de US$ 3,67 bilhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 3,2% ante igual período do ano anterior.

A empresa é negociada na bolsa de Nova York sob o ticker JNJ. Os investidores brasileiros interessados na J&J podem alocar por meio de BDRs (BDR), que são os Brazilian Depositary Receipt, ou certificado de um valor mobiliário emitido no Brasil, que representa outro valor mobiliário emitido por companhias abertas, ou assemelhadas, com sede no exterior.

Johnson & Johnson

Ainda de acordo com a Johnson & Johnson, com a separação a unidade de produtos domésticos será eliminada.

Este segmento detém a fabricante de band-aid, produtos para a pele Aveeno e Neutrogena, e Listerine. Esta produção será incorporada pela farmacêutica.

A conclusão da operação deverá levar até 24 meses, e a divisão de dispositivos farmacêuticos e médicos, que inclui tecnologias avançadas como robótica e Inteligência Artificial manteria o nome Johnson & Johnson e manteria o novo CEO da J&J, Joaquin Duato.

De acordo com o CEO Alex Gorsky, após uma revisão abrangente, o conselho e a equipe de gestão acreditam que a separação planejada do negócio de saúde do consumidor é a melhor maneira de acelerar os esforços para atender pacientes, consumidores e profissionais de saúde.

“Também criar oportunidades para toda a equipe global e impulsionar o crescimento lucrativo e, o mais importante, melhorar os resultados da saúde para as pessoas em todo o mundo”, frisou.

Receita

A previsão do conglomerado é que estes segmentos, em novo formato, gerem US$ 77 bilhões em receita. “Só a divisão de produtos de consumo deve vender cerca de US$ 15 bilhões este ano”, destacou a empresa em comunicado.

E disse mais: “a divisão de consumo tem quatro marcas sozinhas que geram mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais. Ao separá-lo, a empresa pode oferecer ainda mais agilidade e uma melhor oportunidade de alocação de capital.”